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Estressores ocupacionais, concentração do cortisol e saúde de motoristas de caminhão (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: ULHôA, MELISSA ARAúJO - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HSA
  • DOI: 10.11606/T.6.2011.tde-16062011-152720
  • Subjects: QUESTIONÁRIOS; ANTROPOMETRIA; ESTUDOS TRANSVERSAIS; CORTISOL (SANGUE;RELAÇÃO); SONO (QUALIDADE;RELAÇÃO); ESTRESSE PROFISSIONAL; TRABALHO EM TURNOS; SAÚDE MENTAL (PERCEPÇÃO;AVALIAÇÃO); CONDIÇÕES DE SAÚDE (PERCEPÇÃO;AVALIAÇÃO); COLETA DE DADOS (ASPECTOS MÉDICOS)
  • Keywords: Cortisol; Cortisol; Estresse Ocupacional; Motoristas de Caminhão; Occupational Stress; Shift Work; Truck Drivers; Turno de Trabalho
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Estudos mostram que motoristas de caminhão estão sujeitos a estressores no trabalho, tais como, por exemplo, a longa jornada de trabalho vinculada ao prazo curto de entrega de mercadorias, a vibração e o ruído do caminhão. O objetivo geral desse estudo foi avaliar os estressores ocupacionais e a concentração do cortisol em motoristas de caminhão, bem como a saúde física e mental desses trabalhadores, segundo os turnos de trabalho. Métodos: Participaram 57 motoristas de caminhão de uma transportadora de cargas que responderam a um inquérito sobre dados sociodemográficos, saúde, sono, condições de vida e trabalho, incluindo as dimensões da demanda, controle e satisfação no trabalho. Os motoristas usaram actímetros e tiveram suas medidas antropométricas e pressão arterial aferidas, além de exames bioquímicos de sangue. Posteriormente, 21 motoristas do turno diurno e 21 motoristas do turno irregular fizeram três coletas da saliva para análise da concentração do cortisol: ao acordar, após 30 minutos e ao dormir, durante um dia de trabalho e um dia de folga. Para análise dos dados, foi utilizado o teste de associação do qui-quadrado para as variáveis categóricas e testes de diferenças de médias, ANOVA e correlação de spearman para variáveis contínuas, considerando p<0,05. Resultados: Os trabalhadores do turno diurno tiveram concentrações de cortisol mais elevadas 30 minutos ao acordar durante o dia de trabalho em relação às do dia de folga (teste-t, p=0,03). Os motoristas do turno irregular tiveram maior concentração de cortisol quando comparados aos motoristas do turno diurno no dia de folga (ANOVA, p=0,03). Foi observada correlação entre os estressores no trabalho e as concentrações de cortisol dos trabalhadores de ambos os turnos. No caso dos motoristas do turno diurno,as concentrações de cortisol foram correlacionadas com o controle no trabalho (p=0,01, r=0,55), qualidade do sono (p=0,02, r=0,52) e ao tempo (em anos) de trabalho como motoristas (p=0,05, r=0,47). Em relação aos motoristas do turno irregular, a concentração do cortisol foi correlacionada com a satisfação no trabalho (p=0,03, r=-0,53), pressão arterial sistólica (p=0,03, r= 0,55), colesterol (p=0,03, r=0,55), curta duração do sono (p=0,02, r=-0,62) e fadiga após o trabalho (p= 0,03, r= 0,67). As prevalências dos distúrbios psíquicos menores foram de 7,7 por cento e 6,5 por cento nos motoristas dos turnos diurno e irregular, respectivamente. Os motoristas do turno irregular apresentaram maiores IMC, colesterol total, LDL e VLDL colesterol, além disso, relataram menor controle e demanda no trabalho e maior fadiga após o trabalho, comparados aos do turno diurno (p<0,05). Conclusão: Os motoristas apresentaram concentrações de cortisol mais elevadas no dia de trabalho em relação ao dia de folga. Os do turno irregular referiram piores condições de saúde e apresentaram concentrações de cortisol mais elevadas em relação aos motoristas do turno diurno, inclusive no dia de folga, sugerindo uma resposta mais prolongada ao estresse. Os valores do cortisol foram correlacionados com estressores no trabalho típicos desses profissionais de transporte, indicando a necessidade de melhorias para a categoria. Futuros estudos são necessários para investigar outras dimensões da resposta destes indivíduos aos estressores no trabalho, especialmente no caso de trabalhadores em turnos irregulares.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.06.2011
  • Acesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.6.2011.tde-16062011-152720 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold

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    • ABNT

      ULHÔA, Melissa Araújo; MORENO, Claudia Roberta de Castro. Estressores ocupacionais, concentração do cortisol e saúde de motoristas de caminhão. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-16062011-152720/pt-br.php > DOI: 10.11606/T.6.2011.tde-16062011-152720.
    • APA

      Ulhôa, M. A., & Moreno, C. R. de C. (2011). Estressores ocupacionais, concentração do cortisol e saúde de motoristas de caminhão. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-16062011-152720/pt-br.php
    • NLM

      Ulhôa MA, Moreno CR de C. Estressores ocupacionais, concentração do cortisol e saúde de motoristas de caminhão [Internet]. 2011 ;Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-16062011-152720/pt-br.php
    • Vancouver

      Ulhôa MA, Moreno CR de C. Estressores ocupacionais, concentração do cortisol e saúde de motoristas de caminhão [Internet]. 2011 ;Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde-16062011-152720/pt-br.php

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