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Amígdala medial de ratos ao longo do cliclo estral: espinhos dendríticos, ultraestrutura sináptica, expressão gênica e lateralidade (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: BRUSCO, JANAÍNA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: CÉREBRO (MORFOLOGIA); AMÍGDALA DO CEREBELO; LATERALIDADE; HORMÔNIOS SEXUAIS; EXPRESSÃO GÊNICA; NEUROCIÊNCIAS
  • Language: Português
  • Abstract: A região póstero-dorsal ,da amígdala medial (MePD) está envolvida com o comportamento sexual e possui receptores para estrógenos e andrógenos. A densidade de espinhos dendríticos nos neurónios da MePD é diferente entre ratos machos e fêmeas e ao longo do ciclo estral. Espinhos dendríticos são estruturas pós-sinápticas plásticas e especializadas, cujo estudo é muito importante para o entendimento da plasticidade de uma região. Dados eletrofisiológicos mostraram que a MePD é diferente entre os hemisférios cerebrais em machos e fêmeas. O objetivo desta tese foi avaliar o dimorfismo sexual e as alterações cansadas pelo ciclo estral na morfologia e expressão gênica da MePD em ratos. Foram estudadas a ultraestrutura tridimensional (3D) de ramos dendríticos, espinhos dendríticos e contatos sinápticos; os aspectos moleculares de terminais inibitórios sobre ramos e espinhos dendríticos; e a expressão gênica de NR1, NR2B, Narp, GAD65 e GAD67 na MePD dos hemisférios direito (HD) e esquerdo (HE) de ratos e ratas ao longo do ciclo estral. Os dados morfológicos foram obtidas com microscopia confocal, microscopia eletrônica de transmissão (MET) de rotina, reconstruções 3D de cortes seriados ultrafinos para MET e imunoeletromicroscopia para GABA. Os dados para a expressão de mRNA e proteínas foram obtidas mediante qRT-PCR e Western blotting. A densidade de espinhos dendríticos na MePD do HE de machos é (média ± DP) 1,15 ± 0,67 espinhos/‘mü’m dendrítico. Esses espinhos foram classificados como finos (53%), com formato de cogumelo (22,5%), achatados e espessos (21,5%), ramificados e filopódios (3%). Espinhos recebendo mais de um contato sinóptico e espinhos com uma espínula foram reconstruídos em 3D a partir de cortes serrados ultrafinos para MET. Neste trabalho descrevemos também sinapses elétricas, protrusões axonais e botões fazendo sinapse en passant nos axônios da MePD. A maior partedos contatos sinápticos da MePD foram encontrados em ramos dendríticos (76%), sendo a maioria desses excitatórios (72%). Aproximadamente 8% das sinapses sobre espinhos dendríticos foram simétricos e GABAérgicas. A MePD do HD de ratas em proestro apresentou uma proporção menor de sinapses excitatórias e maior de sinapses inibitórias do que o HE do mesmo grupo e do que o HD de fêmeas em diestro e estro. O número total de vesículas sinápticas, de vesículas revestidas com clatrina e de vesículas ancoradas/‘‘mü’m POT 2’ do terminal pré-sináptico foi maior na MePD do HD dó que no HE de fêmeas em diestro, proestro e estro. Vesículas pequenas de centro elétron-denso (VPCD) foram mais frequentes na MePD do HE do que no HD de fêmeas em diestro, proestro e estro. O HD de machos mostrou mais terminais contendo VPCD do que o HD de fêmeas em diestro e estro; e o HE de machos menos terminais com VPCD do que o HE de fêmeas em proestro e estro. A análise dos dados de qRT-PCR mostrou que transcritos para NR1 são mais Expressos em fêmeas em estro do quem em machos ou fêmeas em proestro, mas não foi encontrada diferença na expressão de NR2B. A expressão do mRNA para Narp foi maior em fêmeas em estro do que em fêmeas em diestro. Machos apresentaram maior quantidade de mRNA para GAD65 do que fêmeas, e fêmeas em estro maior expressão de GAD65 do que fêmeas em diestro e proestro. A expressão do mRNA para GAD67 foi maior em machos do que em fêmeas em diestro ou proestro, e fêmeas em estro tiveram níveis maiores do que machos e fêmeas em outras fases do ciclo estral. No estudo da expressão proteica não foram encontradas as mesmas diferenças vistas para a expressão do mRNA. Fêmeas em estro demonstraram maior expressão proteica de GAD65 do que fêmeas em diestro na MePD do HE. A caracterização morfológica dos espinhos dendriticos da MePD sugere alta plasticidade na região, já que 56% dessessão finos, ramificados ou filopódios. Existem relatos de sinapses inibitórias sobre espinhos dendriticos e de espinhos multisinápticos em outras regiões cerebrais, mas esta é a primeira vez que este tipo de contato é relatado na MePD do rato adulto. A MePD do HD de fêmeas, em todas as fases do ciclo estral estudadas, teriam maior atividade sináptica do que a MePD do HE desses mesmos animais e do que machos, sendo que monoaminas estariam presentes em mais terminais do HE em fêmeas. Esses dados pressupõem compartimentalização de vias e função entre as MePDs de ambos os hemisférios cerebrais de fêmeas. Além disso, dados aqui apresentados indicam que a expressão gênica de elementos sinápticos excitatórios e inibitórios da MePD é alterada pela flutuação dos hormônios gonadais e é diferente entre os hemisférios cerebrais. Este trabalho mostra dados morfológicos e moleculares inéditos para a MePD sobre a influência dos hormônios gonadais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.06.2012

  • How to cite
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    • ABNT

      BRUSCO, Janaina; MOREIRA, Jorge Eduardo; RASIA-FILHO, Alberto A.; KACHAR, Bechara. Amígdala medial de ratos ao longo do cliclo estral: espinhos dendríticos, ultraestrutura sináptica, expressão gênica e lateralidade. 2012.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012.
    • APA

      Brusco, J., Moreira, J. E., Rasia-Filho, A. A., & Kachar, B. (2012). Amígdala medial de ratos ao longo do cliclo estral: espinhos dendríticos, ultraestrutura sináptica, expressão gênica e lateralidade. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Brusco J, Moreira JE, Rasia-Filho AA, Kachar B. Amígdala medial de ratos ao longo do cliclo estral: espinhos dendríticos, ultraestrutura sináptica, expressão gênica e lateralidade. 2012 ;
    • Vancouver

      Brusco J, Moreira JE, Rasia-Filho AA, Kachar B. Amígdala medial de ratos ao longo do cliclo estral: espinhos dendríticos, ultraestrutura sináptica, expressão gênica e lateralidade. 2012 ;

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