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Detecção da abertura e colapso alveolar durante o ciclo ventilatório através da tomografia de impedância elétrica (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: SOUZA, RAQUEL BELMINO DE - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MPT
  • Subjects: RESISTÊNCIA ELÉTRICA; TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA POR RAIOS X; RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL; PNEUMOPATIAS
  • Keywords: Acute lung injury; Colapso pulmonar; Electric impedance; Impedância elétrica; Lesão pulmonar aguda; Pulmonary atelectasis; Tomography x-ray computed; Ventilação mecânica
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A Abertura e fechamento alveolar a cada ciclo respiratório (TR) é mecanismo de lesão pulmonar associada à ventilação mecânica. É frequente, especialmente em pacientes com lesão pulmonar aguda/ sindrome do desconforto respiratório agudo, mas pode ocorrer em pulmões normais, devido à pressão expiratória final positiva (PEEP) insuficiente. A fração inspirada de oxigênio (FiO2) também pode ter um papel na modulação da lesão pulmonar: frações mais baixas, em situação de relação ventilação perfusão (V/Q) crítica, podem retardar o colapso alveolar. A Tomografia de Impedância Elétrica (TIE) é uma nova ferramenta de imagem não invasiva, à beira do leito, que reconstrói imagens transversas da resistividade dos tecidos torácicos, obtidas a partir de uma corrente elétrica injetada por eletrodos colocados circunferencialmente no tórax. Atualmente, o padrão ouro de detecção de TR é a tomografia computadorizada (TC), que utiliza radiação, transporte de pacientes para sua execução, exigindo manobras que podem ocasionar a instabilização dos pacientes. Hipótese deste estudo: é possível detectar e quantificar a ocorrência de TR com TIE. Métodos: 7 suinos traqueostomizados, sob sedação, bloqueio neuromuscular e ventilação mecânica, foram submetidos a manobra de recrutamento alveolar (MRA) em pressão controlada, com pressão platô=50 cmH2O, PEEP=35 cmH2O, aplicada por 2 minutos. Seguiu-se ventilação com volume controlado, posição supina, volume corrente (VT) = 10 ml/kg, fluxo 10l/min FR=10irpm, FiO2=100% e PEEP decremental (20-10-3cmH2O), em passos de 10 minutos. Ao final de cada passo, os animais foram submetidos a uma pressão positiva contínua sobre as vias aéreas em dois níveis, quando se procedeu à TC: pressão de platô (representando inspiração) e PEEP (expiração). Imagens de TIE foram adquiridas continuamente. Os animais foram submetidos à nova MRA, repetindo-se o protocolo emFiO2=40%. Após lesão pulmonar (lavagem pulmonar com SF 0,9% até atingir SpO2< 95%), os passos acima foram repetidos. Para detecção de TR pela TIE, dois métodos foram testados, um método original proposto por este estudo, baseado nas variações de complacência regional (pixel a pixel) ao longo do volume corrente (Método1) e um método descrito em estudo recente por Putensen et al. (Método2). Ambos foram comparados à TC. Resultados: Ocorreu colapso progressivo durante PEEP decremental, sempre maior na FiO2=100% (versus 40%) e após lesão (versus pré-lesão) para as PEEPs correspondentes. A análise de regressão linear, Métodos 1 e 2 para TR em relação à TC evidenciou; Método 1 - R²=0,578 e Método 2 - R²=0,409. As correlações foram melhores quando se considerou apenas as medidas a 100%: R²=0,756 (Método 1) e R2=0,646 (Método 2). Curva ROC; Método 1- área sob a curva: 0,86 e Método2 - 0,79. Regressão logística; Método1 superior ao Método2. Pela ANOVA avaliamos PEEP, lesão, FiO2 e P.Platô na detecção de TR pela TC e Método1..A principal difrerença foi não haver influência da FiO2 sobre TR, Método1 Conclusão: O Método 1 foi superior ao Método2 na detecção de TR, com sensibilidade e especificidade suficiente para se avaliar a utilização clínica. A detecção de TR pelo Método1, não foi influenciada pela FiO2, ao contrário da TC. Estes achados foram compatíveis com os resultados de mecânica pulmonar ( pressão de platô). Portanto, o Método1 foi mais sensível que a TC, pois foi capaz de detectar TR mesmo em situações de ventilação pouco acima do V/Q crítico nas situações de FiO2 de 40%, ao contrário da TC. A TIE não sofreu alterações como o efeito de volume parcial como a TC
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.11.2011
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Raquel Belmino de; AMATO, Marcelo Britto Passos. Detecção da abertura e colapso alveolar durante o ciclo ventilatório através da tomografia de impedância elétrica. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-07022012-102823/ >.
    • APA

      Souza, R. B. de, & Amato, M. B. P. (2011). Detecção da abertura e colapso alveolar durante o ciclo ventilatório através da tomografia de impedância elétrica. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-07022012-102823/
    • NLM

      Souza RB de, Amato MBP. Detecção da abertura e colapso alveolar durante o ciclo ventilatório através da tomografia de impedância elétrica [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-07022012-102823/
    • Vancouver

      Souza RB de, Amato MBP. Detecção da abertura e colapso alveolar durante o ciclo ventilatório através da tomografia de impedância elétrica [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-07022012-102823/

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