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Associações entre as características de médicos intensivistas e a variabilidade no cuidado ao fim de vida em UTI (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: FORTE, DANIEL NEVES - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • DOI: 10.11606/T.5.2011.tde-07122011-124313
  • Subjects: ASSISTÊNCIA PALIATIVA; UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA; EDUCAÇÃO MÉDICA; TOMADA DE DECISÃO; QUALIDADE DE VIDA
  • Keywords: Atitudes frente a morte; Attitude to death; Autonomia pessoal; Decision making; Do not ressucitate orders; Education medical; Intensive care units; Ordens de não ressuscitar; Palliative care; Personal autonomy; Quality of life; Unidade de Terapia Intensiva
  • Language: Português
  • Abstract: Objetivos: Este estudo investigou as associações entre características dos médicos e a variabilidade de condutas em fim de vida em UTI. Métodos: Um questionário foi aplicado aos médicos das 11 UTIs do HC-FMUSP, apresentando dois casos clínicos. O primeiro apresentava uma paciente em estado vegetativo persistente, sem familiares ou diretivas antecipadas de vontade, com um choque séptico. O segundo, uma paciente de 88 anos, com disfunção de múltiplos órgãos decorrente de uma pneumonia. Investigou-se através do questionário a associação entre condutas e características pessoais, profissionais e educacionais dos médicos. Resultados: Foram analisados 105 questionários (taxa de resposta 89%). A media de idade foi de 38±8 anos, com 14±7 anos de graduação em medicina. A maioria das decisões envolveu exclusivamente médicos (66%), 21% envolveram também enfermeiros. Na análise multivariada, especialistas em Medicina Intensiva (17/22 vs. 46/83, OR=0,205[0,058-0,716], P=0,013) e médicos mais jovens (38±7 vs. 40±8; OR=0,926[0,858-0,998], P=0,045) mais frequentemente envolveram enfermeiros no processo de decisão. Ordem de não reanimação (ONR) foi estabelecida por 89% dos participantes, sendo 44% exclusivamente verbais. Médicos que atribuíram a si mesmo notas mais altas em relação ao conhecimento sobre cuidados paliativos mais frequentemente estabeleceriam uma ONR na análise multivariada (6±2 vs. 3±2, OR=2,167[1,062-4,420], P=0,034). A maior parte dos participantes (60%) respondeu que limitaria de alguma forma o suporte artificial de vida (SAV) para a primeira paciente, enquanto 21% respondeu que não limitaria nenhum suporte e 19% retiraria o SAV. Na análise de regressão logística, o interesse em discutir sobre fim de vida em UTI permaneceu como variável de associação independente para retirada ou limitação de SAV (20/20 vs. 61/63 vs. 17/22, OR=0,129[0,019-0,894], p=0,038). Quarenta e seis dos 105 médicos avaliados (44%)apresentavam respostas discordantes para as questões sobre a conduta mais provável e a conduta acreditada como a melhor para a primeira paciente. Dentre estes, 45 (98%) acreditavam que a melhor conduta envolveria o uso de menos SAV do que provavelmente fariam. Motivos relacionados a aspectos jurídicos ou legais foram os mais frequentemente apontados como os motivos para a divergência entre estas condutas. A maioria das decisões (58%) envolvendo uma paciente octagenária lúcida na UTI com alto risco de morte ou de baixa funcionalidade em caso de sobrevivência foram decisões paternalistas, e não ofereceram qualquer autonomia à paciente ou a sua família. A análise multivariada observou que médicos mais jovens (39±8 vs. 41±8, OR=0,966[0,9390,994], P=0,016) e que leram mais artigos sobre fim de vida ou cuidados paliativos em UTI (15/44 vs. 12/61, OR=2,404[1,0185,673], P=0,045) estavam associadas de forma independente ao compartilhamento da decisão com a paciente e/ou sua família, provendo assim algum grau de autonomia. Conclusão: Caracteristicas dos médicos que trabalham em UTIs como idade, interesse e educação em cuidados paliativos em UTI se associam a variabilidade de condutas em fim de vida em UTI. Quarenta e quatro por cento dos médicos investigados não agiriam conforme o que julgam melhor para a paciente, utilizando-se de mais SAV do que julgam melhor. Motivos legais foram os mais citados como a causa desta discrepância de condutas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.09.2011
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI

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    Status:
    Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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    • ABNT

      FORTE, Daniel Neves. Associações entre as características de médicos intensivistas e a variabilidade no cuidado ao fim de vida em UTI. 2011. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-07122011-124313/. Acesso em: 31 mar. 2026.
    • APA

      Forte, D. N. (2011). Associações entre as características de médicos intensivistas e a variabilidade no cuidado ao fim de vida em UTI (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-07122011-124313/
    • NLM

      Forte DN. Associações entre as características de médicos intensivistas e a variabilidade no cuidado ao fim de vida em UTI [Internet]. 2011 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-07122011-124313/
    • Vancouver

      Forte DN. Associações entre as características de médicos intensivistas e a variabilidade no cuidado ao fim de vida em UTI [Internet]. 2011 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-07122011-124313/


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