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A negação dupla no português paulistano (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: ROCHA, RAFAEL STOPPA - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLL
  • Subjects: PORTUGUÊS DO BRASIL; SOCIOLINGUÍSTICA
  • Keywords: Negação; Negation; Português paulistano; São Paulo portuguese; Syntactic variation; Variação sintática
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho descreve o emprego variável de estruturas de negação na variedade paulistana do português. São três as formas variantes: não pré-verbal (NEG1, p.ex. Não gosto de chocolate), não pré e pós-verbal (NEG2, p. ex. Não gosto de chocolate não) e não pós-verbal apenas (NEG3, p. ex. Gosto de chocolate não). A partir da discussão de restrições discursivo-pragmáticas, define-se o envelope de variação (os contextos em que as formas são semanticamente equivalentes). NEG1 e NEG2 são ambas alternativas quando a proposição que está sendo negada foi direta ou indiretamente ativada no discurso anterior. Quando a informação proposicional é nova no discurso, apenas NEG1 é possível. Já NEG3 parece improdutiva na variedade paulistana: representa menos de 1% em mais de cinco mil ocorrências de sentenças negativas. Os dados analisados foram extraídos de 48 entrevistas sociolinguísticas com paulistanos estratificados em Sexo/gênero, Faixa etária e Escolaridade. Elas foram coletadas pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Sociolinguística da Universidade de São Paulo (GESOL-USP), entre os anos de 2003 e 2010. Além da amostra geral (com todas essas entrevistas), são analisadas duas subamostras menores (24 entrevistas cada), organizadas com base na região da cidade em que vivem os paulistanos (mais central ou mais periférica) e na sua geração (filhos de pais paulistanos ou filhos de migrantes de outros estados brasileiros). Os resultados indicam que a variante NEG2, bastante infrequente(cerca de 6% no conjunto de 48 entrevistas), é favorecida por informantes de escolaridade mais baixa e de 1ª geração na cidade de São Paulo. Algumas análises sugerem ainda que informantes que vivem em bairros mais periféricos favorecem NEG2. Não há indícios, contudo, de correlação entre a variável e Sexo/gênero; tampouco há indício de mudança em curso. No âmbito linguístico, a ativação direta de proposições é o fator que mais fortemente favorece o emprego da variante NEG2, seguido da ausência de marcadores discursivos ou de outros termos negativos na sentença
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.03.2013
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      ROCHA, Rafael Stoppa; MENDES, Ronald Beline. A negação dupla no português paulistano. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-05062013-122818/ >.
    • APA

      Rocha, R. S., & Mendes, R. B. (2013). A negação dupla no português paulistano. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-05062013-122818/
    • NLM

      Rocha RS, Mendes RB. A negação dupla no português paulistano [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-05062013-122818/
    • Vancouver

      Rocha RS, Mendes RB. A negação dupla no português paulistano [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-05062013-122818/

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