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O papel da hipóxia tumoral nos carcinomas mamários que superexpressam MUC1 (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: ZANETTI, JULIANA DA SILVA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RPA
  • Subjects: CARCINOMA; OXIGÊNIO (DEFICIÊNCIA); MAMA
  • Language: Português
  • Abstract: O cancer de mama é o resultado de várias alterações genéticas capazes dá promover o crescimento anormal, incluindo alterações nas vias apoptóticas, ativação de protooncogenes em ocogenes, inativação de genes supressores de tumor, dentre várias outras mudanças. Durante o desenvolvimento e progressão tumoral suprimento local de oxigênio e nutrientes se tornam inadequado, condição conhecida como hipóxia tumoral. No cancer, a hipóxia é um importante fator que promove a metástase e estimula a angiogênese e a progressão tumoral. O fato induzido pela hipóxia (HlF-1α) e a anidrase carbônica IX (CAIX) são duas moléculas chave envolvidos neste processo. A mucina 1 (MUC1) é uma glicoproteína dá membrana expressa na membrana apical das células de diversos tecidos. A MUC1 é envolvida na sinalização celular, inibição da adesão célula- célula e célula- matriz apoptose, proliferação e transcrição de genes. O papel da hipóxia, entretanto, em carcinomas ductais invasores positivos para a MUC1 ainda necessita ser mais bem investigado. Neste estudo, utilizando tissue microarrays com 243 carcinomas ductais invasores, a expressão imunohistoquimica de MUC1 foi correlacionada com marcadores associados à hipóxia (HIF-1 a e CAIX), assim como vários outro marcadores imunohistoquimicos e clinicos-patológicos de significado prognóstico em Patologia Mamária. A MUC1 foi superexpressa em 37% dos carcinomas e correlacionou-se com a expressão de receptores de estrógeno (RE) (p= 0,0001) receptores de progesterona (RP) (p= 0,0001), HlF-1α (p= 0.006), fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) (p= 0.024), p53 (p= 0.025) e fator nuclear kB(NF-kB) (p= 0,0001). Com exceção dos receptores hormonais e o p53, a MUC1 não se correlacionou com os parâmetros clinicos-patológicos clássicos em Patologia Mamária. Nossos dados sugerem que a superexpressão da MUC1 pode modular; resposta à hipóxia tumoral por atenuara ativação do HlF-1 α e que a MUC1 pode contribuir para a transcrição de genes através da interação com os receptores hormonais (RE e RP). Também observamos que em carcinomas MUC1 positivos h; distúrbios no ciclo celular, fato evidenciado pela quantidade de células positivas par, a forma inativa da p53. Possivelmente este distúrbio se acentua devido à ocorrência da translocação do NF-kB para o núcleo promovida pela MUC1 que culmina no bloqueio da apoptose e consequentemente promoção da sobrevivência celular
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.09.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      ZANETTI, Juliana da Silva; RIBEIRO-SILVA, Alfredo. O papel da hipóxia tumoral nos carcinomas mamários que superexpressam MUC1. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Zanetti, J. da S., & Ribeiro-Silva, A. (2011). O papel da hipóxia tumoral nos carcinomas mamários que superexpressam MUC1. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Zanetti J da S, Ribeiro-Silva A. O papel da hipóxia tumoral nos carcinomas mamários que superexpressam MUC1. 2011 ;
    • Vancouver

      Zanetti J da S, Ribeiro-Silva A. O papel da hipóxia tumoral nos carcinomas mamários que superexpressam MUC1. 2011 ;

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