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O manejo da dor neonatal na perspectiva da equipe de saúde de uma maternidade de Ribeirão Preto-SP (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: OLIVEIRA, CAROLINE RAMOS DE - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERM
  • Subjects: DOR; ENFERMAGEM NEONATAL
  • Keywords: Health personnel; Manejo da dor; Neonatal nursing; Pain; Pain management; Profissional de saúde
  • Language: Português
  • Abstract: A dor é um fenômeno que está presente na assistência em saúde aos neonatos, e sua identificação, avaliação e tratamento pela equipe de saúde são ações relevantes para o bem estar do bebê, visto que interfere no restabelecimento de sua saúde e pode gerar consequências deletérias a curto, médio e longo prazo. O presente trabalho trata-se de um estudo quali-quantitativo, descritivo exploratório, cujo objetivo foi identificar o manejo da dor neonatal sob a perspectiva da equipe de saúde de uma maternidade de Ribeirão Preto - SP. Na etapa quantitativa do estudo, participaram 81 profissionais de saúde da maternidade: 12 pediatras, 1 técnica do laboratório, 22 enfermeiras e 46 auxiliares/técnicas de enfermagem, que responderam a um questionário de autopreenchimento com questões objetivas sobre dados pessoais, profissionais e dados específicos sobre o conhecimento e a prática da avaliação e manejo não farmacológico da dor neonatal. Na segunda etapa, profissionais considerados líderes de equipe foram convidados a participar, de forma individual, de uma entrevista semiestruturada gravada em áudio que após a transcrição foram submetidas à análise de conteúdo. Da análise dos dados quantitativos, constatou-se que todos os médicos, enfermeiras, técnica do laboratório e a grande maioria (89,1%) das auxiliares/técnicas de enfermagem referiram que o recém-nascido é capaz de sentir dor. 83,3% dos médicos, 77,3% das enfermeiras e 54,3% das auxiliares/técnicas de enfermagem, acreditam que procedimentos potencialmente dolorosos repetidos podem gerar alguma consequência ao neonato. A maioria dos profissionais afirmou que avaliam a dor do recém-nascido, tendo como parâmetros mais frequentes o choro, a mímica facial, e movimentos, construindo uma avaliação subjetiva sem o uso de escalas. As medidas não farmacológicas de alívio da dor mais citadas pelos profissionais foram: aoferta de sacarose a 25%, a sucção não nutritiva e a amamentação, com um predomínio da utilização da sacarose como principal método de escolha. Poucos profissionais de saúde se preocupam em realizar o registro adequado sobre a avaliação e o manejo da dor aguda do recém-nascido. Da análise dos dados qualitativos, 5 categorias e 15 subcategorias surgiram a partir das verbalizações das participantes: 1) "Fatores facilitadores do manejo da dor neonatal" (atuação dos profissionais; a utilização de métodos não farmacológicos; o uso sacarose como principal escolha para o alívio da dor neonatal; outras intervenções não farmacológicas), 2) "Fatores dificultadores do manejo da dor neonatal" (falhas em como lidar com a dor; excesso de procedimentos dolorosos; fluxo de trabalho e quantidade de recursos humanos), 3) "Avaliação da dor" (como e quando avaliar a dor; a importância da avaliação a dor), 4) "Mudanças necessárias para melhorar o manejo da dor na instituição" (treinamentos; protocolos e utilização de escalas para avaliação da dor; mudança na atitude dos profissionais e sensibilização da equipe), 5) "Participação dos pais e/ou família no manejo da dor neonatal" (vantagens e apoio ao manejo da dor neonatal com participação da família; dificuldades na participação da família no manejo da dor neonatal). Concluiu-se que há um conhecimento superficial dos profissionais de saúde quanto à avaliação e o manejo não farmacológico da dor neonatal aguda nesta maternidade, assim como há falta de protocolos clínicos formais, registros e capacitação dos profissionais de saúde. Considerando-se as propostas do cuidado atraumático, desenvolvimental e humanizado ao recém-nascido, torna-se imperativo mudanças de ações e condutas da equipe de saúde no que se refere ao manejo da dor neonatal, que deverá ser movida e estimulada a partir capacitações profissionaisfundamentadas na transferência de conhecimento
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.09.2014
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      OLIVEIRA, Caroline Ramos de; LEITE, Adriana Moraes. O manejo da dor neonatal na perspectiva da equipe de saúde de uma maternidade de Ribeirão Preto-SP. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-10022015-192640/ >.
    • APA

      Oliveira, C. R. de, & Leite, A. M. (2014). O manejo da dor neonatal na perspectiva da equipe de saúde de uma maternidade de Ribeirão Preto-SP. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-10022015-192640/
    • NLM

      Oliveira CR de, Leite AM. O manejo da dor neonatal na perspectiva da equipe de saúde de uma maternidade de Ribeirão Preto-SP [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-10022015-192640/
    • Vancouver

      Oliveira CR de, Leite AM. O manejo da dor neonatal na perspectiva da equipe de saúde de uma maternidade de Ribeirão Preto-SP [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-10022015-192640/

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