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Papel dos microRNAs na regulação dos fatores peptídicos de crescimento em pacientes com hiperplasia prostática benigna (2012)

  • Autor:
  • Autor USP: ANTUNES, ALBERTO AZOUBEL - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCG
  • Subjects: RNA; FATORES DE CRESCIMENTO; EXPRESSÃO GÊNICA
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Até o presente momento nosso conhecimento a respeito das ações dos miRNAs na próstata de pacientes com HPB são precários. Diversos estudos têm relatado associações entre os miRNAs e fatores de crescimento em outros órgãos. A reprodução destes mecanismos regulatórios na próstata pode representar um grande avanço no estudo da fisiopatologia da doença e no desenvolvimento de novos alvos terapêuticos. O objetivo do presente trabalho é analisar as correlações entre a expressão dos miR-1, miR-126 e miR-155 e os fatores de crescimento FGF-2, VEGF, IGF-1, e TGF-13 no tecido prostático de pacientes com HPB. Material e Métodos: Realizamos um estudo de caso-controle utilizando amostras teciduais de 41 pacientes com diagnóstico de HPB submetidos a tratamento cirúrgico. O grupo controle foi constituído por amostras de tecido prostático normal (zona de transição) de dois cadáveres doadores de órgãos com idade entre 20 e 30 anos de idade. Após a cirurgia, foi retirado um fragmento de próstata do material já ressecado do paciente (zona de transição) e armazenado a -80°C. O restante do material ressecado foi submetido a análise patológica de rotina no setor de anatomia patológica do HC-FMUSP. Os fragmentos congelados foram utilizados para análise da expressão dos miRNAs e FC através da técnica de reação em cadeia da polimerase quantitativa em tempo real (qRT-PCR). Resultados: A expressão mediana do VEGF, FGF-2, IGF-1 e TGF-13 foi de 0,14,0,17,0,22 e 0,12 vez respectivamente em relação ao controle normal. Os FC estudados apresentaram níveis de expressão semelhantes de acordo com a idade. Em relação ao volume prostático, os níveis de FGF-2 e TGF-13 foram maiores entre os pacientes com próstatas :5 60 gramas. De acordo com a presença ou não de prostatite crônica, observamos uma expressão 2 vezes maior do VEGF entre os pacientes com prostatite e uma expressão 3 vezes maior do TGF-f3 entre os pacientesem prostatite. Em relação á análise do miR-126 e SPRED1, observamos uma expressão mediana de 0,4 e 0,6 vez em relação ao controle normal respectivamente. A expressão do miR-126 foi maior entre os pacientes mais jovens e a do SPRED1 foi maior entre os pacientes mais velhos. A expressão destes fatores de acordo com o volume prostático revelou que os níveis de miR-126 foram maiores entre os pacientes com próstatas > 60 gramas e os níveis de SPRED1 foram significativamente maiores (aproximadamente duas vezes) entre os pacientes com próstatas menores (p=0,036). De acordo com a presença de prostatite crônica, os níveis do miR-126 foram significativamente maiores entre os pacientes com prostatite (p=0,023) e os níveis do SPRED1 foram maiores entre os pacientes sem prostatite. A expressão mediana do miR-155 e do SMAD2 foi de 0,16 e 1,5 vezes respectivamente em relação ao controle normal. Em 73% dos casos a expressão do SMAD2 pareceu ser influenciada de forma significativa pelo miR- 155. Quando comparamos a expressão destes fatores de acordo com o volume prostático, observamos que os níveis de miR-155 foram discretamente maiores entre os pacientes com próstatas> 60 gramas e os níveis de SMAD2 foram maiores entre os pacientes com próstatas menores. A análise destes genes de acordo com a presença de prostatite crônica revelou uma expressão 2 vezes maior do miR-155 entre os pacientes com prostatite. A análise dos pacientes que apresentaram simultaneamente uma sub-expressão do miR-155 e super- expressão do SMAD2 (n=29) com os demais casos (n=12). Observamos que entre os primeiros, o número de pacientes com próstatas S 60 gramas foi significativamente maior (41 % vs 8%) (p=0,039). A expressão mediana do miR- 1 foi de 0,22 vez em relação ao controle normal. A análise do miR-1 demonstrou que seus níveis estiveram inversamente correlacionados com os níveis do IGF-1 em apenas 31,7% dos casos.A análise do miR-1 em relação à idade, volume prostático e presença de prostatite revelou níveis de expressão estatisticamente semelhantes entre os grupos. Conclusão: As diferenças entre os níveis de expressão dos FC e miRNAs de próstatas com H PB e próstatas normais refletem seu potencial papel na gênese da doença. A super-expressão do SPRED1 pode inibir o crescimento prostático e seu bloqueio pelo miR-126 pode representar um importante mecanismo fisiopatogênico da HPB. A super-expressão do miR-126 está relacionada com a presença de prostatite crônica. A sub-expressão do miR-155 associada à super-expressão do SMAD2 pode representar um fator protetor na fisiopatologia da HPB
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.01.2012

  • How to cite
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    • ABNT

      ANTUNES, Alberto Azoubel. Papel dos microRNAs na regulação dos fatores peptídicos de crescimento em pacientes com hiperplasia prostática benigna. 2012. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. . Acesso em: 05 jan. 2026.
    • APA

      Antunes, A. A. (2012). Papel dos microRNAs na regulação dos fatores peptídicos de crescimento em pacientes com hiperplasia prostática benigna (Tese (Livre Docência). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Antunes AA. Papel dos microRNAs na regulação dos fatores peptídicos de crescimento em pacientes com hiperplasia prostática benigna. 2012 ;[citado 2026 jan. 05 ]
    • Vancouver

      Antunes AA. Papel dos microRNAs na regulação dos fatores peptídicos de crescimento em pacientes com hiperplasia prostática benigna. 2012 ;[citado 2026 jan. 05 ]


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