Avaliação de cloretos não tamponados como extratores de alumínio associado à matéria orgânica em solos da planície costeira do estado de São Paulo (2011)
- Authors:
- Autor USP: TORRADO, PABLO VIDAL - ESALQ
- Unidade: ESALQ
- DOI: 10.1590/S0100-06832011000500016
- Subjects: ALUMÍNIO; CLORETO; MATÉRIA ORGÂNICA DO SOLO
- Language: Português
- Abstract: Pirofosfato de sódio é o extrator mais utilizado para a determinação do Al complexado à matéria orgânica do solo (MOS). Devido à sua falta de seletividade para algumas amostras de solos, extratores não tamponados de Cl têm sido recomendados em substituição ao pirofosfato. Com o objetivo de avaliar a eficácia dos cloretos não tamponados de Cu (CuCl2), lantânio (LaCl3) e potássio (KCl) como extratores de Al unido à MOS, analisaram-se amostras de 31 perfis de solos representativos das áreas sob vegetação de restinga do litoral paulista. Os resultados foram comparados àqueles obtidos com pirofosfato de sódio. O CuCl2, mais forte que o LaCl3 e KCl e menos eficaz que o pirofosfato, extraiu parte do Al de compostos inorgânicos amorfos e de complexos Al-húmus bastante estáveis; estes últimos possivelmente não são reativos em termos de acidez do solo e troca iônica. Ao contrário, KCl e LaCl3 removeram somente as formas reativas do elemento associadas ao C orgânico do solo (Corg). No entanto, o Al extraído por LaCl3 (AlLa) foi que melhor se correlacionou com o Corg e com a CTC, indicando que AlLa está relacionado ao principal componente responsável pelo desenvolvimento de cargas nos solos estudados. Os extratores permitiram analisar o grau de interação da MOS com o Al e a influência do pH do solo na interação. Os complexos Al-húmus mais estáveis foram observados nos horizontes bem drenados Bs, Bhs e C, em que o LaCl3 e, sobretudo, o KCl mostraram as mais baixas eficácias entre todas as amostras analisadas. O Al mais lábil unido à MOS foi encontrado nos horizontes superficiais do tipo A. De maneira geral, os horizontes estudados apresentaram a seguinte sequência de estabilidade da interação Al-húmus: A < Bh < C < Bhm < Bs/Bhs/Bsm. Esses últimos, juntamente com alguns poucos horizontes C, são os únicos horizontes de subsuperfície bem drenadosindicando que o hidromorfismo nos horizontes Bh e a ciclagem da serapilheira nos horizontes A favorecem a manutenção de espécies de alumínio mais lábeis nos solos estudados
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- Título: Revista Brasileira de Ciência do Solo
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 35, n. 5, p. 1619-1632, 2011
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
COELHO, Maurício Rizzato et al. Avaliação de cloretos não tamponados como extratores de alumínio associado à matéria orgânica em solos da planície costeira do estado de São Paulo. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 35, n. 5, p. 1619-1632, 2011Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-06832011000500016. Acesso em: 20 jan. 2026. -
APA
Coelho, M. R., Vidal Torrado, P., Otero Perez, X. L., Martins, V. M., & Macias Vazquez, F. (2011). Avaliação de cloretos não tamponados como extratores de alumínio associado à matéria orgânica em solos da planície costeira do estado de São Paulo. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 35( 5), 1619-1632. doi:10.1590/S0100-06832011000500016 -
NLM
Coelho MR, Vidal Torrado P, Otero Perez XL, Martins VM, Macias Vazquez F. Avaliação de cloretos não tamponados como extratores de alumínio associado à matéria orgânica em solos da planície costeira do estado de São Paulo [Internet]. Revista Brasileira de Ciência do Solo. 2011 ; 35( 5): 1619-1632.[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://doi.org/10.1590/S0100-06832011000500016 -
Vancouver
Coelho MR, Vidal Torrado P, Otero Perez XL, Martins VM, Macias Vazquez F. Avaliação de cloretos não tamponados como extratores de alumínio associado à matéria orgânica em solos da planície costeira do estado de São Paulo [Internet]. Revista Brasileira de Ciência do Solo. 2011 ; 35( 5): 1619-1632.[citado 2026 jan. 20 ] Available from: https://doi.org/10.1590/S0100-06832011000500016 - Origin and properties of kaolinites from soils of a toposequence in Southern Brazil
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Informações sobre o DOI: 10.1590/S0100-06832011000500016 (Fonte: oaDOI API)
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