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Desenvolvimento das pernas posteriores em larvas de Apis mellifera: expressão gênica diferencial e morfologia dos discos imaginais (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTOS, CAROLINA GONÇALVES - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBP
  • Subjects: ABELHAS; EXPRESSÃO GÊNICA; MORFOLOGIA ANIMAL
  • Language: Português
  • Abstract: A diferenciação das castas em Apis mellifera envolve vários mecanismos que, se compreendidos podem ajudar a elucidar questões da evolução de socialidade. A mudança da dieta no período larval, traduzida em alteração de níveis hormonais, serve de gatilho para alteração da expressão gênica que culmina com a produção de indivíduos com morfologia e fisiologia diferentes. Rainhas são a casta reprodutiva, enquanto as operárias são responsáveis pelo trabalho de manutenção da colónia. Além dos caracteres reprodutivos, outros órgãos são diferenciados entre essas castas. As operárias possuem modificações nas pernas traseiras utilizadas na coleta e transporte de pólen para a colónia que estão ausentes na rainha. As pernas-do adulto se desenvolvem a partir de discos imaginais, estruturas epidérmicas determinadas desde a fase embrionária. São estruturas que surgem inicialmente como espessamento da epiderme e que aumentam de tamanho durante o desenvolvimento. Vários genes já foram previamente identificados como diferencialmente expressos na formação das pernas de rainhas e operárias, contudo dada a complexidade dessa estrutura é possível que outros ainda desconhecidos estejam envolvidos nesse processo. Sendo assim, nesse trabalho foram-utilizados discos imaginais de larvas de rainhas e operárias durante vários estágios de desenvolvimento para análises histológicas e de expressão gênica. No inicio do desenvolvimento larval o epitélio do disco aparenta estratificação com as células cilíndricas com núcleos esféricos na região basal possuindo cromatina condensada, sendo que o no epitélio da bolsa peripodial do disco as células são achatadas. Durante a fase de alimentação larval há crescimento dessas estruturas, sem alteração da morfologia epitelial. Esse crescimento é proporcionado por divisão celular, evidenciada com a utilização de um marcador mitótico, anticorpo contrahistona-3 fosforilada. Ao final da fase larval,. durante a fase de tecelagem do casulo, tem inicio a diferenciação celular e distinção dos segmentos, que se tornam similares aos do adulto. Para as análises de expressão gênica foram utilizadas duas abordagens. Na primeira, RNA foi extraído do último par de discos imaginais de pernas de rainhas e operárias no inicio da fase de tecelagem do casulo, onde ocorre a diferenciação celular, para a construção de bibliotecas subtrativos através da metodologia Representational Difference Analysis (RDA). Os fragmentos das sequências expressas (EST) foram sequenciados e analisados por bioinformática. As sequências relacionadas a genes de interesse e com maior representação nas bibliotecas foram selecionados para análise por PCR em tempo real (RT-qPCR). Seis sequências foram identificadas como diferencialmente expressas (P < 0,05) em ambas as castas. Em rainhas os dois fragmentos correspondem a tenectin e imunoglobulina-like e fibronectina III, ambas proteinas de adesão celular. Nas operárias as quatro sequências mais expressas correspondem a lectina I tipo C, Group 3.1, Group 1.37, Group 3.8, sendo as três últimas inicialmente não preditas no genoma de A. mellifera. Além dessa abordagem não direcionada, também foi realizada análise do perfil de expressão dos genes do complexo achaete-scute, que codifica fatores transcricionais pertencentes à família bHLH (basic helix-loop-helix), envolvidos no comprometimento neuronal e padronização de cordas no adulto, constituindo um alvo de interesse para o estudo no desenvolvimento de pernas na abelha melífera. Em A. mellifera são encontrados dois integrantes desse complexo denominados Ame/ASH (GB17237) e AmetAse (GB18627). As análises dos perfis de expressão por RT-qPCR desses transcritos revelaram que os níveis de expressão do gene Ame/ASH em operárias reduzem ao longo do desenvolvimento, enquanto aumentamem rainhas. Ame/Ase apresenta diferença de expressão marcante apenas em operárias durante a fase de alimentação. Contudo também observa-se inversão desse perfil quando se inicia a fase pupal, fase onde ocorre a diferenciação das estruturas casta-especificas relacionadas a coleta de pólen
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.10.2012

  • How to cite
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    • ABNT

      SANTOS, Carolina Gonçalves; HARTFELDER, Klaus Hartmann. Desenvolvimento das pernas posteriores em larvas de Apis mellifera: expressão gênica diferencial e morfologia dos discos imaginais. 2012.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012.
    • APA

      Santos, C. G., & Hartfelder, K. H. (2012). Desenvolvimento das pernas posteriores em larvas de Apis mellifera: expressão gênica diferencial e morfologia dos discos imaginais. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Santos CG, Hartfelder KH. Desenvolvimento das pernas posteriores em larvas de Apis mellifera: expressão gênica diferencial e morfologia dos discos imaginais. 2012 ;
    • Vancouver

      Santos CG, Hartfelder KH. Desenvolvimento das pernas posteriores em larvas de Apis mellifera: expressão gênica diferencial e morfologia dos discos imaginais. 2012 ;


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