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Dialética e formalismo conceitual: sobre as contradições internas à Teoria do romance (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SILVA FILHO, ANTONIO VIEIRA DA - FFLCH
  • Unidades: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLF
  • Subjects: ROMANCE (TEORIA); ESTÉTICA; TEORIA LITERÁRIA
  • Keywords: epic; épica; Hegel; jovem Lukács; Teoria do romance; Theory of the novel; young Lukacs
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho tem como ponto de orientação a relação da Teoria do romance de Lukács com a filosofia da arte de Hegel. O confronto com Hegel se coloca como tentativa de aclarar conceitualmente as relações da obra do jovem Lukács com as suas categorias estético-filosóficas, na medida em que essas últimas apontam para o problema da arte na experiência moderna. A relação entre as duas reflexões estéticas se apresenta entrecortada pelos diálogos do autor húngaro com o círculo weberiano historicista, que evidenciam certa divergência da Teoria do Romance com os Cursos de Estética de Hegel. O trabalho busca mostrar um conflito interno à Teoria do romance entre a perspectiva histórico-dialética, que demarca a retomada por Lukács da unidade hegeliana entre forma artística e conteúdo histórico, e o uso metodológico, de inspiração antidialética, do método típico-ideal, que se constitui a partir do corte epistêmico entre os planos dos conceitos e o da realidade. Esse conflito tem como ponto de partida a divergência de Lukács acerca da valoração positiva por Hegel da experiência moderna, valoração que se articula ao diagnóstico hegeliano do fim da arte como forma de exposição da verdade moderna e sua substituição pela verdade mediada da filosofia, capaz de apresentar a liberdade moderna como experiência de totalidade figurada no Estado. Lukács, com Hegel, aponta o princípio da subjetividade como fundamento constitutivo da modernidade e do romance. O romance, contudo, em oposição a Hegel,é entendido como a exposição verdadeira da nova relação do homem com a liberdade. Isto se dá porque, segundo Lukács, o princípio constitutivo da subjetividade romanesca coincide com a experiência fragmentada do mundo moderno. A liberdade subjetiva demarca, como para Hegel, uma experiência do homem que rompe com as experiências pré-modernas. Ela permanece todavia, para Lukács, caracterizada pela fragmentação, pelo isolamento do homem em relação às estruturas sociais. A totalidade do romance, assim, é entendida, por ele como a expressão do caráter formal da busca de superação da fragmentação pelo sujeito isolado da modernidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 02.09.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      SILVA FILHO, Antonio Vieira da; ARANTES, Paulo Eduardo. Dialética e formalismo conceitual: sobre as contradições internas à Teoria do romance. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-31052012-121952/ >.
    • APA

      Silva Filho, A. V. da, & Arantes, P. E. (2011). Dialética e formalismo conceitual: sobre as contradições internas à Teoria do romance. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-31052012-121952/
    • NLM

      Silva Filho AV da, Arantes PE. Dialética e formalismo conceitual: sobre as contradições internas à Teoria do romance [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-31052012-121952/
    • Vancouver

      Silva Filho AV da, Arantes PE. Dialética e formalismo conceitual: sobre as contradições internas à Teoria do romance [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-31052012-121952/

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