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Anticorpos anti vimentina em soro de pacientes com doença de Chagas (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: NASCIMENTO, MARILDA SAVOIA - IMT
  • Unidade: IMT
  • Subjects: DOENÇA DE CHAGAS; VIMENTINA; AUTOANTICORPOS
  • Language: Português
  • Abstract: Diferentemente da fase aguda, a presença do Trypanosoma cruzi na circulação e em tecidos dificilmente é encontrada na fase crônica de pacientes com doença de Chagas. Nessa fase, a maioria dos pacientes apresenta a forma indeterminada da doença, que é assintomática. Cerca de 10% dos pacientes desenvolvem a forma digestiva (com megaesôfago e/ou megacolon) e 30% apresentam a forma cardíaca da doença, desenvolvendo cardiopatia chagásica crônica (CCC). O estágio final da CCC é a cardiomiopatia dilatada, para a qual há indicação para transplante cardíaco, que apresenta resultados superiores aos de transplantes indicados por outras etiologias. No entanto, dependendo do protocolo de imunussupressão, há ocorrência de reagudização da infecção nesses pacientes. Cerca de 80% pacientes tratados com MMF (além de ciclosporina e corticóides) apresentou parasitas circulantes, que ocorreu em apenas 10% dos tratados com AZA. Na literatura, a principal diferença detectada entre essas drogas é a inibição da produção de anticorpos induzida pelo MMF, mas não pela AZA. Em pacientes transplantados, essa indução é avaliada pela ausência de anticorpos anti vimentina, os quais são produzidos quando o MMF não é usado na imunossupressão. Em conjunto, esses dados indicam que a inibição da produção de anticorpos anti Trypanosoma cruzi pelo MMF deve ser um fator importante na reagudização da infecção dos pacientes chagásicos submetidos a transplante. Para verificar essa hipótese, o primeiro passo era avaliar a presença de anticorpos anti vimentina em pacientes chagásicos, que foi o objetivo desse trabalho. Para alcançar esse objetivo, foram padronizados reações de imunofluorescência (IFI) para determinação subcelular de vimentina nos parasitas e células hospedeiras, e ELISA para pesquisa de anticorpos anti-vimentina nos soros de pacientes chagásicos.A IFI com anticorpo monoclonal anti vimentina mostrou resultados negativos para todas as diferentes formas do T. cruzi. Da mesma forma, nenhum antígeno do T. cruzi foi reconhecido por esse anticorpo por Western Blot. Por outro lado, a vimentina expressa por células HF4 (fibroblastos) reagiu fortemente com esse anticorpo tanto por Wetern Blot como por IFI. A IFI dessas células com soros de pacientes chagásicos também deram resultados positivos. Mais importante foram os resultados do anticorpo monoclonal anti vimentina com células LLC-MK2 infectadas pelo parasita, que demonstraram que a infecção levava a um grande aumento e rearranjo da vimentina no citoplasma da célula. A avaliação de anticorpos anti vimentina por ELISA em 96 soros de pacientes chagásicos mostrou a presença desses anticorpos 76,9% (20/26) dos pacientes na forma aguda da doença, em 87,8% (29/33) na forma cardíaca, em 70,5% (12/17) na forma digestiva, e apenas em 25% (5/20) na forma indeterminada. Esses dados indicam que a presença de anticorpos anti vimentina no soro de pacientes chagásicos está associada com presença de formas clínicas graves da doença de Chagas nesses pacientes.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.11.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      NASCIMENTO, Marilda Savoia; UMEZAWA, Eufrosina Setsu. Anticorpos anti vimentina em soro de pacientes com doença de Chagas. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.
    • APA

      Nascimento, M. S., & Umezawa, E. S. (2011). Anticorpos anti vimentina em soro de pacientes com doença de Chagas. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Nascimento MS, Umezawa ES. Anticorpos anti vimentina em soro de pacientes com doença de Chagas. 2011 ;
    • Vancouver

      Nascimento MS, Umezawa ES. Anticorpos anti vimentina em soro de pacientes com doença de Chagas. 2011 ;


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