A influência da poluição atmosférica no remodelamento miocárdico (2014)
- Authors:
- Autor USP: FONOFF, ADRIANA MORGAN DE OLIVEIRA - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MCP
- DOI: 10.11606/T.5.2014.tde-26082014-094741
- Subjects: POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA; INFLAMAÇÃO; ESTRESSE OXIDATIVO; VENTRÍCULO CARDÍACO (FISIOPATOLOGIA); INFARTO DO MIOCÁRDIO; RATOS WISTAR
- Keywords: Air pollution; Disfunção ventricular; Infarto do miocárdio; Inflamação; Inflamation; Myocardial infarction; Oxidative stress; Poluição do ar; Ratos Wistar; Rats Wistar; Remodelação ventricular; Ventricular dysfunction; Ventricular remodeling
- Language: Português
- Abstract: O avanço tecnológico trouxe aumento na quantidade e na variedade de agentes eliminados na atmosfera, tendo relação direta com o aumento de partículas de poluição do ar e com a ocorrência de mortes por falência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e arritmias. Muitos estudos já relataram que o aumento de material particulado (MP <10 nM) induz ao estresse oxidativo que, por sua vez, pode causar inflamação, aumentando a expressão de citocinas inflamatórias. Especificamente no miocárdio, quando agredido, ocorre necrose dos cardiomiócitos, apoptose, ativação do sistema complemento, acúmulo de células inflamatórias na área infartada e na área remota, tendo como mediadores dessa perda celular a inflamação e o estresse oxidativo. Essa cadeia complexa de eventos promove intenso remodelamento molecular e celular na região infartada e em regiões distantes a ela. Visto a poluição atuar tanto na inflamação quanto no estresse oxidativo, e esses serem mecanismos de lesão miocárdica, nossa hipótese é que a poluição poderia ser um amplificador dessa lesão. O objetivo deste trabalho foi avaliar o papel da poluição no remodelamento estrutural, geométrico e funcional do coração em modelo experimental de infarto do miocárdio. Para tal, foram analisados o acúmulo de colágeno intersticial no miocárdio, a inflamação, o estresse oxidativo e a apoptose. Foram estudados 75 ratos wistar divididos em 5 grupos: controle (CT), grupo controle exposto à poluição (CTP), grupo infartado (IAM), infartado exposto à poluição (IAM G1) e grupo exposto à poluição antes e após o infarto (IAM G2). Os métodos utilizados foram: histologia para análise morfométrica, RT-PCR real time para citocinas inflamatórias e apoptose, ecocardiograma para anatomia e função cardíaca e ELISA para avaliação do estresse oxidativo.Os resultados mostraram maior deposição de colágeno intersticial no ventrículo esquerdo nos grupos CTP, IAM, IAM G1 e IAM G2, quando comparados ao grupo controle (p <= 0,001). No VD, houve maior deposição de colágeno nos grupos CTP, IAM, IAM G1 e IAM G2 em relação ao controle (p <= 0,002). Ao final do estudo, o grupo CT apresentou o maior valor Resumo médio de fração de encurtamento, quando comparado aos outros grupos de estudo (p <= 0,03). Na análise do DSVE, verificamos que o grupo controle apresentou a menor média, quando comparado com os grupos infartados (p <= 0,003). Para a avaliação da apoptose, analisamos os genes p53 e Bcl-2 e verificamos maior expressão desses genes nos grupos IAM G1 e IAM G2 quando comparados com o CT, porém sem significância estatística. A poluição potencializou a expressão da citocina TGF-beta no grupo exposto previamente à poluição (IAM G2) em comparação ao grupo IAM (p = 0,004). Os grupos infartados também tiveram maior expressão do TGF-beta quando comparados com o grupo CT (p <= 0,04). O gene TNF-beta foi mais expresso apenas no grupo IAM G2, quando comparado com o grupo CTP, apresentando valor de p = 0,012. Ao analisarmos o gene IL-1beta, observamos maior expressão desse gene quando comparado o grupo CTP com o grupo IAM (p = 0,04) e com o grupo IAM G2 (p = 0,01). Na análise da expressão do gene INF-y, verificamos que houve maior expressão desse gene no grupo exposto previamente à poluição, em relação aos outros grupos do estudo, apresentando o valor de p <= 0,01. Ao analisarmos a expressão da citocina CCL-21, verificamos maior expressão desse gene no grupo IAM, quando comparado com os grupos controles CT e CTP, sendo p <= 0,035. O grupo IAM também apresentou maior expressão do gene CCR7 quando comparado ao grupo CTP (p = 0,03).A proteína glutationa total apresentou maior concentração nos grupos CTP (p = 0,034), IAM (p = 0,014), IAM G1 (p = 0,008), quando comparados ao grupo CT. Concluímos que a poluição estimulou a deposição de fibrose no miocárdio dos corações saudáveis, mas não amplificou essa resposta nos corações infartados nem aumentou a área de infarto. A poluição modulou a resposta inflamatória, sendo ainda maior no grupo exposto à poluição por tempo mais prolongado (IAM G2). A poluição também modulou o estresse oxidativo nos corações saudáveis, mas não amplificou essa resposta nos corações infartados
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- Data da defesa: 04.06.2014
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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ABNT
FONOFF, Adriana Morgan de Oliveira. A influência da poluição atmosférica no remodelamento miocárdico. 2014. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-26082014-094741/. Acesso em: 02 abr. 2026. -
APA
Fonoff, A. M. de O. (2014). A influência da poluição atmosférica no remodelamento miocárdico (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-26082014-094741/ -
NLM
Fonoff AM de O. A influência da poluição atmosférica no remodelamento miocárdico [Internet]. 2014 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-26082014-094741/ -
Vancouver
Fonoff AM de O. A influência da poluição atmosférica no remodelamento miocárdico [Internet]. 2014 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-26082014-094741/ - Expressão da quimiocina SDF-1 ? (CXCL12) e seu respectivo receptor CXCR4 em células de pacientes com mieloma múltiplo e linhagem celulas de mieloma múltiplo humano (RPMI-8226) após tratamento com talidomida
- Inflammation response, oxidative stress and DNA damage caused by urban air pollution exposure increase in the lack of DNA repair XPC protein
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