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Atuação do pediatra no paciente disfágico com anomalia craniofacial (2013)

  • Autor:
  • Autor USP: BORGO, HILTON COIMBRA - HRAC
  • Unidade: HRAC
  • Subjects: TRANSTORNOS DE DEGLUTIÇÃO; PEDIATRIA; ANORMALIDADES CRANIOFACIAIS
  • Language: Português
  • Abstract: Definição: Disfagia é definido como dificuldade ou alteração no processo normal de deglutição. Tipos: oral, faríngea e esofágica Disfagia x DRGE x Alergia alimentar Existe um conjunto de sintomas comuns as três entidades e há necessidade do pediatra estar atento a estas possibilidades na criança com dificuldade alimentar. AVALIAÇÃO CLÍNICA O pediatra necessita elaborar história detalhada relacionando os sintomas com a alimentação no intuito de verificar se há relação temporal e causal com a ingestão de alimentos e uma vez feita suspeita solicitar as avaliações necessárias para elucidação diagnóstica. Dar importância à duração da mamada, a forma que a criança consegue ingerir melhor, presença durante a ingestão de engasgo, tosse ou dispnéia. Observar sinais de desconforto ou movimentos anormais durante a mamada (S. Sandifier) que podem auxiliar a suspeita de esofagite.- Encaminhar para avaliação de fonoaudióloga - profissional com perícia para avaliar a criança durante a alimentação e que consegue extrair informações preciosas da funcionalidade da deglutição, notadamente de sua fase oral. Uma vez confirmada a suspeita de disfagia se houver dúvidas ou necessidade de avaliar a fase faríngea da deglutição poder indicada a avaliação intrumental AVALIAÇÃO INSTRUMENTAL DA DEGLUTIÇÃO 1. Vídeoendoscopia da Deglutição (VED): Avalia hipofaringe e laringe, sensibilidade laríngea, disfunção que ocorre logo após a deglutição. Mostra eventos que ocorrem imediatamente antes e após a deglutição faríngea. Executantes : Fonoaudiólogo e otorrinolaringologista Vantagens da VED Executada em qualquer lugar (leito) Prontamente disponível Posição do paciente não é crítica (contenção) Estrutura e função da hipofaringe e laringe Pode ser repetida frequentemente Pode levar o tempo que quiser Testa componente sensitivo DESVANTAGENS DA VED (Continua)(Continuação) Exame incompleto da deglutição Visualiza só imediatamente antes e após Não avalia fase oral e esofágica Incapaz de avaliar a coordenação da motilidade faríngea com a ação da língua, elevação laríngea e relaxamento esofagiano Minimamente invasivo Na literatura há limitada comparação com a VFD INDICAÇÕES DA VED Para se avaliar: retenção faríngea de secreções, escape posterior precoce, penetração e aspiração laríngea, resíduo, mobilidade das cordas vocais , reflexo de gag, reflexo do adutor laríngeo (LAR), posição da CNF Quando a preocupação é com V.A. VED é preferível a VFD ( complementar) Crianças portadoras de cifose e escoliose graves, condições neuromusculares que não mantem postura Necessidade de se fazer no leito 2. Vídeofluoroscopia da Deglutição (VFD) Executantes: Radiologista ou outro médico, técnico de RX, fonoaudiólogo. Para lactentes de risco deve haver médico diretamente envolvido Vantagens da VFD .Testa a deglutição como um todo, fases: oral, faríngea e esofagiana superior Fase faríngea, motilidade e coordenação, prontamente observados Coordenação da motilidade faríngea com ação da língua e do esfíncter esofagiano superior Resíduos nos recessos faríngeos e seios piriformes Déficits funcionais podem ser relacionados com grau de aspiração Tempo de trânsito oral e faríngeo Extensa correlação entre achados clínicos e VFD na literatura Disponível em muitas instituições DESVANTAGENS DA VFD Radiação ionizante rapidez Equipamento e posicionamento complicados Levar paciente a unidade de RX Pessoal treinado Uso de bário altera gosto e textura Risco de aspiração com problemas para V. A. no momento do estudo TRATAMENTO Medidas facilitadoras da deglutição: Posicionamento da criança Bicos e furos adequados Consistência do alimento (uso de espeçantes) Indicação de via alternativa: Sonda (Continua)(Continuação) nasogastrica Sonda nasoenteral Gastrostomia ( simples ou com fundoplicatura) Com o uso de sondas inicia-se a prescrição de dieta enteral, que pode ser feita de forma caseira ou com uso de preparados industriais. FIBRA ALIMENTAR EM DISFAGIA “O citoesqueleto dos vegetais é o que podemos denominar fibra vegetal ou fibra alimentar; substâncias aparentemente inertes que podem ser fermentadas por algumas bactérias, porém não podem ser fragmentadas pelas enzimas digestivas, motivo pelo qual se tornam não absorvíveis. Apresentam características muito peculiares de acordo com a procedência da espécie vegetal e, mesmo conforme a espécie, de acordo com a variedade da mesma” Cummings Fisiologia Intestinal Retardo do esvaziamento gástrico Diminuição do tempo de trânsito colônico Aumento do volume fecal Produção de AGCC Diminuição do colesterol Nutrição da mucosa intestinal Diminuição da translocação bacteriana As fibras alimentares são importantes para prevenir ou tratar: síndrome de dumping hiperlipidemia calculose renal diabetes doença de Chron cólon irritável diarréia constipação intestinal câncer de cólon Em disfagia há relatos de uso excessivo de alguma fibras como pílulas de celulose, psylium, goma Agar e glucomans, sendo causadoras de obstrução esofagiana. Quanto a DRGE existe controvérsia se FA protege ou predispõe. Uso de Fibras em Nutrição Enteral com intuito de prevenir diarréia na fase aguda do uso de sondas e constipação com impacção fecal na fase crônica. Isto se deve ao fato de as fórmulas sem FA usadas com sondas promoverem aumento de secreção hidroeletrolítica no cólon ascendente e diminuírem a motilidade do cólon descendente, sem contar no papel protetor dos ácidos graxos de cadeia curta e da formção de massa que as FAs promovem. Finalmente há que se lembrar do papel protetor dos prebióticos no (Continua)(Continuação) tratameno e prevenção de doenças diarréicas que podem acometer nossos pacientes
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  • Conference titles: Curso de Anomalias Congênitas Labiopalatinas

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    • ABNT

      BORGO, Hilton Coimbra. Atuação do pediatra no paciente disfágico com anomalia craniofacial. Anais.. Bauru: Universidade de São Paulo, Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, 2013.
    • APA

      Borgo, H. C. (2013). Atuação do pediatra no paciente disfágico com anomalia craniofacial. In Anais. Bauru: Universidade de São Paulo, Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais.
    • NLM

      Borgo HC. Atuação do pediatra no paciente disfágico com anomalia craniofacial. Anais. 2013 ;
    • Vancouver

      Borgo HC. Atuação do pediatra no paciente disfágico com anomalia craniofacial. Anais. 2013 ;


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