Estudo da progressão da diabetes e da neuropatia periférica: classificação da severidade e caracterização cinética da locomoção (2012)
- Authors:
- Autor USP: PICON, ANDREJA PALEY - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MPT
- DOI: 10.11606/T.5.2012.tde-11052012-112623
- Subjects: DIABETES MELLITUS; NEUROPATIAS DIABÉTICAS; CINÉTICA; MARCHA; ATIVIDADES COTIDIANAS; SISTEMAS ESPECIALISTAS
- Keywords: Cinética; Daily activities; Diabetic polyneuropathy; Expert system; Fuzzy; Fuzzy sets; Gait; Kinematics; Kinetics; Marcha; Neuropatia; Sistemas especialistas
- Language: Português
- Abstract: Esta tese assumiu a premissa de que a neuropatia periférica é um sinal de piora da diabetes, além de levantar a questão de que estudos prévios sobre a biomecânica da marcha de diabéticos não têm distinguido os graus de progressão da diabetes nos grupos estudados. Neste contexto, não é possível identificar as diferenças nos padrões de geração da marcha entre estágios precoces e avançados da diabetes. Esta identificação poderia facilitar a intervenção terapêutica precoce nestes pacientes, o que poderá impedir a formação de úlceras e amputações recorrentes subseqüentes. Assim, apresentamos ao longo desta tese, três estudos para investigar a natureza das supostas alterações na marcha (estudo 1) e no descer escadas (estudo 2) de diabéticos, assim como para propor uma forma de classificar a progressão da diabetes levando em consideração as incertezas de fronteiras entre os subgrupos de neuropatas, por meio de um sistema especialista fuzzy (estudo 3). Os estudos 1 e 2 foram feitos com os mesmos três grupos: indivíduos diabéticos (GD) e diabéticos neuropatas (GDN) diagnosticados clinicamente e indivíduos saudáveis (GC). Para a avaliação cinemática e cinética do membro inferior foram utilizadas câmeras infravermelhas e uma plataforma de força durante o andar no plano e descendo uma escada. O cálculo dos momentos articulares de membro inferior foi feito por meio do método da dinâmica inversa. Os principais resultados do estudo 1 mostraram que independente da presença da neuropatia, os pacientes diabéticos exibiram uma maior flexão das três principais articulações do membro inferior e um importante uso da articulação do quadril como uma estratégia cinética de progressão do corpo à frente, em substituição ao tornozelo, que mostrou ser a articulação mais prejudicada. Os principais resultados do estudo 2 indicaram as mesmas mudanças significativas no padrão cinemático do tornozelo durante a fase depropulsão, mesmo na ausência da neuropatia. No entanto, não houve diferença nos padrões cinéticos entre os estágios iniciais e avançados da doença, mas mostraram a mesma tendência observada no estudo 1 de alteração do padrão cinético de quadril para se adaptar às perdas distais nos neuropatas. No estudo 3, desenvolvemos um modelo para classificação da severidade da neuropatia diabética. O modelo fuzzy apresentou um nível de concordância adequado com a classificação feita por especialistas, e também mostrou uma alta precisão na avaliação de pacientes reais que foram submetidos à avaliação do modelo. O modelo foi capaz de simplificar e separar os pacientes em quatro diferentes graus de severidade, o que pode melhorar a eficácia de medidas preventivas, bem como para oferecer uma melhor ajuda para os profissionais de saúde no tratamento destas doenças e suas complicações. Como conclusão geral temos que os grupos diabéticos estudados exibiram comportamentos biomecânicos durante o andar no plano e descendo degraus que são muitas vezes parecidos entre si (GD e GDN), poucas vezes diferentes entre si, mas na maioria das vezes bem distintos do grupo não diabético (GC), indicando que a questão da progressão não se esclareceu completamente ao separamos de maneira crisp os grupos em diabético e diabético neuropata. As perdas sensitivo-motoras-autonômicas impostas pela diabetes não podem ser subestimadas, uma vez que parecem ter início ainda quando a neuropatia não foi diagnosticada. Uma correta classificação do paciente pode antecipar a detecção dos níveis menos severos da doença, evitando esperar que os pacientes apresentem perdas irreversívies para inicar uma intervenção clínica eficaz e preventiva para preservar a locomoção independente destes pacientes
- Imprenta:
- Data da defesa: 28.02.2012
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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ABNT
PICON, Andreja Paley. Estudo da progressão da diabetes e da neuropatia periférica: classificação da severidade e caracterização cinética da locomoção. 2012. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-11052012-112623/. Acesso em: 06 maio 2026. -
APA
Picon, A. P. (2012). Estudo da progressão da diabetes e da neuropatia periférica: classificação da severidade e caracterização cinética da locomoção (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-11052012-112623/ -
NLM
Picon AP. Estudo da progressão da diabetes e da neuropatia periférica: classificação da severidade e caracterização cinética da locomoção [Internet]. 2012 ;[citado 2026 maio 06 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-11052012-112623/ -
Vancouver
Picon AP. Estudo da progressão da diabetes e da neuropatia periférica: classificação da severidade e caracterização cinética da locomoção [Internet]. 2012 ;[citado 2026 maio 06 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-11052012-112623/
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