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Transmissão vertical do HIV no Estado de São Paulo, Brasil: a perspectiva das mulheres (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: SOUZA, SANDRA REGINA DE - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HSM
  • DOI: 10.11606/D.6.2011.tde-09032012-134040
  • Subjects: MULHERES (PERCEPÇÃO); HIV (PREVENÇÃO E CONTROLE); SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (PREVENÇÃO E CONTROLE); GRAVIDEZ (ASSISTÊNCIA;PERCEPÇÃO); TRANSMISSÃO DE DOENÇAS (PREVENÇÃO E CONTROLE); ENTREVISTAS (PSICOLOGIA)
  • Keywords: Gestação; Mulheres Vivendo com HIV/Aids; Transmissão Materno-infantil do HIV; Transmissão Vertical da Doença
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O cenário da epidemia da AIDS vem se modificando no Brasil e no mundo e o perfil epidemiológico das pessoas vivendo com HIV/AIDS vem sofrendo sucessivas alterações desde a década de 80. Embora os homens representem em números absolutos, o maior número de notificações do total de casos de AIDS, a velocidade de crescimento da epidemia é maior entre as mulheres. O Brasil tem uma resposta à epidemia de DST/AIDS reconhecida internacionalmente, baseada nos princípios do SUS à universalidade, à equidade e à integralidade na assistência. Um dos capítulos desta resposta é a prevenção da transmissão vertical do HIV. O tema que vem ganhando importância na medida em que a AIDS recebe status de doença crônica e as mulheres soropositivas podem fazer as suas escolhas reprodutivas. A prevenção da transmissão vertical do HIV contempla testagem para diagnóstico precoce, terapia antirretroviral durante a gravidez e o parto, terapia antirretroviral para o recém-nascido e a não amamentação. Objetivo- Conhecer como as ações de prevenção e controle da transmissão vertical do Vírus da Imunodeficiência Humana são percebidas pelas gestantes e puérperas atendidas pelo Programa Estadual de DST/AIDS, e sua satisfação, ou insatisfação, em relação à assistência recebida. Método- Nossa amostra foi composta por 14 mulheres, sendo 13 soropositivas para o HIV que engravidaram e tiveram pelo menos um filho no contexto da soropositividade e uma, soronegativa para o HIV e mãe adotiva de uma criança soropositiva.Para a coleta de dados foi utilizada a metodologia qualitativa, com base em entrevistas individuais, semiestruturadas, realizadas em 2010. Resultados - Não houve aconselhamento para a testagem de nenhuma mulher da amostra. As mulheres apresentaram, no geral, uma falta de identificação com o perfil de pessoas que podem se infectar com o HIV, sendo surpreendidas com o diagnóstico. Oito pais apresentaram status sorológico desconhecido, sendo que três negaram-se à testagem. Há dificuldades por parte das mulheres, para promoverem relações sexuais protegidas com o uso do preservativo masculino. Os efeitos adversos dos antirretrovirais são descritos como obstáculo importante à adesão ao tratamento. O alojamento conjunto foi o cenário das piores vivências dentre toda a assistência recebida, destaque dado ao tema aleitamento materno. Há uma lacuna entre as demandas das mulheres em produzir e relatar as suas narrativas e a inexistência de espaços de escuta, seja individualmente na relação com o profissional médico, seja em grupos. Conclusões - A ausência do aconselhamento como espaço de abordagem e esclarecimentos, informações e escolhas, dificulta uma ação mais oportuna para a redução da transmissão vertical do HIV. As mulheres comuns não são atingidas pelas informações sobre HIV/AIDS oferecidas pelas campanhas para prevenção da infecção. O uso do preservativo para evitar a infecção ainda é uma decisão masculina.As mulheres raramente encontram interlocução entre os profissionais, para tirarem suas dúvidas e planejarem sua vida reprodutiva de forma mais segura. Apesar da falta de discussão sobre o planejamento terapêutico, a via de parto e os cuidados com o bebê, as mulheres seguem a prescrição e seguem com seus medos e suas dúvidas.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 13.09.2011
  • Acesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.6.2011.tde-09032012-134040 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Sandra Regina de; DINIZ, Carmen Simone Grilo. Transmissão vertical do HIV no Estado de São Paulo, Brasil: a perspectiva das mulheres. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < https://doi.org/10.11606/D.6.2011.tde-09032012-134040 > DOI: 10.11606/D.6.2011.tde-09032012-134040.
    • APA

      Souza, S. R. de, & Diniz, C. S. G. (2011). Transmissão vertical do HIV no Estado de São Paulo, Brasil: a perspectiva das mulheres. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/D.6.2011.tde-09032012-134040
    • NLM

      Souza SR de, Diniz CSG. Transmissão vertical do HIV no Estado de São Paulo, Brasil: a perspectiva das mulheres [Internet]. 2011 ;Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2011.tde-09032012-134040
    • Vancouver

      Souza SR de, Diniz CSG. Transmissão vertical do HIV no Estado de São Paulo, Brasil: a perspectiva das mulheres [Internet]. 2011 ;Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2011.tde-09032012-134040

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