Exportar registro bibliográfico

Determinantes da anemia em mães e filhos no Brasil (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: ARAÚJO, CLAUDIA REGINA MARCHIORI ANTUNES - EE
  • Unidade: EE
  • Sigla do Departamento: ENS
  • Subjects: ANEMIA; ANEMIA FERROPRIVA; MÃES; SAÚDE DA MULHER; SAÚDE DA CRIANÇA; SAÚDE PÚBLICA
  • Keywords: Child health; Enfermagem primária; Epidemiologic factors; Fatores epidemiológicos; Iron deficiency anemia; Mothers; Primary nursing; Public Health; Women's health
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Anemia por carência alimentar de ferro é a deficiência nutricional mais frequente e preocupante do ponto de vista da saúde coletiva. Afeta principalmente crianças, gestantes e mulheres em idade fértil. Apesar das medidas de intervenção para prevenção e controle da anemia no Brasil, estudos mostram que as prevalências ainda continuam elevadas. Objetivo: Investigar a situação da anemia e seus determinantes em mães e filhos no Brasil, considerando o contexto familiar. Método: Pesquisa transversal de abordagem quantitativa, que utilizou o banco de dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Mulher e da Criança (PNDS) 2006. Foram utilizados dois questionários com informações básicas sobre o domicílio e seus moradores e informações detalhadas sobre o público-alvo, mulheres de 15 a 49 anos e seus filhos menores de 5 anos. Aproximadamente 40% dos domicílios foram selecionados para coleta de sangue das mulheres, porém todas as crianças nascidas a partir de janeiro de 2001 tiveram o sangue colhido, desde que filhos biológicos da entrevistada. Análise de hemoglobina foi realizada em 5.915 mulheres e 4.558 crianças. Este estudo analisou 1.476 pares, considerando a mãe e apenas uma criança. O programa Statistical Package for Social Science (SPSS versão 18.0) foi utilizado para análise dos dados, que analisou anemia em mães e/ou filhos, mães e filhos isoladamente e constou das etapas univariada e múltipla. Resultados: A ocorrência de anemia foi de 36,8% em mães e/oufilhos, 23,4% nas mães e 17,0% nos filhos. Mães apresentaram chance 1,49 vezes maior de ter anemia do que os filhos, e não se verificou associação entre anemia nas mães e nos filhos (p=0,478). Na análise múltipla, mães e/ou filhos que residiam nas regiões Nordeste e Centro-Oeste apresentaram chance 2,24 e 1,70 vezes maior, respectivamente, em relação às da região Sul; a chance também foi estatisticamente maior (1,78 vezes) para o par com insegurança alimentar (sentiu fome) e em que a mãe realizou consulta de puerpério (1,39 vezes); primiparidade mostrou-se como fator de proteção. Anemia nas mãs também se associou com macrorregião de residência, com chance 2,39 vezes maior para as da região Nordeste em relação às da região Sul; mães com insegurança alimentar, que realizaram consulta de puerpério e tiveram pelo menos uma doença também apresentaram chance 50% maior para anemia. Nas crianças, anemia associou-se com insegurança e consumo alimentar, sendo que aquelas que ingeriram multimistura e leite fresco com água nas últimas 24 horas apresentaram chance 2,49 e 1,69 vezes maior para anemia, respectivamente, assim como crianças que não ingeriram lanche da tarde no dia anterior e que ingeriram arroz menos de 4 vezes na semana (chance 1,57 e 2,38 vezes maior, respectivamente); primiparidade materna revelou-se como fator de proteção. Conclusões: A ocorrência de anemia em mães e/ou filhos é maior nas macrorregiões menos desenvolvidas e em famílias com insegurança alimentar, o queevidencia a determinação social dessa carência nutricional. É mais frequente nas mães e não se associa à ocorrência de anemia nos filhos. Nas mães, anemia associa-se com variáveis socioeconômicas, demográficas e insegurança alimentar. Nas crianças, anemia se associa apenas com insegurança e consumo alimentar. Os resultados indicam que embora mães e filhos estejam expostos aos mesmos determinantes sociais e ambientais que aumentam a suscetibilidade para anemia, as restrições alimentares ocasionadas por condições socioeconômicas e demográficas desfavoráveis têm maior impacto nas mães, em virtude da maior necessidade orgânica de ferro da mulher em idade fértil e provável proteção e cuidado das mães para com os filhos. Indica também que independente da condição socioeconômica, a alimentação inadequada da criança torna-a mais susceptível à anemia. Tais resultados podem estar atrelados também a um efeito positivo do Programa Nacional de Suplementação de Ferro, embora apenas um quarto das crianças de 6 a 24 meses tivesse recebido ferro nos últimos seis meses, o que indica a necessidade de melhorias na operacionalização do programa
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.06.2012
  • Acesso à fonte
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      ARAÚJO, Claudia Regina Marchiori Antunes. Determinantes da anemia em mães e filhos no Brasil. 2012. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-27082012-144304/. Acesso em: 26 fev. 2026.
    • APA

      Araújo, C. R. M. A. (2012). Determinantes da anemia em mães e filhos no Brasil (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-27082012-144304/
    • NLM

      Araújo CRMA. Determinantes da anemia em mães e filhos no Brasil [Internet]. 2012 ;[citado 2026 fev. 26 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-27082012-144304/
    • Vancouver

      Araújo CRMA. Determinantes da anemia em mães e filhos no Brasil [Internet]. 2012 ;[citado 2026 fev. 26 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-27082012-144304/

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

    Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2026