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Nasalidade e nasalância de fala na fissura labiopalatina (2013)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PADILHA, EDNA ZAKRZEVSKI - FOB
  • Unidades: FOB
  • Sigla do Departamento: BAF
  • Subjects: FISSURA PALATINA; VOZ; VOZ HIPERNASAL
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A hipernasalidade frequentemente está associada à fissura labiopalatina (FLP) e pode ter uma influência negativa na inteligibilidade e na percepção pelo ouvinte do indivíduo com fala hipernasal. Procedimentos de julgamento da nasalidade de fala devem ser realizados e, a partir, dos resultados obtidos pode-se determinar o sucesso cirúrgico ou a necessidade de outras intervenções. Para tanto é necessário fazer o uso de procedimentos que possam colaborar para a consistência dos achados. Objetivos: Descrever e comparar os resultados de nasalidade de fala de indivíduos com FLP, obtidos por meio de julgamento perceptivo-auditivo realizado ao vivo com escala de 4-pontos, pelo Teste Cul-de-Sac de Hipernasalidade, pela análise de gravações por consenso de juízes e por meio da nasometria. Estabelecer sensibilidade, especificidade e eficiência geral da nasometria e indicar o melhor valor de corte de nasalância. Material e Métodos: Foi realizada uma análise retrospectiva dos resultados das avaliações nasométricas e perceptivo-auditivas da nasalidade de fala e o julgamento prospectivo por consenso de juízes de gravações de amostras de fala. Foram selecionadas 100 gravações, sendo uma de cada paciente, que continham dois conjuntos de frases orais: um com fonemas de alta pressão (AP) e outro com fonemas de baixa pressão (BP). Desse total, apenas 1 paciente não tinha resultado do julgamento perceptivo-auditivo realizado ao vivo e 2 não tinham realizado o Teste Cul-de-Sac de Hipernasalidade. Todas as avaliações foram realizadas no mesmo retorno ao hospital e os dados pertenciam a pacientes com FLP operada pelo mesmo cirurgião, de ambos os sexos e com idade entre 5 a 12 anos. Resultados: A ausência de hipernasalidade nas avaliações foi constatada em: 69% dos julgamentos perceptivos ao vivo, 72% dos julgamentos pelo Teste Cul-de-Sac de Hipernasalidade, 50% por juízes na amostra AP,62% por juízes na amostra BP, 56% na nasometria na amostra AP e 58% na nasometria na amostra BP. Diferenças estatisticamente significantes foram encontradas entre os resultados do Teste Cul-de-Sac de Hipernasalidade com as demais modalidades de avaliação, exceto com o julgamento perceptivo ao vivo, e entre o julgamento perceptivo ao vivo com a nasometria e o perceptivo por juízes, nas amostras AP. A concordância das modalidades de avaliação variou entre 71% a 95%, sendo quase perfeita entre o julgamento perceptivo ao vivo e o Teste Cul-de-Sac de Hipernasalidade e moderada entre as demais modalidades. Valores de sensibilidade, especificidade e eficiência geral dos cortes de nasalância utilizados no estudo variaram respectivamente entre 0,50 a 0,82, 0,70 a 0,85 e 0,60 a 0,80. O melhor valor de corte de nasalância para a amostra AP foi 16% e para a amostra BP foi 23%. Conclusões: Não houve diferenças significantes entre o julgamento perceptivo ao vivo e o Teste Cul-de-Sac de Hipernasalidade; entre o julgamento perceptivo ao vivo, por juízes e a nasometria, nas amostras BP, e entre o julgamento perceptivo por juízes e a nasometria, nas amostras AP. Os índices de sensibilidade, especificidade e eficiência geral do nasômetro foram menores para amostras de BP comparadas às de AP para as crianças menores de 11 anos.
  • Imprenta:
    • Place of publication: Bauru
    • Date published: 2013
  • Data da defesa: 28.06.2013

  • How to cite
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    • ABNT

      PADILHA, Edna Zakrzevski; PEGORARO-KROOK, Maria Inês. Nasalidade e nasalância de fala na fissura labiopalatina. 2013.Universidade de São Paulo, Bauru, 2013.
    • APA

      Padilha, E. Z., & Pegoraro-Krook, M. I. (2013). Nasalidade e nasalância de fala na fissura labiopalatina. Universidade de São Paulo, Bauru.
    • NLM

      Padilha EZ, Pegoraro-Krook MI. Nasalidade e nasalância de fala na fissura labiopalatina. 2013 ;
    • Vancouver

      Padilha EZ, Pegoraro-Krook MI. Nasalidade e nasalância de fala na fissura labiopalatina. 2013 ;

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