Avaliação do metabolismo de glicosaminoglicanos em pacientes portadores de cistite intersticial (2012)
- Authors:
- Autor USP: LUCON, MARCOS - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MCG
- DOI: 10.11606/T.5.2012.tde-06022013-164806
- Subjects: GLICOSAMINOGLICANAS; ÁCIDOS; INFLAMAÇÃO; BEXIGA
- Keywords: Ácido hialurônico; Cistite intersticial; Cystitis interstitial; Glicosaminoglicanas; Glycosaminoglycans; Hyaluronic acid
- Language: Português
- Abstract: Introdução: a cistite intersticial é doença crônica do trato urinário inferior cujos sintomas são: aumento da freqüência urinária, nictúria, dor pélvica ou perineal que piora com a repleção vesical e melhora com a micção. A etiopatogenia não é totalmente conhecida, mas há indícios de que os glicosaminoglicanos e proteoglicanos que revestem o urotélio vesical possam participar da sua gênese. A perda destes componentes protetores facilitaria o contato de íons e solutos presentes na urina com as porções mais profundas do urotélio desencadeando e perpetuando um processo inflamatório local. Para tentar entender seu metabolismo, investigamos o comportamento dos glicosaminoglicanos na urina e no tecido (biópsia do urotélio vesical) de pacientes portadoras de cistite intersticial e de incontinência urinária de esforço genuína. Casuística e métodos: o perfil e expressão gênica de glicosaminoglicanos no tecido, e o perfil dos glicosaminoglicanos da urina de 11 pacientes com cistite intersticial foram comparados aos de 11 pacientes com incontinência urinária de esforço. A análise estatística foi feita através de teste T e Anova, considerando significativos valores p<0,05. Resultados: verificamos que pacientes com cistite intersticial excretam menor concentração de glicosaminoglicanos na urina do que as portadoras de incontinência urinária de esforço (0,45 ± 0,11 x 0,62 ± 0,13 g/mg creatinina, p<0,05), porém sem redução do conteúdo de glicosaminoglicanos no urotélio. Na imunofluorescência o urotélio de pacientes com cistite intersticial mostrou maior marcação de TGF-beta, decorim (um proteoglicano de condroitim/dermatam sulfato), fibronectina e de ácido hialurônico. Foi identificada menor expressão gênica (PCR em tempo real) das sintases e uma hialuronidase do ácido hialurônico no urotélio das cistites intersticiais.Conclusão: a combinação desses resultados sugere que os glicosaminoglicanos podem estar relacionados ao processo contínuo de inflamação e remodelamento do urotélio disfuncional presente na cistite intersticial. O estudo da expressão gênica pode representar uma altenativa para o entendimento da doença
- Imprenta:
- Data da defesa: 12.12.2012
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
LUCON, Marcos. Avaliação do metabolismo de glicosaminoglicanos em pacientes portadores de cistite intersticial. 2012. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-06022013-164806/. Acesso em: 16 abr. 2026. -
APA
Lucon, M. (2012). Avaliação do metabolismo de glicosaminoglicanos em pacientes portadores de cistite intersticial (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-06022013-164806/ -
NLM
Lucon M. Avaliação do metabolismo de glicosaminoglicanos em pacientes portadores de cistite intersticial [Internet]. 2012 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-06022013-164806/ -
Vancouver
Lucon M. Avaliação do metabolismo de glicosaminoglicanos em pacientes portadores de cistite intersticial [Internet]. 2012 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-06022013-164806/
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