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Avaliação do metabolismo in vitro da budleína A e correlatos (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: SARTORI, LUCAS ROSSI - FCFRP
  • Unidade: FCFRP
  • Sigla do Departamento: 601
  • Subjects: SESQUITERPENOS; ESPECTROMETRIA DE MASSAS; METABOLISMO
  • Language: Português
  • Abstract: A busca por novos fármacos inspirados em substâncias de origem natural é uma estratégia conhecida e há tempos utilizada. As lactonas sesquiterpênicas (LST) são um grupo de substâncias amplo e diverso com várias atividades farmacológicas descritas, e cuja característica estrutural determinante é a de um esqueleto principal contendo 15 átomos de carbono e um anel lactônico. O mecanismo de ação das LST está intrinsicamente relacionado com reações de adição do tipo Michael frente a biomoléculas, provocando alquilações. Há na literatura estudos aprofundados sobre a química medicinal das LST, entretanto pouco há sobre o metabolismo desse grupo de substâncias em ambientes fisiológicos. Neste sentido, este trabalho é focado no estudo do metabolismo e também das vias de fragmentação por eletrospray da budleína A, que possui estrutura química do tipo furanoeliangolido, e pertence à classe dos germacranolidos. Foram realizados ensaios in vitro utilizando-se os modelos de oxidação biomimética com metaloporfirina, microssomas hepáticos e metabolismo pela microbiota intestinal de ceco de porco (pio cecum modal), sendo nos dois últimos testado também o correlato 4ß,5-dihidro-2',3'-epoxi-1 5-desoxigoyazensolido. O estudo de fragmentação também abordou a comparação entre budleína A e a centraterina - um estereoisômero que se diferencia apenas pela orientação a da cadeia lateral ligada ao C-8 - em espectrômetros distintos e com suporte de métodos computacionais para cálculos de energia (Gaussian 03 em base B3LYP/6-31 G(d)). Nos estudos de fragmentação observou-se a diferença de intensidade dos sinais para tons fragmento comuns às duas LST (m/z 275, 257 e 83), além da presença do íon fragmento de m/z 293 apenas para a budleína A, permitindo a diferenciação destes isômeros por meio de espectrometria de massas com ionização por eletrospray, sem a necessidade de ressonânciade magnética nuclear. Os produtos de oxidação detectados na reação com metaloporfirinas acusaram a epoxidação na cadeia lateral envolvendo C-2' e C-3' com a formação de diastereoisômeros. No ensaio com microssomas não foram detectados produtos para a budleína A, enquanto que para a substância correlata observou-se a abertura do epóxido na cadeia lateral e adição de uma hidroxiia, formando um diol vicinal. No modelo de coco de porco observaram-se a formação de adufos de LST com o aminoácido cisteína, os quais foram posteriormente degradados pela ação da microbiota intenstinal, dando origem a diversos metabólitos compostos pela LST e partes de cisteína. Sendo assim, este trabalho lança bases para a maior compreensão do metabolismo de LST do tipo furanoeliangolido em modelos distintos e também contribui para os estudos de espectrometria de massas para este tipo de substancia, além de descrever uma ferramenta analítica útil na diferenciação de dois estereoisômeros
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.02.2014

  • How to cite
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    • ABNT

      SARTORI, Lucas Rossi; LOPES, Norberto Peporine. Avaliação do metabolismo in vitro da budleína A e correlatos. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Sartori, L. R., & Lopes, N. P. (2014). Avaliação do metabolismo in vitro da budleína A e correlatos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Sartori LR, Lopes NP. Avaliação do metabolismo in vitro da budleína A e correlatos. 2014 ;
    • Vancouver

      Sartori LR, Lopes NP. Avaliação do metabolismo in vitro da budleína A e correlatos. 2014 ;

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