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Caracterização dos granulitos e migmatitos da região de Alfenas, MG (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: ALEXANDRE, ELISA LEVATTI - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GMG
  • Subjects: MAPA GEOLÓGICO; METAMORFISMO; GRANULITO
  • Language: Português
  • Abstract: Na região de Alfenas, MG, em perfil de norte para sul, a seguinte sucessão de associações de rochas é observada: i) migmatitos, gnaisses e rochas ultramáficas afetados intensamente por zona de cisalhamento; ii) granulitos aluminosos de alta pressão; iii) conjunto de granada granulitos, máficos e félsicos, com lentes ou veios de charnockito e hornblenda-biotita granito, formados por fusão in situ e; iv) unidade de diatexito com paleossoma de hornblenda-biotita gnaisse e granuitos, máficos e félsicos. Essas rochas correspondem, respectivamente, às unidades: Complexo Campos Gerais e às Nappes Três Pontas-Varginha e Socorro-Guaxupé. As rochas das duas últimas unidades foram afetadas por metamorfismo de fácies granulito, enquanto que os migmatitos e gnaisses do Complexo Campos Gerais sofreram, provavelmente dois episódios de metamorfismo e fusão. As rochas do Complexo Campos Gerais apresentam como paragênese: granada + hornblenda + plagioclásio + feldspato potássico ‘+ OU -’ biotita ‘+ OU -’ fusão, a qual é representada pelo leucossoma; condições mínimas da transição de fácies anfibolito para granulito são necessárias para formação dessa paragênese, com temperatura de pelo menos 750°C. Para essas rochas foram feitos cálculos P-T com uma amostra contendo quartzo, plagioclásio, ortoclásio, granada, biotita e hornblenda. Os resultados de pressão são elevados, com valores de 13,3 ‘+ OU -’ 1,4 kbar e 17,6 ‘+ OU -’ 1,4 kbar. Para o cálculo de temperatura dois valores muito diferentes foram obtidos, um deles, 560 ‘+ OU -’ 166 °C, é baixo demais para as condições de fusão da rocha, e outro com valor é mais apropriado, 835 ‘+ OU -’ 185 °C. Alguns dos grãos de feldspato potássico apresentam fraturas e bordas preenchidas por nova geração de feldspato potássico + quartzo + granada, o que pode indicar novo evento de fusão nessas rochas. As disparidades nos resultados de cálculos P-T para asrochas do Complexo Campos Gerais podem ser efeito da dificuldade em definir quais são os minerais do pico metamórfico, quais podem ser relíquias ígneas e quais foram reequilibrados durante o cisalhamento. Os granulitos aluminosos da Nappe Três Pontas-Varginha apresentam como paragênese cianita + granada + ortoclásio + quartzo + rutilo + líquido (representado pelo leucossoma), indicando pressões mínimas acima de 10,5 kbar e temperaturas entre 850 e 900°C. Os granulitos da Nappe Socorro-Guaxupé apresentam duas paragêneses compostas por: i) clinopiroxênio + ortopiroxênio + plagioclásio ‘+ OU -’ quartzo e ii) granada + ortopiroxênio + plagioclásio + quartzo + ortoclásio. As paragêneses indicam pressões entre 6 e 10 kbar e temperaturas entre 850 °C e 950 °C. Os resultados dos cálculos indicam que a rocha sofreu metamorfismo de fácies granulito, com pico metamórfico entre 800 a 950° C e pressões em torno de 9 a 11 kbar, e passou por intenso processo de migmatização e retrometamorfismo tardio em fácies anfibolito. As rochas da Unidade Diatexítica da Nappe Socorro-Guaxupé apresentam composições provavelmente semi-pelíticas, por apresentarem maior quantidade de fundido muitos cristais de granada. A rocha apresenta como paragênese de pico metamórfico: granada + hornblenda + plagioclásio + feldspato potássico + quartzo. O campo de estabilidade da rocha varia entre 750 a 950 °C de temperatura, compatível com a fusão da biotita e hornblenda e as pressões não devem ultrapassar 10kbar, o que é delimitado pela estabilidade da silimanita, que é o aluminossilicato observado em campo. As paragêneses contrastantes nos três domínios são reflexos das condições P-T e composição das rochas. Mesmo com grandes incertezas, de modo geral, pode-se dizer que as pressões aumentam de sul para norte, em aumento quase que contínuo entre as rochas da Nappe Socorro-Guaxupé e gTrês Pontas-Varginha. Além disso, não há variaçãotermométrica significativa entre as unidades mapeadas, indicando que sofreram o mesmo processo metamórfico e que as variações estruturais encontradas entre elas se dão pela variação composicional, pela porcentagem de água no sistema e pela taxa de fusão de cada uma.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.04.2013
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    • ABNT

      ALEXANDRE, Elisa Levatti; MORAES, Renato de. Caracterização dos granulitos e migmatitos da região de Alfenas, MG. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44143/tde-06042015-151000/pt-br.php >.
    • APA

      Alexandre, E. L., & Moraes, R. de. (2013). Caracterização dos granulitos e migmatitos da região de Alfenas, MG. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44143/tde-06042015-151000/pt-br.php
    • NLM

      Alexandre EL, Moraes R de. Caracterização dos granulitos e migmatitos da região de Alfenas, MG [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44143/tde-06042015-151000/pt-br.php
    • Vancouver

      Alexandre EL, Moraes R de. Caracterização dos granulitos e migmatitos da região de Alfenas, MG [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44143/tde-06042015-151000/pt-br.php


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