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Impacto do estresse abiótico sobre as respostas fisiológicas, anatômicas e bioquímicas em duas espécies arbóreas da família Malvaceae (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: CONTIN, DANIELE RIBEIRO - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: ESTRESSE OXIDATIVO; FLUORESCÊNCIA; RADIAÇÃO (CALOR); FISIOLOGIA VEGETAL; ECOFISIOLOGIA VEGETAL
  • Language: Português
  • Abstract: Devido ao grande desmatamento por ações antrópicas e as preocupações com mudanças climáticas, os projetos de reflorestamento têm ganhado ênfase nos últimos anos. Esses projetos visão não somente aumentar o sequestro de carbono por espécies arbóreas, mas também em recuperar áreas degradas e preservar a biodiversidade das espécies arbóreas tropicais. Porém, para que um reflorestamento seja bem sucedido é necessário compreender como as espécies reagem a fatores estressantes que são encontrados em campo, assim como as características sucessionais de cada espécie. O objetivo deste trabalho foi compreender como duas espécies arbóreas nativas da família Malvaceae respondem aos estresses abióticos (luminoso, nutricional e hídrico), e como a interação entre os mecanismos enzimáticos e não enzimáticos podem proporcionar tolerância a esses estresses. A hipótese do trabalho é que a espécie Guazuma ulmifolia, considerada pioneira apresenta maior tolerância ao estresse do que a espécie não pioneira Ceiba speciosa, e que essa maior tolerância da pioneira está associada a sua capacidade de induzir uma resposta antioxidante mais eficiente, e um melhor ajuste dos parâmetros fisiológicos e de crescimento. No primeiro experimento as duas espécies foram submetidas a duas condições de radiação, Sol (0% de interferência da radiação) e Sombra (94% de interferência da radiação), e nas duas radiações foram utilizadas plantas com e sem adubação (N-P-K). Para as duas espécies no tratamento sol houve um menor incremento em altura, porém a razão altura/diâmetro, espessura foliar, densidade estomática, taxa fotossintética, foram maiores neste tratamento, independente da adubação. As plantas sob sol sofreram fotoinibição nos horários de maior radiação, sendo que plantas não adubadas apresentaram menores razões AFE comparada as plantas adubadas. As plantas sob sombra apresentaram maioresconcentrações de pigmentos fotossintéticos, e não houve diferenças entre os tratamentos de adubação. Em G. ulmifolia o aumento da atividade da SOD sob sol, proporcionou um aumento na concentração de ‘H IND. 2’‘O IND. 2’, e consequentemente, aumento da peroxidação de lipideos. A massa seca total nas duas espécies foi maior em plantas sob sombra e adubadas comparada aos outros tratamentos, enquanto a partição de biomassa em plantas sombreadas foi maior na parte aérea, o inverso ocorreu em plantas sob sol que investiram mais no crescimento de raízes. Quando as plantas foram submetidas as duas condições de radiação citadas acima e ao estresse hídrico, por suspensão da rega, até atingirem fotossintese abaixo de 0,20 ‘mü’mol ‘m POT. -2’ ‘s POT. -1' observamos que em G. ulmifolia sob sol apresentou uma redução da AFE em relação ao controle e não recuperou com a re-irrigação. Nesta mesma espécie houve redução da hidratação da folha com o estresse hídrico, porém em C. speciosa foi menor em plantas sob sol comparada com plantas sob sombra. A alta radiação causou aumento da atividade da SOD, ‘H IND. 2’‘O IND. 2’ e MDA em G. ulmifolia, além disso, após a re-irrigação a atividade da SOD aumentou, assim como o H^2O^2 juntamente com a atividade da CAT. Em ambas as espécies podemos observar uma redução na concentração de clorofilas sob sol, enquanto as concentrações de ‘beta’-caroteno, anteraxantina e zeaxantina aumentaram com o aumento da radiação. Outro experimento realizado foi a transferência de plantas crescidas sob sombra (94% de interferência da radiação) para sol pleno. A exposição à alta radiação provocou redução na taxa fotossintética, nas concentrações de clorofila e fotoinibição crônica, além de danos foliares que causaram a abscisão das folhas, porém, após 30 dias da exposição à alta radiação, cresceram novas folhas queapresentavam AFE menores, menores concentrações de clorofila, maiores razões carotenóides por clorofila total, como em plantas que já cresciam em sol. Após esse período de aclimatação as taxas fotossintéticas aumentaram enquanto a fotoinibição somente foi observada nos horários de maior radiação com posterior recuperação, indicando fotoinibição dinamica. Em G. utmifolia após o 30° dia de tratamento a concentração de ‘H IND. 2’‘O IND. 2’ e MDA, foram maiores do que em plantas sob sombra, mas não diferiram de plantas sob sol. Não houve alterações na atividade das enzimas peroxidases com a transferência da baixa para a alta luminosidade. Como esperado G. ulmifolia demonstrou tolerância aos estresses impostos, através de mudanças morfológicas, respostas antioxidantes e ajuste da maquinaria fotossintética. Porém, C. speciosa que foi considerada não pioneira em nossa hipótese, apresentou uma alta resistência aos estresses estudados, alta taxa fotossintética e aumento das concentrações de carotenóides por clorofila em plantas sob sol demonstram alguns dos mecanismos de dissipação do excesso de energia, evitando a formação de espécies reativas de oxigénio que podem causar peroxidação de lipídeos. De acordo com os resultados obtidas em todos os experimentas concluímos que as duas espécies tem alta plasticidade para se desenvolverem em diferentes radiações, restrição de água por um curto período e baixas concentrações de macronutrientes no solo, podendo ser utilizadas com sucesso em projetos de reflorestamento
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.05.2013

  • How to cite
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    • ABNT

      CONTIN, Daniele Ribeiro; HUAMAN, Carlos Alberto Martinez y; FURRIEL, Rosa dos Prazeres Melo. Impacto do estresse abiótico sobre as respostas fisiológicas, anatômicas e bioquímicas em duas espécies arbóreas da família Malvaceae. 2013.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2013.
    • APA

      Contin, D. R., Huaman, C. A. M. y, & Furriel, R. dos P. M. (2013). Impacto do estresse abiótico sobre as respostas fisiológicas, anatômicas e bioquímicas em duas espécies arbóreas da família Malvaceae. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Contin DR, Huaman CAM y, Furriel R dos PM. Impacto do estresse abiótico sobre as respostas fisiológicas, anatômicas e bioquímicas em duas espécies arbóreas da família Malvaceae. 2013 ;
    • Vancouver

      Contin DR, Huaman CAM y, Furriel R dos PM. Impacto do estresse abiótico sobre as respostas fisiológicas, anatômicas e bioquímicas em duas espécies arbóreas da família Malvaceae. 2013 ;


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