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Anastomose látero-terminal com interposição de tubo de silicone: efeito do RN029 e colágeno na regeneração do nervo periférico (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: MOTA, TÂMARA SIQUEIRA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: NERVOS PERIFÉRICOS (REGENERAÇÃO); MORFOMETRIA; NEUROCIÊNCIAS
  • Language: Português
  • Abstract: A neurorrafia látero-terrninal é reconhecida como uma importante estratégia de reconstrução do nervo periférico quando há lesão do tecido nervosos periférico. A dependência da distância entre cotas de um nervo seccionado, as fibras nervosas e o tecido de sustentação do nervo (fibras colágenas e perineuro, por exemplo) do segmento proximal não são capazes de crescer o suficiente para alcançar o segmento distal. A ablação de 10 mm de segmento do nervo isquiático de ratos, mesmo quando inserido entre os cotas um tubo de polietileno, conectando o segmento proximal ao distal, é sucedida por crescimento de poucos axônios ou nenhum axônio capazes de chegar ao coto distal. O mesmo ocorre, quando o tubo é preenchido por substância inerte. Além da técnica de tubulização oferecer espaço fechado, no qual fatores neurotróficos, normalmente sintetizados pelo nervo lesado, se acumulam e facilitam o crescimento axonal, ela permite que fatores facilitadores da regeneração axonal sejam introduzidos dentro de tubos-guias. São exemplos desses fatores: matrizes celulares de librina, colágeno, laminina, células de Schwann, células da medula óssea e outros. Avaliações preliminares em nervos isquiáticos de ratos wistar evidenciaram que, efetuado o procedimento de tubulização, se RN029 é misturada ao colágeno e a mistura é colocada no interior do tubo condutor, há profuso crescimento das fibras nervosas e do tecido de sustentação do nervo que atingem o segmento distal. Tais achados são de grande importância pelo fato da tecnologia de obtenção da RN029 não ser dispendiosa e não se tratar de tecido animal, potencialmente sujeito a rejeição. Tem sido demonstrado que a anastomose látero-terminal, quando se utiliza o coto distal de um nervo suturado à porção lateral de outro pode resultar em reinervação viável anatômica e funcionalmente. Tal tipo de anastomose aparentemente, não resultaem recuperação funcional tão viável quanto a que ocorre na anastomose término-terminal porque nesta a regeneração resulta dos colos terminais dos axônios seccionados que têm grande potencial para crescimento. Na neurorrafia látero-terminal, o crescimento resulta de brotamentos a partir de axônios integras que constituem o nervo normal, que passa a ser doador de brotamentos laterais que chegam ao músculo desnervado através do coto do nervo secionado e suturado lateralmente no nervo doador. Os nervos que geraram os brotamentos laterais continuam o seu trajeto normal até o músculo. Neste modelo a potencialidade para a regeneração é menor. Com base em tais observações, utilizamos o método da anastomose látero-terminal entre o nervo tibial de ratos wistar e o nervo fibular previamente seccionado com o objetivo de verificar quantitativamente o crescimento dos axônios, células de Schwann e dos outros componentes de suporte e estruturais do nervo periférico até o coto distal, interpondo um tubo de silicone com "gap" de 5 mm entre o nervo tibial e o coto distal do fibular. Cada experimento durou 70 dias. Os controles negativos (tubo vazio) não se associaram ao crescimento axonal. Comparamos a efetividade da regeneração obtida com RN 029 misturada ao colágeno e colágeno puro (agregado comercializado de fatores tráficos que estimula o crescimento do nervo. Embora ambas as preparações tenham sido efetivas para promover o crescimento axonal, a análise estatística demonstrou diferença significativa (p<0,001 ) do grupo RN029 + colágeno para promover crescimento de maior número de fibras quando comparado ao grupo colágeno. É possível que interação de componentes do colágeno com RN029 (laminina, por exemplo) interfira na sua atividade. Os nossos achados comprovam também que quando se interpõe tubo de silicone entre a porção lateral de um nervo e o coto distal de outro (cuja conexão com o músculofoi preservada) - anastomose látero-terminal - com um "gap" de 5 mm, há inefetividade de crescimento das fibras que não alcançam o coto distal, a não ser que seja introduzido algum fator tráfico no tubo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.05.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      MOTA, Tâmara Siqueira; BARREIRA, Amilton Antunes. Anastomose látero-terminal com interposição de tubo de silicone: efeito do RN029 e colágeno na regeneração do nervo periférico. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Mota, T. S., & Barreira, A. A. (2011). Anastomose látero-terminal com interposição de tubo de silicone: efeito do RN029 e colágeno na regeneração do nervo periférico. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Mota TS, Barreira AA. Anastomose látero-terminal com interposição de tubo de silicone: efeito do RN029 e colágeno na regeneração do nervo periférico. 2011 ;
    • Vancouver

      Mota TS, Barreira AA. Anastomose látero-terminal com interposição de tubo de silicone: efeito do RN029 e colágeno na regeneração do nervo periférico. 2011 ;

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