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Avaliação da imunidade protetora induzida com antígeno bruto e purificado de Taenia crassiceps contra cisticercose murina (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: FARIAS, CRISTIANE ROCHA DE - FCF
  • Unidade: FCF
  • Sigla do Departamento: FBC
  • Subjects: PARASITOLOGIA (IMUNOLOGIA); ANTICORPOS MONOCLONAIS; VACINAS; CISTICERCOSE
  • Language: Português
  • Abstract: A neurocisticercose é a forma mais severa relacionada ao complexo teníase-cisticercose, causada pela Taenia solium. Diversas medidas de controle já foram propostas, ressaltando a profilaxia via hospedeiro intermediário com o desenvolvimento de vacinas contra a cisticercose suína, que podem ser previamente avaliadas em um modelo experimental intraperitoneal com cisticercos de Taenia crassiceps, em camundongos Balb/c, constituindo a cisticercose murina. No presente trabalho foram avaliados: a resposta imune humoral pela pesquisa de anticorpos IgG anti-T. crassiceps por teste ELISA e Imunoblot, relação IgG1/IgG2a e, análise dos índices de avidez; a resposta imune celular, de acordo com os resultados de proliferação celular, dosagem de citocinas e teste de hipersensibilidade tardia (HTT) e; o índice de proteção (IP) induzido por antígeno bruto (LV-total) e purificado (18/14) de T. crassiceps, com ou sem o auxílio de adjuvantes, sob protocolos de imunização ativa por via subcutânea e oral. Paralelamente à análise de imunização ativa, houve avaliação do protocolo de imunização passiva com anticorpos monoclonais (AcMo) anti-T. crassiceps. Foram analisados 19 grupos experimentais divididos em três protocolos de imunização ativa por via subcutânea. No protocolo I foram avaliados três grupos experimentais imunizados com 10µg de 18/14, uma dose, e auxílio dos adjuvantes PSS/DDA, Al(´OH)IND.3´ ou sem o auxílio destes. Os grupos apresentaram IP entre 24,9% e 51,8%. No protocolo II foram analisados nove grupos imunizados com 5, 10 ou 20µg de 18/14 e diferentes esquemas de adjuvantes: DODAB (IP entre 90,3% e 100,0%), PSS/DDA (IP entre 63,6% e 70,1%) ou Al(´OH)IND.3´ (IP entre 60,7% e 100,0%). Comparando as concentrações antigênicas, os grupos apresentaram maiores IP quando imunizados com 5 ou 10µg de 18/14. No protocolo III foram analisados sete grupos imunizados com 20, 40 e/ou 60µg de 18/14, com duas ou três doses, emdiferentes esquemas de adjuvantes: PSS/DDA e Al(´OH)IND.3´ ou sem adjuvantes, com IP entre 63,5% e 100,0%. A avaliação da resposta imune humoral dos grupos imunizados por via subcutânea demonstraram a presença de anticorpos IgG por teste ELISA em todos os grupos imunizados, sem correlação dos índices de reatividade (IR) com os IP. Por imunoblot, foram reconhecidas, pelo menos, as proteínas de 14 e 18 kDa após 15 (T15), 30 (T30) e/ou 60 (T60) dias contados a partir da 1ª dose de imunização. Os grupos imunizados por via subcutânea que apresentaram IP> 90,0% tiveram relação IgG1/IgG2a >1,0 no T30 e <1,0 no T60. Quanto à avaliação da resposta imune celular, 10 dos 12 grupos avaliados por ensaios de proliferação de células obtidas de linfonodos induzidas por 18/14 apresentaram índices de estimulação (IE) positivos, enquanto que o antígeno LV- total demonstrou-se imunossupressor nestes experimentos. A análise de dois grupos imunizados de forma ativa, por via subcutânea, com IP=100%, mostrou o predomínio de citocinas com polarização Th1 (IFN-γ) no T60 e Th2 (IL-4) no T120. Não houve correlação dos IP com os resultados obtidos com HTT, porém, os resultados foram variáveis de acordo com o perfil antigênico e o adjuvante utilizado pela via subcutânea. Sequencialmente foram analisados seis grupos imunizados de forma ativa, por via oral, com 10, 20 ou 30µg de LV-total, uma ou duas doses, com o auxílio de Al(´OH)IND.3´ que apresentaram IP entre 48,3% e 100,0%, sem diferença significativa entre os grupos, exceto com o grupo imunizado com duas doses de 30µg, o qual apresentou 100,0% de IP. No T15 e T30 os IR obtidos em teste ELISA para pesquisa de anticorpos IgG anti-T. crassiceps foram entre 0,9 e 2,4, enquanto que no T60 entre 2,6 e 5,1. Por Imunoblot, foram reconhecidas as proteínas de 14, 18, 30 e >40kDa no T60. A relação IgG1/IgG2a foi <1,0 no T30 e no T60, enquanto que HTT foiapresentado <40,0% no T30 e T60. Adicionalmente aos ensaios de imunização ativa, seis grupos de camundongos Balb/c imunizados de forma passiva com anticorpos monoclonais anti-T. crassiceps apresentaram IP até 93,0%. De acordo com os resultados obtidos, antígenos bruto e purificado de T. crassiceps foram considerados promissores para imunização murina, principalmente o 18/14 quando utilizado com DODAB ou hidróxido de alumínio pela via subcutânea. Os mecanismos protetores não foram totalmente elucidados, porém, demonstram polarização para resposta Th1 e proteção parcial dependente de IgG, demonstrada pelos ensaios de imunização passiva
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.04.2012
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    • ABNT

      FARIAS, Cristiane Rocha de; ALMEIDA, Sandro Rogério de. Avaliação da imunidade protetora induzida com antígeno bruto e purificado de Taenia crassiceps contra cisticercose murina. 2012.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-12062013-161221/ >.
    • APA

      Farias, C. R. de, & Almeida, S. R. de. (2012). Avaliação da imunidade protetora induzida com antígeno bruto e purificado de Taenia crassiceps contra cisticercose murina. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-12062013-161221/
    • NLM

      Farias CR de, Almeida SR de. Avaliação da imunidade protetora induzida com antígeno bruto e purificado de Taenia crassiceps contra cisticercose murina [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-12062013-161221/
    • Vancouver

      Farias CR de, Almeida SR de. Avaliação da imunidade protetora induzida com antígeno bruto e purificado de Taenia crassiceps contra cisticercose murina [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-12062013-161221/


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