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Participação da ghrelina no controle da ingestão alimentar em modelo de tolerância à endotoxina (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: RIVAS, PRISCILA MARLYS SÁ - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFI
  • Subjects: ALIMENTOS; INGESTÃO; PROTEÍNAS QUINASES; ENDOTOXINAS
  • Language: Português
  • Abstract: A administração aguda de lipopolissacarídeo (LPS) induz hipofagia por modular a atividade de neurónios de núcleos hipotalâmicos envolvidos com o controle da ingestão alimentar. No entanto, a administração repetida de LPS leva a um quadro de dessensibilização da resposta hipofágica, que está associada a uma resistência central à leptina. Estas respostas são acompanhadas pela ausência de redução na atividade da proteína quinase ativada por AMP (p-AMPK) no hipotálamo após estímulo com leptina. Sabendo que a ghrelina e os endocanabinóides possuem ações centrais antagónicas às da leptina e que ativam a p-AMPK hipotalamica, este projeto objetivou investigar a participação da ghrelina no controle da ingestão alimentar no modelo experimental de tolerância à endotoxina. Para isso, ratos Wistar adultos (CETEA n°100/2012) receberam injeções intraperitoneais de LPS (100µg/Kg) por 6 dias (6LPS), cinco injeções de salina e uma de LPS no último dia (1 LPS) ou 6 injeções de salina (Salina). As concentrações séricas de ghrelina acilada (n=8) estavam aumentadas nos animais 6 LPS em relação aos demais grupos experimentais (p<0.05). O estímulo com ghrelina ip (40µg/Kg) aumentou a ingestão alimentar no grupo salina 1h após estímulo (p<0,05), mas não nos grupos 1 LPS e 6LPS. Animais tratados com dose única de LPS apresentaram aumento da ingestão alimentar duas horas após a administração de ghrelina ip, o que não foi observado nos demais grupos experimentais. O ganho de peso corporal foi significativamente maior nos animais que receberam ghrelina ip pré-tratados com salina, mas não causou alterações significativas nos animais pré-tratados com uma ou seis doses de LPS. A expressão da p-AMPK hipotalâmica foi analisada pela técnica de Western blot (n=7) e foi maior nos animais 6 LPS que nos demais grupos experimentais (p<0,05). A administração de ghrelina aumentou a expressão doRNAm de NPY e AgRP e reduziu a de POMC nos animais controles (p<0,05). Nos animais com tolerância à endotoxina, o estímulo com ghrelina não alterou a expressão gênica destes neuropeptídeos no ARC, com exceção de CART, que teve sua expressão aumentada (p<0,05). A administração icv do agonista inverso de receptores CB1 (AM251) reduziu a ingestão alimentar em animais pré-tratados com salina e 6 doses de LPS. Em animais pré-tratados com uma dose de LPS, o tratamento com AM251 aumentou a ingestão alimentar (p<0,05). Nos animais controles e 6LPS a administração de AM251 bloqueou os efeitos orexígenos da ghrelina. A administração central do agonista inverso do receptor CB1 reverteu a perda de peso induzida pela administração de dose aguda de LPS (p<0,01). A resposta orexigênica e o aumento de p-AMPK no hipotálamo ao estímulo com ghrelina sugerem que a sensibilidade a este hormônio está preservada na endotoxemia aguda e que a hipofagia observada na endotoxemia aguda deve estar associada a outros fatores. No modelo de tolerância à endotoxina o aumento nas concentração sérica de ghrelina acilada endógena e na expressão hipotalâmica de p-AMPK sugerem que a proteína AMPK participa da reversão da resposta hipofágica e pode ser um mecanismo compensatório para evitar um quadro de balanço energético negativo prolongado. A administração central de AM251 evidenciou que há uma reversão da tolerância à hipofagia nos animais tratados com doses repetidas de LPS, indicando a participação do sistema endocanabinóide nos mecanismos de controle da ingestão alimentar nesse modelo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.03.2014

  • How to cite
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    • ABNT

      RIVAS, Priscila Marlys Sá; ELIAS, Lucila Leico Kagohara. Participação da ghrelina no controle da ingestão alimentar em modelo de tolerância à endotoxina. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Rivas, P. M. S., & Elias, L. L. K. (2014). Participação da ghrelina no controle da ingestão alimentar em modelo de tolerância à endotoxina. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Rivas PMS, Elias LLK. Participação da ghrelina no controle da ingestão alimentar em modelo de tolerância à endotoxina. 2014 ;
    • Vancouver

      Rivas PMS, Elias LLK. Participação da ghrelina no controle da ingestão alimentar em modelo de tolerância à endotoxina. 2014 ;

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