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Caracterização molecular dos mecanismos de resistência à linezolida em estafilococos coagulase-negativos e estudo da estabilidade do fenótipo resistente (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: ALMEIDA, LARA MENDES DE - FCF
  • Unidade: FCF
  • Sigla do Departamento: FBC
  • Subjects: RESISTÊNCIA MICROBIANA ÀS DROGAS; STAPHYLOCOCCUS (RESISTÊNCIA); MUTAÇÃO GENÉTICA
  • Language: Português
  • Abstract: Linezolida foi o primeiro fármaco da classe das oxazolidinonas a ser aprovado para o uso clínico. Esta nova oxazolidinona inibe a síntese protéica impedindo a formação do complexo de iniciação formado pelo mRNA, tRNA f-Met e a subunidade 50S do ribossomo bacteriano. Embora a resistência à linezolida possa ser mediada pelo produto do gene cfr ou por mutações nas proteínas ribossômicas L3, L4 e L22, o mecanismo de resistência mais comum envolve mutações no domínio V do gene rRNA 23S. Entre março de 2008 a dezembro de 2011, 38 cepas de estafilococos coagulase-negativos (SCNs) resistentes à linezolida (20 S. epidermidis, 14 S. haemolyticus, 3 S. hominis e 1 S. warneri) isoladas de hemoculturas e pontas de cateter de pacientes internados em dois hospitais terciários do Estado de São Paulo foram incluídas neste estudo para a determinação dos mecanismos de resistência e análise da estabilidade do fenótipo resistente. As cepas de SCNs apresentaram altos níveis de resistência à linezolida (CIMs de 16-128 µg/ml) e foram multi-resistentes, permanecendo sensíveis à vancomicina e teicoplanina. A mutação G2576T foi identificada no domínio V do gene rRNA 23S em todas as cepas de SCNs, exceto em uma cepa de S. haemolyticus. O gene cfr e mutações nas proteínas L4 e L22 não foram detectados. Em relação à proteína L3, todas as cepas de S. epidermidis do hospital A, incluindo a cepa controle sensível à linezolida, apresentaram a substituição Leu101Val, sugerindo que essa mutação seja um marcador clonal dessa população sem envolvimento com a resistência à linezolida. A única cepa proveniente do hospital B (S. epidermidis) foi selvagem para essa proteína ribossômica. Somente uma cepa de S. haemoyticus teve uma mutação no gene rplC, resultando na alteração Val154Leu. Em S. hominis, a mutação Phe147Ile foi identificada em uma cepa, enquanto a associação de Gly139Arg eMet156Thr foi observada nas outras duas cepas dessa espécie. A identificação dessas mutações na proteína L3 de cepas de S. haemoyticus e S. hominis resistentes à linezolida reforça o papel desses sítios na aquisição da resistência ao fármaco em Staphylococcus spp. No entanto, a presença de G2576T no rRNA 23S torna difícil determinar exatamente qual o envolvimento das mutações na L3 com os elevados níveis de resistência à linezolida apresentados por essas cepas. Na ausência da pressão seletiva do antimicrobiano, após 130 passagens, a resistência à linezolida mediada pela mutação G2576T permaneceu estável nas cepas de SCNs deste estudo, as quais, de acordo com os perfis de restrição do domínio V gerados por NheI, tinham tanto alelos rRNA 23S selvagens como mutados. O sequenciamento individual do domínio V das diferentes cópias do gene rRNA 23S mostrou G2576T em todas as cópias amplificadas por PCR: 4/4 e 5/5 em S. epidermidis e 3/3 em S. haemolyticus (CIMs de 16-32 µg/ml). A estabilidade da cópia rRNA 23S mutada foi observada mesmo em uma cepa S. epidermidis sensível à linezolida, a qual apresentou uma redução da CIM de 4 para 1 µg/ml mantendo seu único alelo mutado ao longo do processo de reversão ao fenótipo sensível. A similaridade genética foi determinada por PFGE e mostrou uma disseminação clonal das diferentes espécies de SCNs resistentes à linezolida A análise das cepas de S. epidermidis por MLST mostrou a ocorrência do clone ST-2 (CC2) nos dois hospitais. O aumento da pressão seletiva devido a exposições cada vez mais frequentes à linezolida, provavelmente, favoreceu a seleção e a disseminação de clones endêmicos de SCNs com a mutação G2576T na instituição A desde 2008. De forma diferente, o uso mais restrito do fármaco na instituição B poderia explicar a ocorrência isolada de uma única cepa resistente desde 2005
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.01.2013
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    • ABNT

      ALMEIDA, Lara Mendes de; MAMIZUKA, Elsa Masae. Caracterização molecular dos mecanismos de resistência à linezolida em estafilococos coagulase-negativos e estudo da estabilidade do fenótipo resistente. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-07032013-102217/ >.
    • APA

      Almeida, L. M. de, & Mamizuka, E. M. (2013). Caracterização molecular dos mecanismos de resistência à linezolida em estafilococos coagulase-negativos e estudo da estabilidade do fenótipo resistente. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-07032013-102217/
    • NLM

      Almeida LM de, Mamizuka EM. Caracterização molecular dos mecanismos de resistência à linezolida em estafilococos coagulase-negativos e estudo da estabilidade do fenótipo resistente [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-07032013-102217/
    • Vancouver

      Almeida LM de, Mamizuka EM. Caracterização molecular dos mecanismos de resistência à linezolida em estafilococos coagulase-negativos e estudo da estabilidade do fenótipo resistente [Internet]. 2013 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9136/tde-07032013-102217/


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