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Efeitos hemodinâmicos e metabólicos da terlipressina ou naloxona na ressuscitação cardiopulmonar: estudo experimental, randomizado e controlado (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: MARTINS, HERLON SARAIVA - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • Subjects: PARADA CARDÍACA; FÁRMACOS; ADRENALINA; RATOS WISTAR; RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR
  • Keywords: Arginina vasopressina; Arginine vasopressin; Cardiac arrest; Cardiopulmonary resuscitation; Epinefrina; Epinephrine; Lipressina/análogos & derivados; Lypressin/analogs & derivatives; Naloxona/uso terapêutico; Naloxone/therapeutic use; Parada cardíaca; Rats Wistar; Ressuscitação; Ressuscitação cardiopulmonar; Resuscitation; Vasoconstrictor agents; Vasoconstritores
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O prognóstico da parada cardiorrespiratória (PCR) em ritmo não chocável (assistolia/atividade elétrica sem pulso) é ruim e não melhorou significativamente nas últimas décadas. Embora a epinefrina seja o vasopressor recomendado, há evidências de que ela eleva o consumo de oxigênio, reduz a pressão de perfusão subendocárdica, causa grave disfunção miocárdica e piora a microcirculação cerebral durante a ressuscitação cardiopulmonar. Vasopressina foi muito estudada nos últimos anos e não se mostrou superior à epinefrina. Naloxona e terlipressina têm sido cogitadas como potenciais vasopressores no tratamento da PCR, entretanto há poucos estudos publicados e os resultados são controversos e inconclusivos. Objetivos: Avaliar os efeitos hemodinâmicos e metabólicos da terlipressina ou naloxona na PCR induzida por hipóxia e compará-las com o tratamento-padrão (epinefrina ou vasopressina). Métodos: Estudo experimental, randomizado, cego e controlado. Ratos Wistar adultos, machos, foram anestesiados, submetidos a traqueostomia e ventilados mecanicamente. A PCR foi induzida por obstrução da traqueia e mantida por 3,5 minutos. Em seguida, os animais foram ressuscitados de forma padronizada e randomizados em um dos grupos: placebo (n = 7), vasopressina (n = 7), epinefrina (n = 7), naloxona (n = 7) ou terlipressina (n = 21). Variáveis hemodinâmicas foram monitorizadas durante todo o experimento (via cateter intra-arterial e intraventricular) e mensuradas na base, no 10o (T10),20o (T20), 30o (T30), 45o (T45) e 60o (T60) minutos pós-PCR. Amostras de sangue arterial foram coletadas para gasometria, hemoglobina, bioquímica e lactato em quatro momentos [base, 11o (T11), 31o (T31), e 59o (T59) minutos pós-PCR]. Resultados: Os grupos foram homogêneos e não houve diferença significativa entre eles nas variáveis de base. O retorno da circulação espontânea ocorreu em 57% dos animais no grupo placebo (4 de 7) e 100% nos demais grupos (p = 0,002). A ! sobrevida em 1 hora foi de 57% no grupo placebo, 71,4% no grupo epinefrina, 90,5% no grupo terlipressina e de 100% nos demais grupos. Comparado com o grupo epinefrina, o grupo terlipressina teve maiores valores de PAM no T10 (164 vs 111 mmHg; p = 0,02), T20 (157 vs 97 mmHg; p < 0,0001), T30 (140 vs 67 mmHg; p < 0,0001), T45 (117 vs 67 mmHg; p = 0,002) e T60 (98 vs 62 mmHg; p = 0,026). O lactato arterial no grupo naloxona foi significativamente menor quando comparado ao grupo epinefrina, no T11 (5,15 vs 8,82 mmol/L), T31 (2,57 vs 5,24 mmol/L) e T59 (2,1 vs 4,1 mmol/L)[p = 0,002]. Ao longo da 1a hora pós-PCR, o grupo naloxona apresentou o melhor perfil do excesso de bases (-7,78 mmol/L) quando comparado ao grupo epinefrina (-12,78 mmol/L; p = 0,014) e ao grupo terlipressina (-11,31 mmol/L; p = 0,024). Conclusões: Neste modelo de PCR induzida por hipóxia em ratos, terlipressina e naloxona foram eficazes como vasopressores na RCP e apresentaram melhor perfil metabólico que a epinefrina. A terlipressina resultou em uma maior estabilidade hemodinâmica na 1a hora pós-PCR comparada com a epinefrina ou a vasopressina. Os efeitos metabólicos favoráveis da naloxona não são explicados pelos valores da PAM
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.11.2011
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    • ABNT

      MARTINS, Herlon Saraiva; VELASCO, Irineu Tadeu. Efeitos hemodinâmicos e metabólicos da terlipressina ou naloxona na ressuscitação cardiopulmonar: estudo experimental, randomizado e controlado. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-19122011-111701/ >.
    • APA

      Martins, H. S., & Velasco, I. T. (2011). Efeitos hemodinâmicos e metabólicos da terlipressina ou naloxona na ressuscitação cardiopulmonar: estudo experimental, randomizado e controlado. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-19122011-111701/
    • NLM

      Martins HS, Velasco IT. Efeitos hemodinâmicos e metabólicos da terlipressina ou naloxona na ressuscitação cardiopulmonar: estudo experimental, randomizado e controlado [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-19122011-111701/
    • Vancouver

      Martins HS, Velasco IT. Efeitos hemodinâmicos e metabólicos da terlipressina ou naloxona na ressuscitação cardiopulmonar: estudo experimental, randomizado e controlado [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5165/tde-19122011-111701/


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