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Quem não pega, não se apega: o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vinculos afetivos (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: MOURA, GABRIELLA GARCIA - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subjects: PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO; BEBÊS; CRIANÇAS ABRIGADAS; COMPORTAMENTO DE APEGO
  • Keywords: acolhimento institucional; recursos comunicativos; vínculos; babies; bonds; communication resources; institutional care
  • Language: Português
  • Abstract: As práticas de assistência às crianças e aos adolescentes alijados do convívio familiar de origem, resultantes de diferentes processos históricos e sociais, culminaram nos atuais programas sociais de proteção integral, dentre eles, os serviços de acolhimento institucional (abrigos). Partindo de perspectiva que entende o desenvolvimento humano como se dando nas inerentes relações estabelecidas com o outro e ambiente, aquelas sendo mediadas pela linguagem e engendradas num determinado contexto histórico-cultural, questionamos: como o bebê se relaciona com e nesse ambiente? Há especificidades no acolhimento e na construção de relações dessa faixa etária? Assim, a presente pesquisa propôs-se investigar como se dão as relações entre bebês, adultos e outras crianças. A meta é apreender a existência (ou não) do (re)conhecimento de pessoas e parceiros preferenciais; e, se ocorrem interações que envolvam trocas afetivas, com indícios de vínculos afetivos. O estudo foi realizado em cidade de médio porte do interior de São Paulo. Foram realizadas videogravações, por três meses, tendo como foco dois bebês, cujos nomes (fictícios) são Lucas (3 meses) e Luis/Guilherme (10 meses). Para apreensão das relações, foram utilizados dois métodos: uma observação sistemática, de caráter quantitativo, buscando avaliar, por meio do uso de recursos comunicativos e emocionais específicos, a ocorrência de "orientação da atenção", "busca/manutenção de proximidade" e "trocas sociais" com os diferentes interlocutores deste contexto; e, utilizando método de cunho qualitativo, também foram realizadas seleções e descrições de oito episódios interativos envolvendo trocas afetivas. A Rede de Significações, enquanto perspectiva teóricometodólogico, amparou o olhar para a complexidade e apreensão dos entrelaçados e múltiplos sentidos que se apresentam nas situações. A análise dasrelações bebê-adulto e bebê-bebê evidenciaram trocas afetivas, com carícias, brincadeiras, vocalizações e um padrão diferencial de interação. Os indícios de preferência (seletividade) e de compartilhamento sugeriram a manifestação de vínculos afetivos nesse contexto. Por outro lado, os dados também mostraram que são diversos os modos de relações estabelecidos no contexto de acolhimento institucional, dependendo tanto do perfil dos funcionários quanto das características de cada criança. Ainda que os bebês tenham demonstrado preferências e busca de proximidade, predominantemente, com funcionários, na maioria das vezes, esses não eram muito responsivos. Além dos funcionários, os próprios bebês/crianças foram outros importantes parceiros de interação e de trocas sociais, sendo, inclusive, mais responsivos aos comportamentos direcionados a eles. No entanto, no geral, devido à organização do ambiente e às conceções/normas, tais relações eram dificultadas, fragmentadas ou com ausência de objetos que mediassem suas atividades. Concluindo, os dados revelaram a ocorrência das relações envolvendo trocas afetivas, com indícios de vínculo, apesar dessas interações não serem frequentes. Novos estudos devem aprofundar a questão, de modo a se considerar intervenções junto a essas instituições, que potencializem a qualidade das interações e a construção de vínculos, mesmo que a criança ali permaneça de forma temporária
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.10.2012
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      MOURA, Gabriella Garcia; AMORIM, Kátia de Souza. Quem não pega, não se apega: o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vinculos afetivos. 2012.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10102013-152307/ >.
    • APA

      Moura, G. G., & Amorim, K. de S. (2012). Quem não pega, não se apega: o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vinculos afetivos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10102013-152307/
    • NLM

      Moura GG, Amorim K de S. Quem não pega, não se apega: o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vinculos afetivos [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10102013-152307/
    • Vancouver

      Moura GG, Amorim K de S. Quem não pega, não se apega: o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vinculos afetivos [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10102013-152307/

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