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Desenvolvimento e análise do efeito de dietas protéicas como suplementação nutricional para abelhas Apis mellifera (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: TURCATTO, ALINE PATRÍCIA - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: ABELHAS; DIETA ANIMAL; NUTRIÇÃO ANIMAL; ALIMENTOS ARTIFICIAIS
  • Language: Português
  • Abstract: As abelhas, assim como outros insetos necessitam de nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento, manutenção das crias e crescimento da colônia, e essas exigências nutricionais normalmente são supridas pela coleta de néctar, pólen e água. O néctar coletado pelas forrageadoras é a principal fonte de carboidratos, o pólen é a fonte natural de proteínas, vitaminas, mineirais e também a fonte de lipídeos. As abelhas necessitam de aminoácidos essências para o seu bom desenvolvimento, e as abelhas obtêm esses aminoácidos essenciais através do consumo de pólen. A falta desses aminoácidos na dieta das abelhas pode levar ao enfraquecimento da colônia. Atualmente em algumas regiões, a carência de pólen tem se tornado um grande problema, pois a apicultura por ser uma atividade dependente dos recursos naturais, apresenta oscilação de produção de acordo com as condições climáticas e ambientais de cada região e a coleta de alimento fica dificultada em épocas de pouca disponibilidade de alimento, onde a carência de pólen pode ocorrer em qualquer época do ano e tal rato acaba por afetar o desenvolvimento da colméia, sendo assim, um bom suplemento deve ser coletado e depois de ingerido deve disponibilizar os elementos nutricionais essenciais para o crescimento, desenvolvimento das colônias, longevidade e boa capacidade produtiva. O objetivo desse trabalho foi desenvolver e testar dietas artificiais como suplementos protéicos para colônias de abelhas Apis mellifera, utilizando ingredientes de fácil e preço acessíveis. Os experimentos foram realizados no Apiário experimental do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. O primeiro passo consistiu em determinar a concentração protéica na hemolinfa de abelhas operárias em colônias no campo durante os primeiros trinta dias de vida adulta (durante o verão e o inverno) para assimtentarmos correlacionar a concentração protéica à disponibilidade de alimento, foram utilizados quadros com abelhas prestes a emergir e colocados em estufa a 30°C e 70% de umidade relativa e a cada três dias foi coletado hemolinfa de aproximadamente 30 operárias marcadas. A roleta era feita por meio de um corte na base o que permitiu a coleta da hemolinfa através de pipetas. A concentração protéica das amostras de hemolinfa foi determinada posteriormente pelo método de Bradford (1976). A concentração de proteína das abelhas coletadas no inverno foram mais baixa 6,06 ‘mü’g/’mül - média de todas as idades), em relação às operárias que foram dignificante menor (média de 6.06 ‘mü’g/’mü’l - incluindo todos os grupos) em relação as abelhas coletadas durante o verão (14.64 ‘mü’g/’mü’l). O valor nutricional das dietas suplementares foram analisadas nas abelhas adultas que foram alimentadas em gaiolas nos dias 0(abelhas recém-emergidas) e no dia 7 era feita a coleta de hemolinfa em 10 abelhas de cada tratamento, e a concentração na proteína era quantificada posteriormente. Dessas dietas elaboradas verificamos que (‘T IND.1’ à base de farelo de soja, farelo de arroz, levedura de cana-de-açúcar, açúcar e água; ‘T IND.2’ à base de quinua, açúcar e mel; ‘T IND.3’ à base de farelo de soja, farinha de milho, açúcar e mel; ‘T IND.4’ à base de farelo de soja, lentilha, açúcar e água; e ‘T IND.5’ à base de farelo de soja, farelo de arroz, levedura de cana-de-açúcar e mel) não apresentaram diferença estatística em relação à controle positivo (abelhas alimentadas com o bee bread) (P>0,05), e encontramos que todas as dietas com exceção do controle negativo (abelhas alimentadas com xarope de açúcar em água) apresentaram diferença estatística dignificante em relação ao nível de proteína encontrado nas abelhasrecém-nascidas(dia 0) (P=0,036). No segundo experimento foram testadas mais três dietas no laboratório: ‘D IND.1’ (à base de albumina, extrato de