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Bem-estar e qualidade de carne de ovinos submetidos à suplementação com cromo orgânico e diferentes manejos pré-abate (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: LEME, THAYS MAYRA DA CUNHA - FZEA
  • Unidade: FZEA
  • Subjects: CORDEIROS; CORTISOL; ESTRESSE; CARNES E DERIVADOS
  • Keywords: Densidade de transporte; Maciez; Resting period; Tempo de espera; Tenderness; Transportation density
  • Language: Português
  • Abstract: Este estudo foi desenvolvido para investigar os efeitos da suplementação dietética de cromo, da densidade no transporte para o frigorífico e da duração do descanso pré-abate sobre os indicadores de bem-estar, desempenho e qualidade de carne de ovinos confinados. Sessenta e quatro ovinos cruzados White Dorper x Santa Inês, foram divididos em dois grupos no confinamento: grupo controle e grupo que recebeu suplementação de 2 mg cromo orgânico diariamente. Durante as pesagens foram avaliados o ganho de peso, a reatividade dos animais por meio velocidade de fuga e da movimentação, intensidade de respiração e vocalização durante o manejo em balança, além do registro de variáveis climáticas. O transporte ao frigorífico foi realizado com duas densidades distintas, 0,2 m2 por animal e 0,3 m2 por animal. Foram aplicados dois períodos de descanso, de 7 e 14 horas, após o desembarque, antes do abate. Durante as pesagens do confinamento e o manejo pré-abate foram colhidas amostras de sangue para análise de cortisol, glicose e insulina. No frigorífico foram classificadas as carcaças quanto à presença de contusões, medidas as temperaturas e pH das carcaças às 1h e 24h, além de serem retiradas amostras do músculo Longissimus dorsi para análise da qualidade de carne. Para análise dos dados dessa etapa foi utilizado o procedimento Mixed do SAS utilizando-se tratamento, tempo, transporte e tempo de espera como efeito fixo e o sexo como efeito aleatório, assim como suas interações. Em caso deresultados significativos (P < 0,05) para as fontes de variações avaliadas nas análises de variância, foi adotado como procedimento para comparações múltiplas o Teste t de Student. Não foi verificado efeito significativo (P > 0,05) dos tratamentos estudados sobre os valores de desempenho, reatividade, contusão, características de carcaça, glicogênio muscular, extrato etéreo, características L* e a* da cor e perdas totais ao cozimento. Para as características de croma b* houve efeito significativo (P < 0,05) da suplementação de cromo, onde os animais que receberam cromo diariamente apresentaram um valor menor de b*. Para a maciez houve interação entre a suplementação de cromo e o tempo de espera. Os animais que receberam a suplementação diária de cromo apresentaram uma melhor maciez com o menor tempo de espera, diferente dos animais que não receberam a suplementação de cromo, que apresentaram uma melhor maciez com o maior tempo de espera. Para as análises de bilirrubina, fosfatase alcalina, insulina avaliadas durante o confinamento, não foi verificado efeito (P > 0,05) da suplementação de cromo diário, mas foi encontrado efeito (P < 0,0001) do tempo de confinamento sobre as médias de insulina. Além disso, foi encontrada uma interação (P < 0,0001) da suplementação de cromo com o tempo de confinamento para as médias de glicose. Para o cortisol verificou-se uma interação significativa (P = 0,0046) entre a suplementação de cromo e o tempo de confinamento, ondeos animais que receberam a suplementação de cromo apresentaram menores valores de cortisol sanguíneo. Ainda, durante o manejo pré-abate foi observado efeito (P < 0,05) da densidade de transporte, onde os animais que foram transportados em menor densidade (0,3 m2.animal-1) apresentaram menores valores de cortisol. Após 7 horas de espera no abatedouro não houve diminuição da concentração dos níveis séricos de cortisol (P > 0,05), porém, após 14 horas de espera observou-se uma queda significativa desses níveis (P < 0,001). Com esses resultados podemos concluir que a suplementação de cromo não influenciou nas características de desempenho e reatividade, porém, melhorou a maciez em um menor tempo de espera. A densidade de transporte não alterou a qualidade da carne, mas influenciou no bem-estar dos animais. O período de descanso de 14 horas antes do abate diminui o estresse e os níveis séricos de cortisol
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 13.12.2013
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      LEME, Thays Mayra da Cunha. Bem-estar e qualidade de carne de ovinos submetidos à suplementação com cromo orgânico e diferentes manejos pré-abate. 2013. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2013. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-11022014-112326/. Acesso em: 25 jan. 2026.
    • APA

      Leme, T. M. da C. (2013). Bem-estar e qualidade de carne de ovinos submetidos à suplementação com cromo orgânico e diferentes manejos pré-abate (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Pirassununga. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-11022014-112326/
    • NLM

      Leme TM da C. Bem-estar e qualidade de carne de ovinos submetidos à suplementação com cromo orgânico e diferentes manejos pré-abate [Internet]. 2013 ;[citado 2026 jan. 25 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-11022014-112326/
    • Vancouver

      Leme TM da C. Bem-estar e qualidade de carne de ovinos submetidos à suplementação com cromo orgânico e diferentes manejos pré-abate [Internet]. 2013 ;[citado 2026 jan. 25 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-11022014-112326/


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