Caracterização anatomopatológica do modelo de ligação e perfuração do ceco (CLP) no camundongo C57/BL6 (2014)
- Authors:
- Autor USP: FEREZIN, PATRÍCIA MARA - FMRP
- Unidade: FMRP
- Sigla do Departamento: RPA
- Subjects: CECO; SEPSE; NEUTRÓFILOS; IMUNOLOGIA CELULAR
- Language: Português
- Abstract: A sépsis é definida como uma síndrome clinica complexa de intensa resposta inflamatória sistêmica associada à infecção, com múltiplas anormalidades fisiológicas e imunológicas, comumente causadas por infecção bacteriana. A principal consequência dessa resposta é o comprometimento de múltiplos órgãos e tecidos. Durante a sépsis, a resposta imune do hospedeiro ocorre em duas fases que se sobrepõem. A resposta inicial, denominada síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS), caracterizada pelo aumento da expressão de mediadores pró-inflamatórios, tais como fator de necrose tumoral-α (TNF-α), interleucina IL-1ß (IL-1ß), quimiocinas ativadoras de leucócitos, leucotrienos e moléculas de adesão. A SIRS é contra regulada pela síndrome da resposta inflamatória compensatória (CARS) caracterizada pelo aumento de moléculas inibitórias, incluindo citocinas antiinflamatórias como IL-10 e TGF-ß, supressores da cascata de reconhecimento da sinalização a patógenos, imunomoduladores eicosanóides e hormônios. Acredita-se que as moléculas liberadas durante a CARS sejam fatores Imitantes da inflamação sistêmica e a expressão dos mediadores induzida por ambos os sinais, tanto derivados microbianos quanto derivados do hospedeiro. Um importante fator que tem contribuído para a complexidade da sépsis é a dificuldade em encontrar terapias efetivas e à gradual mudança de um estado pró-inflamatório para um estado antiinflamatório. O entendimento de ambas as fases na sépsis humana requer modelos animais no qual a resposta hiperinflamatória possa ser vencida e desse modo, permitir que a defesa do hospedeiro seja estudada durante a fase mais prolongada dessa síndrome. Assim, o modelo de CLP tem sido adaptado por vários grupos de pesquisa para estudar os efeitos patológicos das infecções. Todavia, muito cuidado deve ser tomado quando extrapolamos a análise dos resultadossobre a eficácia de novos agentes terapêuticos de modelos animais para humanos. Isto tem se tornado claro quando a maioria das promissoras abordagens terapêuticas sugeridas pelos estudos experimentais não têm resultados satisfatórios com respeito à melhora da sobrevida dos pacientes sépticos. No presente trabalho é realizado um estudo anatomatológico caracterizando as células envolvidas no processo inflamatório e principalmente, o comportamento das citocinas e quimiocinas como mediadores inflamatórios
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2014
- Data da defesa: 17.04.2014
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ABNT
FEREZIN, Patricia Mara. Caracterização anatomopatológica do modelo de ligação e perfuração do ceco (CLP) no camundongo C57/BL6. 2014. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014. . Acesso em: 22 fev. 2026. -
APA
Ferezin, P. M. (2014). Caracterização anatomopatológica do modelo de ligação e perfuração do ceco (CLP) no camundongo C57/BL6 (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. -
NLM
Ferezin PM. Caracterização anatomopatológica do modelo de ligação e perfuração do ceco (CLP) no camundongo C57/BL6. 2014 ;[citado 2026 fev. 22 ] -
Vancouver
Ferezin PM. Caracterização anatomopatológica do modelo de ligação e perfuração do ceco (CLP) no camundongo C57/BL6. 2014 ;[citado 2026 fev. 22 ]
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