A experiência da mãe por ter um filho natimorto (2011)
- Authors:
- Autor USP: BOUSSO, REGINA SZYLIT - EE
- Unidade: EE
- Subjects: LUTO (ESTADO EMOCIONAL); MÃES (ENFERMAGEM); FETO; ATITUDE FRENTE À SAÚDE
- Language: Português
- Abstract: Natimorto é a morte do produto da gestação, antes da expulsão do corpo materno. Para a mãe, a notícia da morte do filho ainda durante o período da gestação é traumática que, na expectativa de uma vida, encontra o desespero e a tristeza. Este estudo teve como objetivo compreender a experiência da mãe diante do filho natimorto. O referencial teórico adotado foi a teoria do luto e como referencial metodológico, o interacionismo interpretativo para análise das narrativas das nove mães, atendidas pelo Serviço Único de Saúde (SUS), que passaram pela experiência de ter um filho natimorto. O período para o contato com as participantes foi após ou superior a seis meses do diagnóstico óbito fetal. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista aberta, pois esta é uma estratégia que permite a obtenção de dados qualitativos acerca da experiência de uma pessoa. Foram usadas algumas questões norteadoras, como: “Me conte como foi a sua experiência de ter perdido um filho no final da gravidez?” Neste instante, era dada oportunidade para a mãe expressar amplamente suas experiências no âmbito pessoal. A seguir, era lançada a segunda questão: “Conte-me qual foi o momento mais difícil na sua experiência?”. Os eventos que marcaram a história das mães neste cenário foram: SENDO SURPREENDIDA PELA MÁ NOTÍCIA, TENDO UM PARTO SEM SENTIDO, SAINDO DE MÃOS VAZIAS E ENFRENTANDO O LUTO SOCIALOs dados analisados possibilitaram a compreensão da experiência das mães diante da morte de seu filho durante a gravidez. A morte do bebê no final da gestação, quando caracterizado como natimorto, é incompreensível para a mãe. Ela fica exausta, tem uma profunda dor emocional, acompanhada de um sentimento de vulnerabilidade que a impede de pensar no futuro ou na possibilidade de uma nova gestação. Ver o filho natimorto é um momento significativo e nem sempre a mãe consegue verbalizar o desejo de conhecer, tocar, segurar no colo o seu filho que agora está morto. O processo de luto é vivido de maneira solitária, porque sua tristeza não é compartilhada com a família e amigos, havendo uma preferência para o isolamento devido sentir-se envergonhada por não ter conseguido gerar um filho sadio e por chorar o tempo inteiro. O estudo reforça a necessidade de inserção de informações e conhecimentos dos profissionais de saúde, ainda no ensino de graduação, acerca do processo de luto pertinente a essas mães para oferecer-lhes algum controle sobre a experiência, resgatando, assim, sua autonomia e propiciando-lhes a prevenção de sua saúde física e mental
- Imprenta:
- Source:
- Título: Pôster
- Conference titles: Simpósio Internacional de Políticas e Práticas em Saúde Coletiva na Perspectiva da Enfermagem
-
ABNT
RODRIGUES, Márcia Maria Coelho e SZYLIT, Regina. A experiência da mãe por ter um filho natimorto. 2011, Anais.. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2011. . Acesso em: 20 jan. 2026. -
APA
Rodrigues, M. M. C., & Szylit, R. (2011). A experiência da mãe por ter um filho natimorto. In Pôster. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo. -
NLM
Rodrigues MMC, Szylit R. A experiência da mãe por ter um filho natimorto. Pôster. 2011 ;[citado 2026 jan. 20 ] -
Vancouver
Rodrigues MMC, Szylit R. A experiência da mãe por ter um filho natimorto. Pôster. 2011 ;[citado 2026 jan. 20 ] - Crenças que permeiam a humanização da assistência em unidade de terapia intensiva pediátrica
- A arte de cuidar
- O interacionismo interpretativo como referencial metodológico para gerar evidências nas pesquisas em enfermagem
- A experiência da família durante a cirurgia cardíaca do filho
- Comunicação e relacionamento colaborativo entre profissional, paciente e família: abordagem no contexto da tanatologia
- A experiencia avançada pelo acompanhante da criança hospitalizada com cardiopatia.(em CD-ROM)
- Dificuldades da enfermeira convivendo com familias de crianças que aguardam um transplante
- Não podendo viver como antes: a dinâmica familiar na experiência do transplante hepático da criança
- Relationships between nurses, child and family: the dying process with a palliative care team
- Decision-making processes in end-of-life situations in the ICU
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas
