Análise da validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada, em duas amostras clínicas (2012)
- Authors:
- Autor USP: POVEDA, CLAUDIA LIGIA ESPERANZA CHARRY - FFCLRP
- Unidade: FFCLRP
- Sigla do Departamento: 594
- Subjects: DOR; TESTES PSICOLÓGICOS; CRIANÇAS; VALIDADE DO TESTE; INTERPRETAÇÃO DO TESTE
- Keywords: Children; Faces Pain Scale Revised Brazilian Portuguese Language Version; Interpretability; Interpretação; Mensuração de dor; Pain assessment; Validade; Validity; Versão Brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada
- Language: Português
- Abstract: A Escala Facial de Dor - Revisada (EFD-R) é uma das escalas mais recomendadas na medição da intensidade da dor aguda em crianças. O objetivo deste trabalho foi avaliar a validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada (EFD-R-B), em duas amostras clínicas: uma de dor procedural e outra de dor pós-cirúrgica. No grupo de dor procedural, participaram 77 crianças com idades entre 6 e 12 anos, de ambos os sexos, que seriam submetidas à coleta de sangue. As crianças estimaram a intensidade da sua dor, antes e após a punção venosa, na EFD-R-B. Na estimação após a punção venosa, a Escala Colorida; Analógica (ECA) foi aplicada junto com a EFD-R-B e, além disso, as crianças indicaram as faces que expressavam uma dor leve, moderada e severo, a escala que preferiam e o porquê. No grupo de dor pós-cirúrgica, participaram 53 crianças com idades entre 6 e 12 anos, de ambos os sexos, que tinham sido submetidas a cirurgias menores. Nesta amostra, as crianças estimaram, na EFD-R-B e na ECA, a intensidade da dor que estavam sentindo no momento da entrevista. Também indicaram as faces que expressavam uma dor leve, moderada e severo, o umbral de tratamento da dor, a escala que preferiam e o porquê. Na comparação entre as pontuações obtidas na EFD-R-B e na ECA (validade convergente), nas duas amostras, os valores dos coeficientes Kendall's tau foram altos e significativos: τ=0,75 para o grupo de dor procedural e τ=0,79 para o grupo de dor pós-cirúrgica (p<0,05). No grupo de dor procedural, a EFD-R-B refletiu as mudanças na intensidade da dor experimentada pelas crianças antes a após a punção venosa (validade concorrente): Teste de Wilcoxon z=-6,24; p< 0,05. Considerando uma escala de O a 10 para a EFD-R-B, a mediana e a amplitude interquartil (AIQ) para as faces indicadas como expressivas de intensidade leve, moderada e severo, foram 2 (2-2), 4 (4-6)respectiva mente, no grupo de dor procedural, e 2 (2-2), 6 (4-8) e 10 ( 10-10) respectivarnente, no grupo de dor pós-cirúrgica. Para o umbral de tratamento da dor a mediana e a AIQ foram 6 (4-10). No grupo de dor procedural, a EFD-R-B foi a escala preferida por 57,1% das crianças e, no grupo de dor pós-cirúrgica, por 64,8%. Estas proporções somente foram significativas no grupo de dor pós-cirúrgica (‘X POT. 2’=5,453 p˂0,05). Nossos resultados mostram que a EFD-R-B possui propriedades similares à escala original. A determinação dos valores das diferentes intensidades de dor e do umbral de tratamento da dor, para cada participante, representa uma evidência importante sobre a interpretação da EFD-R. Neste estudo, a EFD-R-B foi a escala preferida pela maioria das crianças
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2012
- Data da defesa: 27.02.2012
-
ABNT
POVEDA, Claudia Ligia Esperanza Charry. Análise da validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada, em duas amostras clínicas. 2012. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03052012-111521/. Acesso em: 20 fev. 2026. -
APA
Poveda, C. L. E. C. (2012). Análise da validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada, em duas amostras clínicas (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03052012-111521/ -
NLM
Poveda CLEC. Análise da validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada, em duas amostras clínicas [Internet]. 2012 ;[citado 2026 fev. 20 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03052012-111521/ -
Vancouver
Poveda CLEC. Análise da validade, interpretação e preferência da versão brasileira da Escala Facial de Dor - Revisada, em duas amostras clínicas [Internet]. 2012 ;[citado 2026 fev. 20 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-03052012-111521/
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