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Uso da função pancreática como valor preditivo na recuperação de equinos acometidos por duodeno-jejunite proximal (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: BETIOL, PATRICIA STOCCO - FMVZ
  • Unidade: FMVZ
  • Sigla do Departamento: VCM
  • Subjects: DUODENOPATIAS ANIMAL; PATOLOGIA VETERINÁRIA
  • Keywords: Duodenitis-proximal jejunitis; Duodeno-jejunite proximal; Equinos; Frequência cardíaca; Função pancreática; Heart rate; Hematocrit; Hematócrito; Horses; Pancreatic function
  • Language: Português
  • Abstract: Para determinar o quanto a avaliação pancreática pode ser útil como valor preditivo da recuperação de eqüinos acometidos por duodeno-jejunite proximal (DJP), foram utilizados 17 equinos, sendo cinco animais hígidos como grupo controle e 12 animais atendidos no Hospital de Eqüinos da Faculdade de Medicina Veterinária da USP com diagnóstico clínico de duodeno-jejunite proximal. Após a recepção destes no Serviço de Clínica Médica, foram avaliados seus parâmetros vitais (temperatura interna, freqüências cardíaca e respiratória, movimentos cecais), hidratação; volume de refluxo estomacal e seu pH; e posteriormente foram colhidas amostras de sangue a cada 12 horas até que o quadro clínico se estabilizasse. Deste momento em diante, a avaliação dos animais e colheitas das amostras de sangue ocorreram a cada 24 horas, até o completo restabelecimento destes com o retorno da ingestão de alimento. Foram determinadas as concentrações séricas de amilase; lípase; triglicérides; colesterol, proteína total; albumina e glicose no analisador bioquímico automático Labmax® com o uso de reativos específicos, as concentrações séricas de insulina e glucagon através de radioimunoensaio, e determinadas as proteínas séricas ceruloplasmina; haptoglobina, e proteína C reativa por Eletroforese em gel de poliacrilamida-SDS. A análise estatística indicou diferença entre o grupo controle e o grupo de cavalos com DJP que morreu, para triglicérides (p=0,0032) e entre o grupo controle e o grupo de cavalos comDJP que sobreviveu, para insulina (p=0,0127), colesterol (p=0,0061), amilase (p=0,0471) e lipase (p=0,0011) e; indicou diferenças entre o grupo controle e o grupo que morreu e o grupo que sobreviveu para glucagon (respectivamente p=0,0092 e p=0,0004), para albumina (respectivamente p=0,0244 e p=0,0089) e para haptoglobina (respectivamente p=0,005 e p=0,0014). Já a análise para o grupo que sobreviveu entre os momentos chegada, retirada da sonda e alta (respectivamente M1, M2 e M3) indicou diferenças estatísticas entre o M1 e o M3 para triglicérides (p=0,011), insulina (p= 0,018), frequência cardíaca (FC) (p=0,046) e hematócrito (p=0,008), e diferenças entre o M1 e o M2 para insulina (p= 0,018) e para o hematócrito (p=0,003). A avaliação estatística entre o grupo de cavalos que morreu e que sobreviveu nos momentos M1, M2, M3 e M4 (respectivamente 0, 12, 24 e 36 horas após a chegada no hospital) indicou diferenças para triglicérides no M2 (p=0,0338), para glucagon nos quatro momentos com p variando de p=0,0142 a 0,0402, para frequência respiratória no M2 (p=0,0272), para FC nos quatro momentos com p variando de p=0,0138 a 0,0415, e para hematócrito em M1 (p=0,0298); M2 (p=0,0182) e M3 (p=0,0402). Os resultados sugerem que os animais com DJP estavam em balanço energético negativo acentuado, pois, os valores de triglicérides e glucagon encontraram-se significativamente alterados nestes animais. O aumento de haptoglobina, nos animais com DJP, dos dois grupos avaliados em relaçãoao grupo controle, sugere que esta é uma proteína de fase aguda importante para ser acompanhada nos animais com DJP. Em contrapartida, as proteínas ceruloplasmina e proteína C reativa não apresentaram diferenças estatísticas, portanto, o processo da DJP parece não influenciar as suas concentrações de forma significativa. Durante a pesquisa, houve grande variação dos valores de FC e hematócrito nos animais do grupo que morreu e do grupo que sobreviveu, sugerindo que estes parâmetros sejam de grande importância para serem avaliados no transcorrer da doença. Concluiu-se, através dos exames laboratoriais realizados, que a função pancreática não pode ser usada como valor preditivo da recuperação de cavalos com DJP, que os valores de hematócrito e frequência cardíaca são de fundamental importância no acompanhamento da evolução e da melhora clínica dos cavalos com essa doença e, que dentre as proteínas de fase aguda avaliadas (ceruloplasmina, proteína C reativa e haptoglobina), apenas a haptoglobina aumentou significativamente nos cavalos com DJP
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.01.2011
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    • ABNT

      BETIOL, Patricia Stocco; FERNANDES, Wilson Roberto. Uso da função pancreática como valor preditivo na recuperação de equinos acometidos por duodeno-jejunite proximal. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-09102012-144154/ >.
    • APA

      Betiol, P. S., & Fernandes, W. R. (2011). Uso da função pancreática como valor preditivo na recuperação de equinos acometidos por duodeno-jejunite proximal. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-09102012-144154/
    • NLM

      Betiol PS, Fernandes WR. Uso da função pancreática como valor preditivo na recuperação de equinos acometidos por duodeno-jejunite proximal [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-09102012-144154/
    • Vancouver

      Betiol PS, Fernandes WR. Uso da função pancreática como valor preditivo na recuperação de equinos acometidos por duodeno-jejunite proximal [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-09102012-144154/


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