soja, açúcar e água) não apresentou diferença estatística significante (p>0,05) em relação ao controle positivo. Já para a outra dieta testada (dieta ‘D IND.2’ à base de levedo de cerveja, leite de soja, farelo de arroz e açúcar e água), por sua vez, apresentou diferença estatística significativamente menor que a controle positivo (p=0,027). Em relação ao nível de proteína nas abelhas recém-nascidas, as dietas “D IND.1’ e ‘D IND.2’ controle positivo apresentaram uma diferença estatística dignificante (P=<0,001). A dieta ‘D IND.3’ base de fubá, apresentou diferença estatística significante em relação ao controle negativo e não apresentou diferença estatística significante em relação às abelhas recém-nascidas (P=<0,001). Mostrando não ser uma dieta eficiente com suplemento protéico para as abelhas. Depois de testar a eficiência das dietas em laboratório em relação ao nível de proteína na hemolinfa, resolvemos avaliar a taxa de sobrevivência de abelhas confinadas gaiolas em laboratório durante 22 dias, alimentadas com diferentes as dietas: bee bread, xarope de açúcar em água e a dieta ‘D IND.2’) foram utilizadas recém emergidas de uma mesma colônia, e a cada dia do experimento eram contadas as abelhas mortas dentro de cada gaiola, os resultados mostraram que o controle positivo e a dieta ‘D IND.2’ apresentaram diferença estatística significante em relação ao controle negativo (p>0,05). Concluímos que tanto as abelhas alimentadas com a dieta ‘D IND.2’ ou com bee bread(controle positivo) sobrevivem mais tempo do que as abelhas alimentadas apenas com xarope. As dietas que apresentaram melhor desempenho nos testes em laboratório(‘T IND.l’, ‘T IND.2’, ‘T IND.3’, ‘D IND.1’ e ‘D IND.2’) foram levadas para serem testadas no campo, o consumo das dietas pelas colônias, aumento na produtividade (monitoramento do peso diário e mapeamento da área de cria), foram os parâmetros utilizados. Das colônias controle, ou seja, não receberam nenhum tipo de alimentação suplementar, a colônia nº 7, enxameou completamente (abandono) e a colônia n° 8 apresentou declínio na quantidade da área de cria, mas conseguiu se recuperar, e as colônias n° 13 e n° 14 apresentaram um declínio na área de cria durante os 45 dias de experimento. As colônias (n°1 e n°2) alimentadas com a dieta ‘T IND.1’ foram as que mais consumiram a dieta oferecida e ambas as colônias tiveram um aumento significativo das áreas de crias e devido ao aumento de indivíduos sofreram uma exameação reprodutiva. As colônias n°5 e n°6 foram alimentadas com a dieta ‘T IND.3’, apresentaram uma melhora significativa em relação à quantidade de cria e aumento no peso. A dieta menos consumida e que apresentou o menor desempenho nas colônias do campo foi a dieta ‘T IND. 2’sendo que a colônia n° 3 enxameou por abandono e a colônia n°4 apresentou um decréscimo na área de cria. As colônias alimentadas com a dieta ‘D IND.1’(colônia n° 9 e n°10) apresentaram um aumento na área de cria e aumento do peso durante os 45 dias de experimento, e as colônias alimentadas com a dieta ‘D IND.2’(colônia n°11 e 12) também apresentaram crescente aumento na área de cria e no peso, Concluímos então que todas as dietas testadas no campo com exceção da dieta ‘T IND.2’, são dietas eficientes como suplemento protéico para colônias em períodos de escassez
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.06.2011

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    • ABNT

      TURCATTO, Aline Patricia; DE JONG, David. Desenvolvimento e análise do efeito de dietas protéicas como suplementação nutricional para abelhas Apis mellifera. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Turcatto, A. P., & De Jong, D. (2011). Desenvolvimento e análise do efeito de dietas protéicas como suplementação nutricional para abelhas Apis mellifera. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Turcatto AP, De Jong D. Desenvolvimento e análise do efeito de dietas protéicas como suplementação nutricional para abelhas Apis mellifera. 2011 ;
    • Vancouver

      Turcatto AP, De Jong D. Desenvolvimento e análise do efeito de dietas protéicas como suplementação nutricional para abelhas Apis mellifera. 2011 ;


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