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Eficácia da ondansetrona no tratamento de dependentes de álcool (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: CORRÊA FILHO, JOÃO MARIA - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MPS
  • Subjects: ALCOOLISMO; ALCOÓLATRAS ANÔNIMOS; DESISTÊNCIA DO TRATAMENTO; FÁRMACOS PSICOTRÓPICOS; ENSAIO CLÍNICO; TRANSTORNOS RELACIONADOS AO USO DE SUBSTÂNCIAS
  • Keywords: Alcoholics anonymos; Alcoholism; Análise por conglomerados; Clinical trial; Cluster analysis; Ondansetron; Ondansetrona; Patient dropout; Psicotropicos; Psychotropic drugs; Substance-related disorders
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: A dependência de álcool é um grave problema de saúde publica no Brasil. Seu tratamento ainda é um desafio, mesmo para os melhores programas terapêuticos disponíveis. Esta dificuldade ocorre pelo pequeno número de medicamentos aprovados para o uso e também pela elevada taxa de abandono, próximo a 50%. A ondansetrona tem surgido como uma medicação promissora para o tratamento de alcoolistas. A identificação de pacientes com maior risco de desistência do tratamento é uma estratégia para reverter essa taxa. Os objetivos deste estudo são: (a) avaliar a eficácia e segurança da ondansetrona na dose de 16 mg/dia; (b) investigar variáveis clínicas e psicossociais capazes de prever maior aderência ao tratamento; (c) desenvolver uma tipologia para alcoolistas com características presentes no início do tratamento; (d) testar se os diferentes tipos podem prever o abandono ao tratamento. METODOS: Trata-se de estudo realizado em três etapas. Na primeira foi realizado ensaio clinico randomizado duplo-cego placebo controlado, com ondansetrona, por 12 semanas, desenvolvido na Universidade de São Paulo - Brasil. A amostra era composta por 102 dependentes de álcool com idade entre 18 - 60 anos. A análise foi realizada com os dados brutos e com os dados imputados. Na segunda etapa, foi combinado o banco de dados deste estudo com os de outros dois ensaios realizados no mesmo local (acamprosato versus placebo e naltrexona, topiramato versus placebo), com número total de 332 dependentes de álcool. A partir da análise de quatro fatores clínicos (idade de início dos problemas com uso do álcool, alcoolismo familiar, gravidade da dependência do álcool e intensidade de sintomas depressivos) foi realizada a análise de cluster tipo K-Means e, após a identificação dos tipos, foi avaliada a associação destes com a adesão ao tratamento. Na última etapa, analisando apenas os participantes avaliadosquanto ao desejo pelo álcool (257 alcoolistas) foi realizada uma regressão logística, com variáveis clínicas e psicossociais, para analisar a influência dessas na retenção ao tratamento. RESULTADO: A ondansetrona foi capaz de retardar o tempo para o primeiro consumo de álcool (54,7 versus 40,9 dias) e, também, o primeiro consumo pesado de álcool (58,4 versus 45,4 dias) quando comparado ao placebo. Essa droga não influenciou a percentagem de dias bebidos durante o estudo, mas esteve associada com menor percentagem de dias com consumo pesado de álcool (7,8% versus 11,7%), quando comparado ao placebo, na análise de dados imputados. Na análise de tipologia foram identificados dois grupos de alcoolistas. O tipo de alcoolista caracterizado pelo início precoce dos problemas com álcool, maior histórico familiar de dependência, elevada gravidade de alcoolismo e poucos sintomas depressivos esteve associado a maior chance de descontinuar o tratamento, independente da medicação usada e da participação nos alcoólicos anônimos (AA). Entre as variáveis clínicas e psicossociais estudadas, ter idade mais elevada, participar do AA e o consumo preferencial pela cerveja foram fatores independentes associados a maior adesão ao tratamento. Maiores escores de depressão aumentaram o risco de abandono. CONCLUSÃO: A ondansetrona mostrou ser segura e bem tolerada na dose de 16mg/dia. Foi mais eficaz que o placebo em retardar o primeiro consumo e primeiro consumo pesado de álcool, deixou dúvida sobre seu efeito na percentagem de dias bebidos e de consumo pesado de álcool. O tipo de alcoolista com idade precoce de problemas com álcool, elevada dependência dessa substância, mais história familiar de alcoolismo e menos sintomas depressivos, esteve associado ao maior risco de abandono. Idade mais elevada, frequentar o AA e ter preferência pela cerveja aumenta a chance de completar o tratamento proposto.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.07.2013
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      CORRÊA FILHO, João Maria; BALTIERI, Danilo Antonio. Eficácia da ondansetrona no tratamento de dependentes de álcool. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082013-155818/ >.
    • APA

      Corrêa Filho, J. M., & Baltieri, D. A. (2013). Eficácia da ondansetrona no tratamento de dependentes de álcool. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082013-155818/
    • NLM

      Corrêa Filho JM, Baltieri DA. Eficácia da ondansetrona no tratamento de dependentes de álcool [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082013-155818/
    • Vancouver

      Corrêa Filho JM, Baltieri DA. Eficácia da ondansetrona no tratamento de dependentes de álcool [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14082013-155818/

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