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Efeito da inibição aguda da acetilcolinesterase com piridostigmina na hemodinâmica e eletrocardiograma de ratos infartados (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTOS, FERNANDA MACHADO DOS - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFI
  • Subjects: INFARTO DO MIOCÁRDIO; FÁRMACOS (SISTEMA CARDIOVASCULAR) (ANTAGONISTAS E INIBIDORES)
  • Keywords: Acetilcolina; Arritmias; Conexina 43; Vago; Acetylcholine; Arrhythmias; Connexin 43; Myocardial infarction; Vagus
  • Language: Português
  • Abstract: O infarto do miocárdio (IM), uma das principais causas de morte nas sociedades industrializadas, é sempre acompanhado por uma notável alteração da modulação autonômica, caracterizada por hiperatividade simpática e diminuição do tono parassimpático ao coração. O bloqueio da atuação do simpático cardíaco tem sido amplamente utilizado como estratégia terapêutica eficaz para redução da morbi-mortalidade em pacientes com IM. Entretanto, há evidências de que o restabelecimento da função parassimpática ao coração pode ser igualmente benéfico, uma vez que a diminuição do parassimpático cardíaco é um fator de risco independente de morte súbita. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a influência da inibição da acetilconinesterase plasmática (AChE), por meio da administração endovenosa do brometo de piridostigmina (PIR), sobre o eletrocardiograma (ECG), hemodinâmica e modulação autonômica após o IM agudo em ratos. Ratos foram anestesiados com uretana e mentidos a uma temperatura de 36-37 °C. Tiveram eletrodos subcutâneos para registro do ECG implantados, e a artéria e veia femoral cateterizadas para medida direta de PA e administração de drogas, respectivamente. Experimentos preliminares foram realizados para determinação de uma dose de PIR que não causasse grande repercussão hemodinâmica. A atividade da acetilcolinesterase plasmática, bem como o tono autonômico cardíaco também foram avaliados em ratos normais. Em outro protocolo, ratos anestesiados, sob registro continuo do ECG e PA, tiveram o ramo descendente anterior da artéria coronária esquerda ligado para provocar um extenso IM e, após 10 min, foram tratados com PIR (0,25 mg/kg, i.v) ou salina (solução fisiológico 0,9%), e os registros foram acompanhados por 4 h. Ratos controles tiveram o tórax aberto, mas a artéria coronária foi mantida intacta. Ao final, os ratos tiveram o coração retiraretirado para avaliação da extensão da isquemia miocárdica e para o estudo da expressão de conexina 43. A administração endovenosa de PIR foi efetiva em reduzir a atividade da AChE e provocou uma discreta redução da FC (438±8 para 387±10 bpm), sem alteração da PA. Ratos tratados com PIR tiveram menor tono simpático e maior tono vagal cardíaco que os ratos que receberam salina. O tratamento com PIR diminuiu a incidência de arritmias nos animais com IM e aumentou a porcentagem de ratos que sobreviveram até a 4ª hora após o infarto (72 vs 58% nos não tratados). A PIR também preveniu o aumento do intervalo QTc, observado após o IM em ratos não tratados (∆=-2±4, vs 33±13 ms). A quantidade de conexina 43 foi marcadamente reduzida pelo IM em ratos não tratados (0,7±0,1 vs 2,2±0,4 ua), redução esta que não ocorreu nos ratos com IM tratados com PIR (1,3±0,3 ua). Por fim, foi realizado um ensaio, in vitro, em cardiomiócitos da linhagem H9c2 em cultura, e foi observado que a PIR preveniu a degradação da Cx43 induzida por meio isquêmico durante 4 horas. Portanto, a administração aguda de PIR provocou uma bradicardia pouco intensa, sem repercussões hemodinâmicas importantes, aumentou o tono vagal cardíaco, preveniu o prolongamento do intervalo QTc, diminuiu a incidência de arritmias, e preveniu a degradação da Cx43 nos corações dos ratos infartados
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.02.2014
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      SANTOS, Fernanda Machado dos; FAZAN JÚNIOR, Rubens. Efeito da inibição aguda da acetilcolinesterase com piridostigmina na hemodinâmica e eletrocardiograma de ratos infartados. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-08052014-012330/ >.
    • APA

      Santos, F. M. dos, & Fazan Júnior, R. (2014). Efeito da inibição aguda da acetilcolinesterase com piridostigmina na hemodinâmica e eletrocardiograma de ratos infartados. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-08052014-012330/
    • NLM

      Santos FM dos, Fazan Júnior R. Efeito da inibição aguda da acetilcolinesterase com piridostigmina na hemodinâmica e eletrocardiograma de ratos infartados [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-08052014-012330/
    • Vancouver

      Santos FM dos, Fazan Júnior R. Efeito da inibição aguda da acetilcolinesterase com piridostigmina na hemodinâmica e eletrocardiograma de ratos infartados [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-08052014-012330/

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