Exportar registro bibliográfico

O tratamento da nefropatia avançada com losartan-hidroclorotiazida no modelo de ablação renal de 5/6 (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: ARIAS, SIMONE DA COSTA ALARCON - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • Subjects: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA; NEFROPATIAS; ABLAÇÃO ANIMAL
  • Keywords: Losartan; Hidroclorotiazida; Ablação reanl 5/6
  • Language: Português
  • Abstract: A doença renal crônica (DRC) é hoje um sério problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Apesar de um número crescente de publicações abordando os mecanismos que levam à DRC e à sua progressão, são raros os estudos experimentais cujos resultados podem ser transpostos para a prática clínica. Um dos motivos para essa desproporção é o fato de que, em geral, o tratamento é iniciado em concomitância com a instalação da doença, o que aumenta artificialmente a eficácia da terapêutica, uma vez que os fatores patogênicos envolvidos podem ser mais facilmente neutralizados. Resultados bem menos animadores são obtidos se o tratamento é iniciado em fases mais tardias, quando a interação entre esses fatores, muito mais complexa, exige terapêutica mais vigorosa e a associação de dois ou mais fármacos. No presente estudo, examinamos a evolução das lesões renais em um modelo estabelecido de DRC – a nefrectomia de 5/6 (Nx) - e o efeito de uma associação entre um bloqueador do receptor AT-1, o losartan (L), e a hidroclorotiazida (H) – até agora, a mais eficaz manobra terapêutica para o modelo em questão. Cento e noventa e seis ratos Munich-Wistar machos e adultos foram submetidos a Nx e divididos em quatro grupos: Nx, sem tratamento; L, recebendo monoterapia com L; LH, recebendo a associação L + H; e AHHz, tratados com uma associação entre um bloqueador de canais de cálcio, a anlodipina, um relaxante da musculatura lisa, a hidralazina, e H. Este último grupo serviu para baixar a pressão arterial (PA) independentemente do sistema renina-angiotensina e assim funcionar como controle para esse parâmetro. Um grupo de ratos submetidos a nefrectomia simulada (Sham) foi também estudado. Dois protocolos de estudo foram seguidos. No primeiro (Protocolo 1), os tratamentos foram iniciados 60 dias após Nx, visando simular uma fase relativamente precoce da DRC, com comprometimento funcional e dano estrutural ainda limitado.No segundo (Protocolo 2), os mesmos tratamentos foram iniciados 120 dias após Nx, procurando mimetizar uma DRC humana em estágio mais avançado. Conforme esperado, a DRC progrediu para estágios mais avançados em ambos os protocolos. No entanto, a gravidade da DRC e a mortalidade no Protocolo 2 foram muito maiores do que no Protocolo 1. Apesar dessas diferenças, a eficácia dos tratamentos foi comparável nos dois protocolos. O tratamento com L promoveu proteção apenas parcial contra os danos observados no Grupo Nx. A associação com H propiciou proteção muito mais eficiente, logrando, em ambos os protocolos, trazer a PA, a albuminúria, a taxa de proliferação celular tubular/intersticial e os níveis plasmáticos de aldosterona a níveis inferiores aos observados antes dos tratamentos. Apesar de não reverter a progressão da glomeruloesclerose e da expansão/inflamação intersticial, a associação LH deteve completamente, em ambos os protocolos, a progressão dessas lesões. Por outro lado, a associação AHHz, embora também tenha normalizado a PA, não impediu a progressão da nefropatia nem a da albuminúria, indicando que o efeito protetor da associação LH não se deveu a uma ação hemodinâmica sistêmica. Conclusões: 1) os presentes resultados não apoiam o conceito segundo o qual os tiazídicos deixam de funcionar em fases muito avançadas da DRC, em que a maior parte da função renal já foi perdida; 2) a associação LH é eficiente mesmo em fases avançadas da nefropatia no modelo Nx, detendo sua progressão e mantendo as lesões no nível pré-tratamento, sem, no entanto, fazê-las regredir; 3) essa renoproteção não pode ser explicada somente pelo efeito anti-hipertensivo observado, embora não se possa descartar uma ação sobre a pressão intraglomerular; 4) os mecanismos do efeito renoprotetor da associação LH ainda não estão claros, embora seja provável que envolvam umacombinação de efeitos hemodinâmicos e antiinflamatórios, além de uma notável redução da produção de aldosterona
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.08.2012
  • Acesso à fonte
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      ARIAS, Simone da Costa Alarcon; FUJIHARA, Clarice Kazue. O tratamento da nefropatia avançada com losartan-hidroclorotiazida no modelo de ablação renal de 5/6. 2012.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-27112012-141324/pt-br.php >.
    • APA

      Arias, S. da C. A., & Fujihara, C. K. (2012). O tratamento da nefropatia avançada com losartan-hidroclorotiazida no modelo de ablação renal de 5/6. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-27112012-141324/pt-br.php
    • NLM

      Arias S da CA, Fujihara CK. O tratamento da nefropatia avançada com losartan-hidroclorotiazida no modelo de ablação renal de 5/6 [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-27112012-141324/pt-br.php
    • Vancouver

      Arias S da CA, Fujihara CK. O tratamento da nefropatia avançada com losartan-hidroclorotiazida no modelo de ablação renal de 5/6 [Internet]. 2012 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-27112012-141324/pt-br.php

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2021