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Verbos auxiliares e a sintaxe dos domínios não-finitos (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: LUNGUINHO, MARCUS VINICIUS DA SILVA - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLL
  • Subjects: VERBO; SINTAXE
  • Keywords: domínios não-finitos; future; futuro; Minimalist Program; non-finite domains; passivas; passives; perfective; perfeito; Programa Minimalista; progressive; progressivo; sintaxe dos verbos auxiliares; syntax of auxiliary verbs
  • Language: Português
  • Abstract: Esta tese oferece uma análise para os verbos auxiliares em geral e para os auxiliares do português em particular. A nossa proposta é a de caracterizar universalmente os verbos auxiliares como uma classe de elementos verbais que apresentam as seguintes propriedades: pertencem à categoria verbal, apresentam um traço verbal não-valorado [uV], não atribuem papel temático e compõem, juntamente com o verbo principal, um mesmo domínio oracional. A presença do traço [uV] na estrutura dos verbos auxiliares tem como consequência o fato de esses verbos selecionarem uma projeção verbal como complemento. Dentro dessa projeção estará o alvo que vai valorar esse traço não-interpretável por meio da operação Agree (Chomsky 2000, 2001). A postulação dessas quatro propriedades nos permitiu a derivação de critérios de auxiliaridade, uma reinterpretação dos critérios comumente propostos na literatura. Com esse trabalho, chegamos a uma lista de oito critérios necessários e suficientes para a definição de um verbo como auxiliar no português. Da aplicação desses critérios resultou a composição dos membros da classe dos verbos auxiliares do português: ser, ter, estar e ir. Para a análise das passivas, foi adotado o sistema de derivação por smuggling, sugerido por Collins (2005) e o auxiliar ser foi analisado como um verbo funcional que valora o traço [perfectivo] do particípio passivo. Apontamos para a existência de um outro tipo de passiva, as passivas não-canônicas, que apresentam como traçocaracterístico a presença do verbo auxiliar ter. Argumentamos que esse verbo é um produto computacional que resulta da combinação dos traços do auxiliar ser com os traços do núcleo funcional v*. Na análise dos auxiliares ter perfectivo e estar progressivo, adotamos uma postura decomposicional, tal como proposta por Kayne (1993), que deriva esses verbos a partir da incorporação de elementos preposicionais aos traços de um verbo auxiliar abstrato. Com isso, temos três verbos auxiliares que resultam da computação sintática: o auxiliar passivo ter, que é a realização dos traços [vSER v*], o auxiliar perfectivo ter, que realiza os traços [vAUX PDEPOIS] e o verbo auxiliar progressivo estar, cujo conjunto de traços inclui [vAUX PDENTRO]. Por fim o auxiliar ir é tratado como um núcleo modal que, em combinação com os traços do núcleo T, gera a interpretação de futuro
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.12.2011
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      LUNGUINHO, Marcus Vinicius da Silva; NEGRAO, Esmeralda Vailati. Verbos auxiliares e a sintaxe dos domínios não-finitos. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062012-134154/ >.
    • APA

      Lunguinho, M. V. da S., & Negrao, E. V. (2011). Verbos auxiliares e a sintaxe dos domínios não-finitos. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062012-134154/
    • NLM

      Lunguinho MV da S, Negrao EV. Verbos auxiliares e a sintaxe dos domínios não-finitos [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062012-134154/
    • Vancouver

      Lunguinho MV da S, Negrao EV. Verbos auxiliares e a sintaxe dos domínios não-finitos [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-19062012-134154/

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