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Contribuição para o estudo dos tumores de células germinativas na infância: uma (r) evolução no conhecimento, na abordagem terapêutica e na sobrevida nos últimos 100 anos (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: Lopes, Luiz Fernando - FM
  • Unidades: FM
  • Sigla do Departamento: MPE
  • Subjects: GAMETAS; NEOPLASIAS EMBRIONÁRIAS DE CÉLULAS GERMINATIVAS
  • Language: Português
  • Abstract: Desde que em 1906 Chevassu, medico Frances, apresentara usa tese sobre seminomas testiculares e também Askanazy na Alemanha em 1907, primeiro médico a propor que uma célula totipotente indiferenciada poderia sofrer metamorfose e produzir os teratomas, vários outros autores posteriormente introduziram novos conceitos e conhecimento aos tumores de células germinativas. Da forma como conhecemos hoje, os tumores de células germinativas (TCG) são neoplasias benignas ou malignas derivados das células germinativas primordiais e que podem ocorrer em sítios gonadais ou extragonadais. Diferentemente dos pacientes adultos, a incidência dos sítios extragonadais excede a dos gonadais em pacientes menores de 15 anos de idade. Entretanto, na população entre 15 a 19 anos os tumores de localização de ovário e testículo são mais freqüentemente encontrados. Os TCG são caracterizados por distintos achados clínicos e histológicos que influenciam o prognóstico. Por essa razão, sendo um grupo heterogêneo, é difícil generalizar o comportamento desses tumores. Várias foram as classificações histológicas utilizadas para a distinção dos TCG nos últimos anos. Os tumores germinativos representam 3,3% dos tumores malignos em crianças e adolescentes (<15 anos). A ocorrência anual é de 0,4 casos por 100.000 crianças abaixo de 15 anos para os tumores malignos e de 0,6 casos por 100.000 crianças incluindo os teratomas. A distribuição por local primário esperada para os TCG na infância são: região sacrococcígea (42%), seguido de ovário (29%), testículo (9%), mediastino (7%), SNC (6%), cabeça e pescoço(5%), retroperitônio(4%) e outros locais menos freqüentes como vulva, vagina, estômago e retro faringe (3%). Antes dos anos 50, somente os pacientes com tumores germinativos estádio I foram curados cirurgicamente. Os demais faleciam por doença progressiva devido à falta de terapia sistêmica efetiva. Em 1956 Li et al. demonstraram aeficácia do Metrotrexate em pacientes com coriocarcinoma gestacional e em 1960, os mesmos autores utilizaram a combinação de methotrexate, clorambucil e actinomicina D e mostraram 20% de sobrevida em pacientes com TCG testiculares disseminados. A partir da década de 70, foram introduzidos agentes quimioterápicos mais efetivos para tratamento dos TCG e estudos com combinações desses agentes mostraram respostas significativas mesmo em doenças avançadas. As combinações quimioterápicas incluindo cisplatina, representaram um dos maiores avanços no tratamento dos TCG. Muito embora as maiores casuísticas publicadas no passado fossem com pacientes adultos, recentemente vemos que grupos cooperativos pediátricos têm trazido resultados significativos e relevantes. Ao que nos consta, o primeiro estudo feito no Brasil com protocolo especifico para TCG em pediatria deu inicio no Hospital do Câncer, A.C. Camargo em São Paulo com o protocolo VAB-6 modificado. Em maio de 1991 iniciou-se no pais o 1° estudo cooperativo brasileiro (protocolo TCG-91) que trouxe também uma maior aproximação entre os centros de tratamento, além da contribuição à literatura internacional. O Protocolo TCG-91, em 1995 já nos mostrava resultados preliminares promissores para os casos avançados que receberam esquema com apenas duas drogas (Cisplatina e Etoposide). Foram registrados neste primeiro estudo cooperativo 115 pacientes pediátricos menores de 18 anos de idade, oriundos de 15 instituições de diferentes estados brasileiros. Com a consolidação dos grupos cooperativos e com apoio da SOBOPE, o 2º estudo TCG-99, também sob minha coordenação, foi iniciado em março de 1999 e mostrou maior número de crianças matriculadas e maior numero de instituições que registraram seus casos. Houve uma maior aproximação entre os oncologistas pediatras e os cirurgiões pediatras assim como maiores taxas de cura foram alcançadas; sempre com menor risco de complicação eseqüelas, utilizando poucas drogas e período curto de tratamento. Foram matriculados 534 pacientes oriundos de 40 instituições no período de janeiro de 1999 a abril de 2009. Em maio 2009 iniciamos o terceiro estudo, TCG-2008 e que esta atualmente em uso no pais e recentemente levamos a proposta para que me um futuro próximo seja utilizado por colegas de toda America Latina. Consideramos que nossa participação no cenário nacional e internacional seja de fato uma forma de contribuirmos para a melhora na sobrevida e qualidade de vida das crianças afetadas por estes tumores.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.07.2011

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    • ABNT

      LOPES, Luiz Fernando. Contribuição para o estudo dos tumores de células germinativas na infância: uma (r) evolução no conhecimento, na abordagem terapêutica e na sobrevida nos últimos 100 anos. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.
    • APA

      Lopes, L. F. (2011). Contribuição para o estudo dos tumores de células germinativas na infância: uma (r) evolução no conhecimento, na abordagem terapêutica e na sobrevida nos últimos 100 anos. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Lopes LF. Contribuição para o estudo dos tumores de células germinativas na infância: uma (r) evolução no conhecimento, na abordagem terapêutica e na sobrevida nos últimos 100 anos. 2011 ;
    • Vancouver

      Lopes LF. Contribuição para o estudo dos tumores de células germinativas na infância: uma (r) evolução no conhecimento, na abordagem terapêutica e na sobrevida nos últimos 100 anos. 2011 ;