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Osasco 1968: a greve no feminino e no masculino (2012)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ROVAI, MARTA GOUVEIA DE OLIVEIRA - FFLCH
  • Unidades: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLH
  • Subjects: HISTÓRIA ORAL; GREVES; DITADURA; MEMÓRIA
  • Keywords: Gender; Gênero; Greve em Osasco; História oral testemunhal; Oral history testimony; Strike in Osasco
  • Language: Português
  • Abstract: Esta pesquisa teve como proposta escutar, construir de forma dialógica e analisar as narrativas orais de história de vida de trabalhadores, estudantes e donas de casa que tiveram sua trajetória marcada por uma greve realizada durante regime militar, em 1968, na cidade de Osasco. O acontecimento vivenciado por eles teria sido breve devido à repressão, mas seu significado teria ultrapassado o tempo físico e se prolongado no tempo da memória. Com a redemocratização, na década de 1980, depois do longo silenciamento produzido pelo regime autoritário, as memórias subterrâneas emergiram. Desde 1987, acompanhei a atuação dessa colônia, profundamente marcada por perdas e traumas, e também por projeções políticas e sociais que ainda se delineiam no horizonte futuro. Foi possível perceber nesse espaço identitário, alimentado constantemente pelo grupo, um esforço para romper com estereótipos negativos e lutar contra o esquecimento e certa memória forçada pelo regime autoritário. O consenso nos discursos masculinos mostrou a construção da memória de expressão oral coletiva, de operários e operários-estudantes que se envolveram na greve e em outros movimentos posteriores de combate à repressão. Os relatos revelaram também constantes negociações, licenças, silenciamentos e limites entre eles. O silenciamento percebido nas narrativas não foi aquele apenas relativo ao patrocinado pelo regime autoritário, mas também com relação à quase invisibilidade das mulheres na memória oral dos homens.Nesse sentido, procurei perceber como as relações de gênero se manifestaram na constituição da memória coletiva sobre a greve em Osasco no ano de 1968. Utilizando os pressupostos da história oral testemunhal, busquei atentar para as formas de lembrança, os diferentes significados e os traumas vivenciados por elas e eles em sua condição de gênero, em decorrência da experiência do movimento operário e da repressão da ditadura militar. Em especial, por meio das narrativas, quis dar visibilidade a uma história das mulheres marcada pelo jogo de gênero, no processo de resistência à ditadura ao lado dos homens
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.10.2012
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    How to cite
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    • ABNT

      ROVAI, Marta Gouveia de Oliveira; MEIHY, Jose Carlos Sebe Bom. Osasco 1968: a greve no feminino e no masculino. 2012.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10012013-175034/ >.
    • APA

      Rovai, M. G. de O., & Meihy, J. C. S. B. (2012). Osasco 1968: a greve no feminino e no masculino. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10012013-175034/
    • NLM

      Rovai MG de O, Meihy JCSB. Osasco 1968: a greve no feminino e no masculino [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10012013-175034/
    • Vancouver

      Rovai MG de O, Meihy JCSB. Osasco 1968: a greve no feminino e no masculino [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-10012013-175034/

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