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Metabolismo de triptofano em melanomas: o que dizem as células do microambiente? (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: CLARA, RENAN ORSATI - FCF
  • Unidade: FCF
  • Sigla do Departamento: FBC
  • Subjects: BIOQUÍMICA CLÍNICA; MELANOMA; METABOLISMO
  • Language: Português
  • Abstract: O melanoma é composto por células malignas e também por um estroma de sustentação que inclui fibroblastos, células imunológicas, endoteliais, matriz extracelular, dentre outros fatores. Assim, os tumores não são entidades independentes, eles interagem ativamente com o microambiente adjacente de forma bidirecional através de sinais moleculares que modulam o fenótipo maligno. Um dos sinais bioquímicos para desenvolvimento desse fenótipo se dá pelo catabolismo de Trp pela via das quinureninas, que gera compostos com diversas atividades biológicas, que no tumor estão envolvidas com tolerância e imunoescape e, logo, com prognóstico ruim para os pacientes. Até o presente momento apenas o consumo de Trp e a formação de um único metabólito, a quinurenina (KYN), tem sido associada a malignidade dos melanomas. A fim de ampliar e elucidar os mecanismos bioquímicos do metabolismo desse aminoácido em melanomas, estudamos mais de quinze compostos de todas as rotas catabólicas de Trp em células da pele, células imunológicas, linhagens tumorais e amostras clínicas de melanoma. De forma inédita pudemos observar que as células da pele tem maior habilidade de sintetizar KYN quando comparadas às linhagens tumorais, demonstrando que o catabolismo de Trp peritumoral pode ser responsável pelos fenômenos de imunotolerância e escape. Além disso, o metabolismo de Trp pode estar envolvido nos mecanismos de homeostasia da pele, já que especificamente essas células produzem compostos com atividadebiológica nesse órgão. As células imunológicas possuem um perfil metabólico completamente diferente umas das outras: monócitos, macrófagos e dendríticas possuem maior ativação da via KYN enquanto linfócitos e neutrófilos possuem maior indução da rota que gera serotonina e melatonina. Mesmo nos diferentes fenótipos de macrófagos, M1 e M2a, foram observadas marcações especificas de metabolismo, que podem estar relacionadas às atividades anti- ou pró-tumoral dessas células no microambiente. Em amostras clínicas, apesar da principal diferença entre nevos e melanomas ser a concentração de KYN, diversas outras alterações no metabolismo de tiptofano foram observadas, o que mostra a complexa magnitude deste metabolismo na fisiopatologia da pele
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.02.2015
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      CLARA, Renan Orsati; CAMPA, Ana. Metabolismo de triptofano em melanomas: o que dizem as células do microambiente?. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-29042015-101458/ >.
    • APA

      Clara, R. O., & Campa, A. (2015). Metabolismo de triptofano em melanomas: o que dizem as células do microambiente?. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-29042015-101458/
    • NLM

      Clara RO, Campa A. Metabolismo de triptofano em melanomas: o que dizem as células do microambiente? [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-29042015-101458/
    • Vancouver

      Clara RO, Campa A. Metabolismo de triptofano em melanomas: o que dizem as células do microambiente? [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-29042015-101458/

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