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Contribuição para o conhecimento da evolução tectônica do Cinturão de Moçambique, em Moçambique (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: CHAÚQUE, FÁTIMA ROBERTO - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GSA
  • Subjects: EVOLUÇÃO TECTÔNICA; GEOCRONOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: A área objeto da presente pesquisa encontra-se na parte centro-oeste de Moçambique, entre os paralelos 16 o e 20 o S e meridianos 33 o e 34 o E, e corresponde ao extremo sul do Cinturão de Moçambique. Inclui a borda leste do Craton do Zimbabwe e encontra-se limitada a leste pelas formações sedimentares Fanerozóicas do Karoo. A região tem uma importância geotectônica fundamental, por se localizar numa junção crítica entre as grandes unidades tectônicas Pan -Africanas dos cinturões de Moçambique e de Zambezi. Embora exista um controle geológico relevante, em virtude dos mapeamentos geológicos detalhados e das informações trazidas nos relatórios do Consórcio GTK, as relações entre as unidades tectônicas são muito complexas e o número de datações que se faziam disponíveis era pequeno e restrito às áreas limítrofes da borda do cráton Arqueano. Em vista disso, o objetivo principal deste trabalho foi o de efetuar um estudo geocronológico robusto, utilizando essencialmente monocristais de zircão, extraídos das rochas regionais, e produzir uma série de determinações de idade U-Pb, pelos métodos LA-ICP-MS e SHRIMP, com a finalidade de definir épocas precisas de cristalização de rochas magmáticas e de recristalização de rochas metamórficas, além de buscar elementos para estimar a proveniência e colocar limites temporais para as unidades metassedimentares. Em adição às datações U-Pb em zircão, foram realizados estudos básicos complementares de petrografia, bem como de datações K -Ar em minerais separados, datações Sm-Nd em granadas, estudos especiais de microssonda analítica para estudos geotermobarométricos, e de geoquímica isotópica de Nd e de Hf como indicadores de ambiente tectônico. As datações efetuadas nas rochas ortoderivadas confirmaram algumas idades obtidas anteriormente pelo Consórcio GTK, próximas de 1050 Ma para os granitóides do Complexo de Báruè e de 850 Ma para os da Suite de Guro.Além disso, datações em zircões detríticos de metassedimentos relacionados com o craton do Zimbabwe confirmaram a idade pelo menos Mesoproterozóica do Grupo Umko ndo, e a idade neoproterozóica do grupo Rushinga. Resultados inesperados foram encontrados para as rochas de alto grau, paragnaisses, granulitos e migmatitos dos Grupos Macossa, Chimoio e Mungari, para as quais as condições do metamorfismo foram estimadas entre 4-6 kbr e 700-800 o C, através de estudo geotermobarométrico. Os zircões detríticos dessas rochas indicaram idades máximas do Neproterozóico, demonstrando aloctonia e proveniência de Leste. Além disso, as idades do metamorfismo dessas unidades, a partir de isócronas Sm-Nd em granadas e datações U-Pb nas bordas metamórficas de cristais de zircão, revelaram-se muito jovens e muitas delas próximas de 500 Ma, já no Cambriano. Além disso, o evento tectono-termal Pan-Africano, entre ca. 500-600 Ma, superposto em toda região de estudo, foi registrado também por idades de resfriamento K-Ar abaixo de 500 Ma. Dos resultados obtidos foi possível estabelecer tentativamente uma história da evolução tectônica da região centro-oeste de Moçambique e considerá-la num contexto continental, como segue: Nos limites leste e norte do cráton do Zimbabwe ocorrem os grupos marginais tectonicamente autóctones de Umkondo (Mesoproterozóico) e Rushinga (Neoproterozóico). Mais para leste, as demais rochas compreendem terrenos alóctones formados por material de idade variada, em grande parte Mesoproterozóica, sotoposto a rochas supracrustais com zircões detríticos do Neoproterozóico (Macossa, Chimoio e Mungari). Tentativamente, duas grandes nappes estão sendo sugeridas, definindo contatos de justaposição tectônica com empurrões para Oeste, em direção ao Craton do Zimbabwe. Uma delas ao norte, denominada Nappe de Mungari, seria correlacionável com as unidades tectônicas da parte NW de Moçambique, com idadesprincipalmente Mesoproterozóicas. A segunda, denominada Nappe Macossa-Chimoio, seria correlacionável com o Bloco de Nampula, que ocorre ao sul do Lineamento do Lúrio, no NE de Moçambique. A zona de contato tectônico entre as duas nappes e as rochas Arqueanas do craton, com direção aproximada N-S, representa a provável sutura principal do Cinturão de Moçambique na região estudada.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.12.2012
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    • ABNT

      CHAÚQUE, Fátima Roberto; CORDANI, Umberto G. Contribuição para o conhecimento da evolução tectônica do Cinturão de Moçambique, em Moçambique. 2012.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-02062015-152355/pt-br.php >.
    • APA

      Chaúque, F. R., & Cordani, U. G. (2012). Contribuição para o conhecimento da evolução tectônica do Cinturão de Moçambique, em Moçambique. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-02062015-152355/pt-br.php
    • NLM

      Chaúque FR, Cordani UG. Contribuição para o conhecimento da evolução tectônica do Cinturão de Moçambique, em Moçambique [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-02062015-152355/pt-br.php
    • Vancouver

      Chaúque FR, Cordani UG. Contribuição para o conhecimento da evolução tectônica do Cinturão de Moçambique, em Moçambique [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44141/tde-02062015-152355/pt-br.php


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