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Perfis fenotípicos e diferenciação molecular de cepas ambientais e clínicas de Cryptococcus neoformans e C. gattii: correlação dos achados laboratoriais e clínicos (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: SOARES, MARIA CECILIA PEREIRA - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MDT
  • Subjects: CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS; VIRULÊNCIA; SENSIBILIDADE CUTÂNEA; CRIPTOCOCOSE (EPIDEMIOLOGIA)
  • Keywords: C. gattii; C. gattii; C. neoformans; C. neoformans; Caracterização molecular; Epidemiologia da criptococose; Epidemiology of cryptococcosis; Fatores de virulência; Molecular characterization; Sensibilidade a antifúngicos; Sensitivity to antifungal agents; Virulence factors
  • Language: Português
  • Abstract: O complexo C. neoformans (no qual as espécies C. neoformans e C. gattii estão inseridas) é constituído por leveduras encapsuladas que causam infecção em humanos e animais, com distribuição mundial. Diante do reconhecimento da importância dessas leveduras, seja no meio ambiente ou na área médica, há um crescente interesse no desenvolvimento de pesquisas que possam levar a uma melhor compreensão de sua epidemiologia e estrutura. Cepas clínicas e ambientais pertencentes ao acervo de amostras do Departamento de Microbiologia do HCFMUSP e ao Laboratório de Leveduras Patogênicas do ICB-USP foram reidentificadas, estudadas quanto aos fatores relacionados à virulência (por pesquisa de exoenzimas), quanto ao perfil de suscetibilidade in vitro frente aos antifúngicos: anfotericina B, fluconazol e voriconazol pela utilização da técnica E-test®, e quanto aos aspectos epidemiológicos (estudo de prontuários dos pacientes). As cepas de origem clínica (60) e ambiental (42) foram reidentificadas e condiziam com o estabelecido pela literatura. Nota-se que quanto às cepas clínicas, 90% delas pertenciam à espécie C. neoformans e 10% à espécie C. gattii e das cepas ambientais, 95,2% eram C. neoformans e 4,8% eram C. gattii. Com relação à produção de exoenzimas, cepas de origem clínica (45%) apresentaram índice 2 (positiva) e cepas de origem ambiental (45,2%) apresentaram índice 3 (fortemente positiva) quanto à proteinase; quanto à fosfolipase, 71,7% das cepas de origem clínica apresentaramíndice 2 e, 52,4% das cepas ambientais apresentaram índice 3. Todas as cepas foram sensíveis aos antifúngicos testados (com exceção de uma que era sensível de forma dose dependente ao fluconazol). Em estudo epidemiológico, a maioria dos pacientes acometidos de criptococose foi do sexo masculino (70%), com média de acometimento aos 47 anos; 25 pacientes (41,7%) foram ao óbito; a criptococose mais frequente (50%) foi a neurocriptococose; 50% dos pacientes tinham sorologia positiva para o HIV e 26,7% dos pacientes utilizaram anfotericina B associada ao fluconazol como tratamento. Ao final do trabalho chegamos a importantes conclusões: o meio CGB não se apresentou como método capaz de identificar eficazmente cepas C. gattii, sendo útil apenas como uma primeira triagem, devendo ser acoplado à técnica de PCR-RFLP; ensaios de produção da atividade fosfolipásica são extremamente relevantes, podendo-se afirmar que a fosfolipase pode ser a mais importante enzima na patogênese da criptococose (servindo como indicador das espécies do gênero Cryptococcus spp.); homens são mais acometidos de criptococose do que mulheres, sendo estas acometidas mais cedo. A leucemia de células linfoides granulares grandes (LGL), com expressão anômala de CD16+CD56+CD19+, encontrada em 1 paciente HIV negativo, infectado por C. gattii pode sugerir que a substituição de células imunocompetentes por células aberrantes com ineficiência funcional poderia ser a responsável pela imunossupressão do paciente. Essefato sugere a importância de uma investigação detalhada em pacientes com meningite causada por Cryptococcus spp. com um sistema imune aparentemente competente
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.07.2014
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      SOARES, Maria Cecilia Pereira; VASCONCELOS, Dewton de Moraes. Perfis fenotípicos e diferenciação molecular de cepas ambientais e clínicas de Cryptococcus neoformans e C. gattii: correlação dos achados laboratoriais e clínicos. 2014.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-20102014-111414/ >.
    • APA

      Soares, M. C. P., & Vasconcelos, D. de M. (2014). Perfis fenotípicos e diferenciação molecular de cepas ambientais e clínicas de Cryptococcus neoformans e C. gattii: correlação dos achados laboratoriais e clínicos. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-20102014-111414/
    • NLM

      Soares MCP, Vasconcelos D de M. Perfis fenotípicos e diferenciação molecular de cepas ambientais e clínicas de Cryptococcus neoformans e C. gattii: correlação dos achados laboratoriais e clínicos [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-20102014-111414/
    • Vancouver

      Soares MCP, Vasconcelos D de M. Perfis fenotípicos e diferenciação molecular de cepas ambientais e clínicas de Cryptococcus neoformans e C. gattii: correlação dos achados laboratoriais e clínicos [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5133/tde-20102014-111414/

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