Proibitina e a resposta a mecanismos de estresse em melanoma e sua relação com a via E2F1 (2013)
- Authors:
- Autor USP: TORTELLI JUNIOR, THARCÍSIO CITRÂNGULO - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MDR
- DOI: 10.11606/T.5.2013.tde-14082013-150136
- Subjects: MITOCÔNDRIAS; MELANOMA; FATORES DE TRANSCRIÇÃO; ENVELHECIMENTO CELULAR
- Keywords: Cisplatin; Cisplatina; E2F1 transcription factor; Epithelial-mesenchymal transition; Fator de transcrição E2F1; Mitochondrias; Prohibitin; Proibitina; Senescence; Senescência; Transição epitélial-mesênquimal; Tunicamicina; Tunicamycin
- Language: Português
- Abstract: Entre todos os cânceres de pele, o melanoma está entre os menos comuns, mas é responsável pela maior parte das mortes. No caso da doença metastática, não há um tratamento satisfatório capaz de prolongar a vida do paciente. Isso leva à necessidade de novas estratégias e de novos tratamentos que possam reverter a quimiorresistência do tumor. Entre as proteínas que têm seu perfil de expressão modificado no melanoma está a proibitina, cuja expressão aumenta durante a progressão tumoral. Proibitina é uma chaperona mitocondrial pertencente a uma família de proteínas que possuem um resíduo hidrofóbico SPFH, que confere a ela uma capacidade de ancoragem e de organização de espaços em membranas. Além disso, no compartimento nuclear, é um inibidor da família de fatores de transcrição E2F, juntamente com a proteína retinoblastoma (Rb). Em melanomas, proibitina localiza-se no citoplasma, associada à mitocôndria, e no núcleo. No citoplasma, proibitina faz parte da resposta a diversas drogas, como cisplatina, dacarbazina, temozolamida, vimblastina e tunicamicina pode estar relacionado com o aumento de espécies reativas de oxigênio (ROS), já que essas drogas podem de alguma forma induzir ROS intracelular. O aumento de expressão de proibitina, nesse contexto, poderia fazer parte de uma resposta protetora da mitocôndria, o que em última análise protegeria a célula contra a morte celular, já que a inibição de proibitina sensibiliza a célula ao tratamento com cisplatina ou tunicamicina. Além disso, o estresse provocado pela privação de soro fetal bovino em linhagens de melanoma leva ao aumento de expressão de proibitina e é acompanhado pela indução de ROS. No núcleo, proibitina esta colocalizada com MCM5 e MCM7, mas não MCM2. A inibição de proibitina leva ao aumento de expressão de metaloproteinases de matriz extracelular, não só em melanomas, mas também em linhagens de câncer de mama e de câncer de pulmão.Ainda, proibitina parece estar relacionada com o fenômeno da transição epitélio mesênquima, já que a inibição de proibitina leva ao aumento de expressão de marcadores mesenquimais como N-caderina e vimentina e a perda de expressão de marcadores epiteliais, como a E-caderina. Outras funções controladas por E2F1 que proibitina pode estar modulando são a capacidade de E2F1 induzir reparo de DNA devido a lesões causadas por radiação UVB e a indução de senescência. A inibição de proibitina em linhagem de câncer de pulmão protegeu a célula contra o dano genotóxico causado pela radiação UVB, pelo aumento da proteína de reparo de DNA Gadd45a, que é induzida por E2F1. Ainda, a inibição de proibitina diminuiu a quantidade de células senescência induzida por adriamicina em linhagens de melanoma. Ainda, a expressão de proibitina responde a fatores do microambiente tumoral como TGF?, IL4 e LPS juntamente com INF? e, além disso, têm sua expressão diminuída durante a maturação de macrófagos. Esses resultados mostram que proibitina pode atuar protegendo o tumor ou bloqueando vias importantes para seu desenvolvimento, dependendo da sua compartimentalização subcelular.
- Imprenta:
- Data da defesa: 14.06.2013
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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ABNT
TORTELLI JUNIOR, Tharcísio Citrângulo. Proibitina e a resposta a mecanismos de estresse em melanoma e sua relação com a via E2F1. 2013. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-14082013-150136/. Acesso em: 08 abr. 2026. -
APA
Tortelli Junior, T. C. (2013). Proibitina e a resposta a mecanismos de estresse em melanoma e sua relação com a via E2F1 (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-14082013-150136/ -
NLM
Tortelli Junior TC. Proibitina e a resposta a mecanismos de estresse em melanoma e sua relação com a via E2F1 [Internet]. 2013 ;[citado 2026 abr. 08 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-14082013-150136/ -
Vancouver
Tortelli Junior TC. Proibitina e a resposta a mecanismos de estresse em melanoma e sua relação com a via E2F1 [Internet]. 2013 ;[citado 2026 abr. 08 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5155/tde-14082013-150136/ - Avaliação do papel de proibitina no desenvolvimento de resistência em melanomas frente à cisplatina
- Exploiting paradoxical activation of oncogenic MAPK signaling by targeting mitochondria to sensitize NRAS mutant‐melanoma to vemurafenib
- Combined p14ARF and interferon-β gene transfer to the human melanoma cell line SK-MEL-147 promotes oncolysis and immune activation
- Role of galectin-3 in the elastic response of radial growth phase melanoma cancer cells
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