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O estigma da deficiência física e o paradigma da reconstrução biocibernética do corpo (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: KIM, JOON HO - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLA
  • Subjects: DEFICIÊNCIA FÍSICA; CORPO HUMANO; CIBERNÉTICA; CIBERCULTURA; ANTROPOLOGIA BIOLÓGICA
  • Language: Português
  • Abstract: Tanto a paralisia quanto a amputação são características corporais que tendem a resultar em estigma, ou seja, a mera percepção de sua existência pode depreciar a identidade social daquele que a tem. Entretanto, o surgimento de tecnologias prostéticas que habilitam amputados a competirem em nível olímpico contra pessoas sem deficiência tem produzido reações que contrariam a regra geral segundo a qual se evita expor aquilo que causa estigma. Mais do que isso, vem ganhando cada vez mais projeção midiática a imagem de amputados estereotipados como a realização do sonho do ciborgue: o corpo orgânico potencializado pela sua hibridação com sistemas cibernéticos. No bojo desse imaginário, a tecnologia do exoesqueleto robótico, derivada da indústria bélica, emerge como a solução que promete reestabelecer os movimentos de pessoas com lesão medular. Porém, a obsessão em encapsulá-los dentro de corpos robóticos supranumerários, em detrimento de outras tecnologias e terapias, parece muito mais motivada pelo simbolismo de um bipedismo simulado, que busca apagar a diferença entre os deficientes e os normais, do que pela reabilitação efetiva. A deficiência física e as tecnologias biocibernéticas de reconstrução e reabilitação corporais expõem não só a dimensão social irredutível do corpo, como também evidenciam que mesmo na mentalidade técnico-científica opera uma lógica simbólica, disfarçada nos recortes e classificações supostamente objetivos. Não é por acaso que a restauração dobipedismo em pessoas com paralisia tenha tanta afinidade com a imagem do milagre bíblico, pois o corpo-máquina, do qual a biocibernética é a evolução, e o corpo da cosmologia cristã, oriundo da Idade Média, não são completamente excludentes. De fato, apesar de constituírem sistemas de significação antagônicos, ambas as concepções de corpo compartilham as mesmas estruturas simbólicas inconscientes e, acima de tudo, atendem ao mesmo imperativo de dar sentido a uma realidade que a razão por si só não explica na sua totalidade. É sobre estes temas que esta tese procura refletir
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.12.2013
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      KIM, Joon Ho; NOVAES, Sylvia Maria Caiuby. O estigma da deficiência física e o paradigma da reconstrução biocibernética do corpo. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10022014-111556/ >.
    • APA

      Kim, J. H., & Novaes, S. M. C. (2013). O estigma da deficiência física e o paradigma da reconstrução biocibernética do corpo. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10022014-111556/
    • NLM

      Kim JH, Novaes SMC. O estigma da deficiência física e o paradigma da reconstrução biocibernética do corpo [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10022014-111556/
    • Vancouver

      Kim JH, Novaes SMC. O estigma da deficiência física e o paradigma da reconstrução biocibernética do corpo [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10022014-111556/

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