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Química de espécies nativas de Croton L. (Euphorbiaceae) (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MATOS, LISS MARISTHANE MINEIRO - IB
  • Unidades: IB
  • Sigla do Departamento: BIB
  • Subjects: FLAVONÓIDES; QUÍMICA; EUPHORBIACEAE
  • Language: Português
  • Abstract: Croton é um dos maiores gêneros de Euphorbiaceae, amplamente distribuído nas regiões tropicais do mundo. No Brasil existem cerca de 300 espécies, muitas utilizadas como medicinais no tratamento de diversos males, tais como úlceras, inflamações, malária, diabetes, sífilis e câncer. A variedade de usos medicinais reflete a diversidade química inerente ao gênero, cuja taxonomia também é bastante complexa. O objetivo deste trabalho é a caracterização química de sete espécies nativas de Croton, a fim de contribuir para a ampliação do conhecimento de potenciais farmacológicos e quiçá fornecer ferramentas quimiotaxonômicas que auxiliem na compreensão das relações entre grupos infragenéricos. Foram analisados óleos voláteis, flavonóides e componentes de extratos etanólicos brutos das espécies. Óleos voláteis de folhas de C. betulaster e C. glutinosus, e folhas e caules de C. hemiargyreus, C. antisyphiliticus, C. grandivelum, C. cf pycnocephalus e C. cf montevidensis foram extraídos por hidrodestilação em Clevenger e analisados por CG/EM. Todas as amostras apresentaram componentes voláteis, exceto uma amostra (folhas e caule) de C. antisyphiliticus, a espécie com folhas e caules menos aromáticos, e caules de C. grandivelum, de uma amostra de C. cf pycnocephalus e uma de C. hemiargyreus. Monoterpenos e sesquiterpenos são os componentes mais abundantes e não foram detectados fenilpropanóides. Caules apresentam em geral menos componentes voláteis que folhas. Os sesquiterpenosβ-cariofileno, germacreno D e espatulenol são os mais comuns, enquanto 8-isoproprenil-1,5-dimetil-ciclodeca-1,5-dieno (C. betulaster e C. hemiargyreus), elixeno (em todas as espécies exceto C. betulaster e C. glutinosus) e o sesquiterpeno ledol (abundante em C. cf pycnocephalus) nunca foram antes relatados para Cróton. Extratos hidroalcoólicos das amostras foram analisados por CLAE e quando possível CLAE/EM e CLAE/EM/EM para detecção de flavonóides. Apenas em C. betulaster e C. hemiargyreus houve predominância de flavonas, tais como isoorientina, orientina, vitexina e diglicosídeos de apigenina. Nas demais espécies são abundantes glicosídeos de quercetina, como rutina e quercitrina, assim como tilirosídeo (glicosídeo acilado de campferol), que só não foi detectado em folhas de C. betulaster, C. glutinosus e C. cf montevidensis. A análise de outras espécies das mesmas seções (Barhamia e Codonocalyx, respectivamente) pode confirmar a coerência da ausência do tilirosídeo nas folhas como característica. Flavonóides metoxilados, como a casticina (em amostras de C. cf pycnocephalus, C. betulaster e C. glutinosus), também foram encontrados. Os extratos etanólicos brutos de todas as espécies exceto C. glutinosus foram analisados por CG/EM. Triterpenos, esteróides, alcalóides e ésteres de ácidos graxos são os componentes mais abundantes. Diterpenos não foram detectados. Benzoato de benzila é o componente majoritário dos extratos etanólicos brutos de C. betulaster, no qualtambém foram detectados cinamato de benzila, lupeol e lupenona Esteróides como sitosterol, campesterol e estigmasterol ocorrem em diversas espécies. A casticina é o componente majoritário dos extratos obtidos de folhas de C. cf pycnocephalus. Muitos alcalóides foram detectados em C. grandivelum, principalmente N-metil-crotonosina. Somente glaucina foi detectada em C. hemiargyreus. Os diferentes componentes dos extratos etanólicos das espécies estudadas possuem diversas atividades biológicas. As variações encontradas entre amostras de diferentes populações das mesmas espécies podem ser influenciadas por fatores ambientais ou genéticos. Com base nos dados obtidos, o isolamento e caracterização de flavonóides por EM e RNM, ensaios farmacológicos de acordo com as propriedades de cada grupo de substâncias e a caracterização de demais espécies das mesmas seções podem ser um interessante enfoque para estudos futuros e contribuir ainda mais para a compreensão da química e da taxonomia de Croton
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.04.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      MATOS, Liss Maristhane Mineiro; SALATINO, Antonio. Química de espécies nativas de Croton L. (Euphorbiaceae). 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-06092011-133228/ >.
    • APA

      Matos, L. M. M., & Salatino, A. (2011). Química de espécies nativas de Croton L. (Euphorbiaceae). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-06092011-133228/
    • NLM

      Matos LMM, Salatino A. Química de espécies nativas de Croton L. (Euphorbiaceae) [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-06092011-133228/
    • Vancouver

      Matos LMM, Salatino A. Química de espécies nativas de Croton L. (Euphorbiaceae) [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-06092011-133228/

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