Fragilidade e cognição: dados do estudo FIBRA em Ermelino Matarazzo (2011)
- Autor:
- Autor USP: YASSUDA, MONICA SANCHES - EACH
- Unidade: EACH
- Subjects: GERIATRIA; COGNIÇÃO; SAÚDE DO IDOSO; ENVELHECIMENTO; IDOSOS
- Language: Português
- Abstract: A fragilidade em pessoas idosas pode ser entendida como uma síndrome associada à diminuição nas reservas fisiológicas do indivíduo e menor resistência aos estressores ambientais. A fragilidade em idosos tem sido associada a diversos desfechos negativos como quedas, imobilidade, limitações funcionais, hospitalização, e morte. Debate-se na literatura se as alterações cognitivas deveriam compor o fenótipo da fragilidade, e se esta característica aumentaria a validade destes desfechos negativos. O presente estudo, que fez uso de dados do estudo FIBRA em Ermelino Matarazzo, pólo UNICAMP, teve por objetivo investigar a relação entre os critérios de fragilidade de Fried et al. (2001) e o desempenho cognitivo em uma amostra de 384 idosos, com 65 anos ou mais, representativa deste distrito da Zona Leste do Município de São Paulo. O estudo foi de corte transversal e de base populacional. Os participantes completaram em sessão única um vasto protocolo que incluiu variáveis sociodemográficas, variáveis sobre saúde, medidas antropométricas, variáveis psicossociais, e variáveis que alimentaram os critérios de fragilidade. Nesta localidade, a Bateria Breve de Rastreio Cognitivo (BBRC) foi adicionada ao Mini Exame Mental (MEEM), que foi aplicado em todas as localidades do pólo. Os idosos identificados como frágeis apresentaram desempenho significativamente mais baixo que idosos não frágeis e pré frágeis. Foram detectadas relações significativas entre ser caracterizado como frágil e o desempenho em testes de status mental geral (MEEM), testes de memória, e de função executiva (Fluência Verbal e Teste do Desenho do Relógio). Adicionalmente, foram identificadas relações individuais entre cada critério de fragilidade e os testes cognitivos. Dentre os critérios de fragilidade estudados, a redução na força de preenção manual destacou-se como um importante fator de risco para comprometimento cognitivo.Concluiu-se que ser frágil pode associar-se a declínio cognitivo, assim, avaliações e intervenções gerontológicas devem considerar a possibilidade destas formas de vulnerabilidade ocorrerem simultaneamente.
- Imprenta:
- Data da defesa: 11.02.2011
-
ABNT
YASSUDA, Mônica Sanches. Fragilidade e cognição: dados do estudo FIBRA em Ermelino Matarazzo. 2011. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. . Acesso em: 23 jan. 2026. -
APA
Yassuda, M. S. (2011). Fragilidade e cognição: dados do estudo FIBRA em Ermelino Matarazzo (Tese (Livre Docência). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Yassuda MS. Fragilidade e cognição: dados do estudo FIBRA em Ermelino Matarazzo. 2011 ;[citado 2026 jan. 23 ] -
Vancouver
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