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Osteoporose secundária: implicações ósseas e metabólicas na doença hepática crônica (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: SPIRLANDELI, ADRIANO LEVI - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: HEPATOPATIAS; OSTEOPOROSE; METABOLISMO ENERGÉTICO
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A doença óssea associada à hepatopatia crônica é complexa, envolvem múltiplos mecanismos, incluindo alterações do metabolismo mineral e energético. Estudos recentes mostram estreita relação entre o metabolismo energético e a remodelação óssea. Além disto, o tratamento da osteodistrofia hepática (OH) pode não só influenciar a estrutura óssea e sua remodelação, mas também ter consequências sobre o metabolismo energético. Porém, estes aspectos ainda não foram devidamente investigados. Objetivo: Avaliar a etiopatogenia da OH, a microestrutura óssea, a resistência óssea, a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina em camundongos com cirrose hepática induzida por tetracloreto de carbono e tratado com pamidronato. Métodos: Camundongos CS7BL6 foram divididos em quatro grupos (n = 48). Controles: Controle (C) e Controle Tratado (C+P) e os Hepatopatas: hepatopatas (H) e hepatopata tratado (H+P). O tetracloreto de carbono (CCL4) foi administrado durante oito semanas (1ml/Kg); no final da quarta semana, os animais receberam, veículo ou Pamidronato (1,25 mg/Kg). A análise histológica do fígado foi feita em todos os animais. Teste biomecânico foi realizado na tíbia e fêmur. Histomorfometria foi realizada na tíbia. Exame de Microtomografia computadorizada de raios-X (μCT) foi realizado em fêmur e na quinta vértebra Lombar (L5). Amostras de soro foram utilizadas para determinação do ligante do receptor ativador do fator nuclear Kappa B (RANKL) e osteoprotegerina (OPG) por ELISA e a quantificação de insulina por radioimunoensaio. O osso do fêmur também foi utilizado para avaliação de expressão dos genes RANKL, OPG, fosfatase ácida resistente ao tartarato (TRAP), Fator de transcrição relacionado ao runt-2 (RUNX-2), fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1) e Osteocalcina por PCR real time. O Teste de Tolerância à Glicose (TTG) foi feito comsobrecarga de 1g de glicose/Kg e o Teste de Tolerância à Insulina (TTI) com a dose de insulina de 1UI/Kg. Resultados: Os animais tratados com CCL4 desenvolveram hepatomegalia e cirrose micronodular. O peso corporal foi semelhante em todos os grupos. O peso relativo da gordura epididimal foi menor nos grupos hepatopatas (p<0.05). No entanto, os animais hepatopatas apresentaram maior gordura marrom (p<0.05). Os animais hepatopatas mostraram maiores taxas de glicose de jejum, menor resposta tardia à insulina no TTI e discreto aumento do homeostatic model assessment (HOMA-IR). No entanto, não mostraram maior acentuação glicêmica no TTG. A resistência óssea foi menor no grupo H quando comparado com o controle. O grupo H mostrou no μCT e histomorfometria menor valor de volume ósseo (BV/TV), número de trabéculas (Tb.N) e maior valor de espaçamento entre as trabéculas (Tb.S) do que o controle, assim como, maiores marcadores de reabsorção óssea, superfície de osteoclasto (Oc.S/BS) e superfície de erosão (ES/BS) e maior RANKL sérico e maior expressão óssea de TRAP. O tratamento com pamidronato reverteu este perfil. Conclusão: Os animais hepatopatas apresentaram redução do estoque de gordura corporal, hiperglicemia de jejum e alterações de sensibilidade à insulina. Além disso, a doença hepática se associou com prejuízo da manutenção da microestrutura devido a aumento do número e da atividade de osteoclastos a qual culminou com perda na resistência óssea. O pamidronato foi eficiente em reverter o perfil negativo de remodelação óssea, promovendo melhora na microarquitetura e aumentando a capacidade mecânica de resistência óssea. Além disto, não se observou impacto negativo do pamidronato sobre o metabolismo energético.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.10.2014

  • How to cite
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    • ABNT

      SPIRLANDELI, Adriano Levi; PAULA, Francisco Jose Albuquerque de. Osteoporose secundária: implicações ósseas e metabólicas na doença hepática crônica. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Spirlandeli, A. L., & Paula, F. J. A. de. (2014). Osteoporose secundária: implicações ósseas e metabólicas na doença hepática crônica. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Spirlandeli AL, Paula FJA de. Osteoporose secundária: implicações ósseas e metabólicas na doença hepática crônica. 2014 ;
    • Vancouver

      Spirlandeli AL, Paula FJA de. Osteoporose secundária: implicações ósseas e metabólicas na doença hepática crônica. 2014 ;

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