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Repercussão funcional da disfunção endotelial venosa na hipertensão arterial sistêmica: correlação entre função endotelial e complacência venosas e débito cardíaco (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: FERREIRA FILHO, JúLIO CéSAR AYRES - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCP
  • Subjects: HIPERTENSÃO; ENDOTÉLIO VASCULAR; ELASTICIDADE
  • Language: Português
  • Abstract: Enquanto há inúmeros trabalhos evidenciando a participação do território arterial na fisiopatologia da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), pouco ainda se conhece da real participação do território venoso nessa doença. Estudos prévios demonstraram menor complacência venosa até mesmo em pacientes hipertensos limítrofe, e esta alteração não pode ser explicada como sendo apenas conseqüente a alteração do sistema simpático. Acrescidos a estas alterações, foi demonstrada disfunção endotelial no território venoso em pacientes com fatores de risco cardiovascular, incluindo HAS. Entretanto, ainda existem poucas informações sobre a correlação da disfunção endotelial venosa e/ou da capacitância e complacência venosas e seu impacto funcional na HAS. Neste protocolo foram avaliados 27 indivíduos do Grupo Controle (GC) (idade de 36,8±9,2 anos, 13 homens, IMC de 24,6±4,6 Kg/m2) e 31 pacientes do Grupo Hipertenso (GH) (idade de 38,2±10,5 anos, 15 homens e IMC de 26,1±3,1 Kg/m2). Curvas de pressão arterial (PA) foram obtidas de forma não invasiva com o Finometer®, durante 10 minutos de repouso na posição supina (basal) e durante 10minutos em manobra de modulação de volume (Tilt test). Por meio da análise das curvas, foram calculadas variáveis hemodinâmicas [PA sistólica e diastólica (PAS e PAD), freqüência cardíaca (FC), débito cardíaco (DC), índice cardíaco (CI), índice de volume sistólico (SVI) e índice de resistência vascular periférica (PRI)], além de ser realizada a análise espectral da FC (VFC) e da PAS (VPA). A capacitância e complacência venosas do antebraço foram aferidas por meio da pletismografia e a função endotelial venosa pela técnica da veia dorsal da mão (DHV), ambas avaliadas somente no momento basal. (Continua)(Continuação) Resultados: O padrão hemodinâmico: o GH comparado com o GC apresentou maior PAS e PAD no momento basal (p<0,05). Em resposta ao Tilt test, houve: aumento de FC (p<0,05), diminuição da PAS (p<0,05), do DC (p<0,05), do CI (p<0,05) e do SVI (p<0,05) em ambos os grupos, de semelhante intensidade. Na avaliação da VFC no basal, não se detectou diferença entre os grupos com relação à FC, aos componentes normalizados da VFC (%LF, %HF) e na relação LF/HF (modulação autonômica). Em resposta ao Tilt test, em ambos os Grupos, houve aumento da FC (p<0,05) e da %LF (p<0,05), e queda da %HF (p<0,05), porém o GC apresentou respostas mais exacerbadas comparadas as do GH. Na avaliação da variabilidade da pressão arterial (VPA), observamos que todos os parâmetros foram semelhantes entre os grupos, tanto no basal quanto em reposta ao Tilt test, o mesmo ocorrendo na avaliação da sensibilidade do barorreflexo (ALFA LF). Com relação à capacitância venosa, o GH apresentou uma redução significativa (p<0,05) comparada ao GC nas pressões de oclusão de 30 e 40mmHg [4,8 (3,8-5,7) - 3,6 (2,8-4,6) vs 5,5 (4,8-7,3) - 4,7 (3,8-6,4), respectivamente]. A complacência venosa foi menor no GH. Considerando a função endotelial venosa, detectou-se uma menor venodilatação máxima em resposta a acetilcolina no GH [62,9 (38,3 79,9) vs 81,7 (65,3 99,1)], e similar venodilatação em resposta ao nitroprussiato de sódio, indicando a presença de disfunção endotelial venosa neste Grupo. Não foi possível evidenciar correlações entre diferentes parâmetros: complacência venosa e função endotelial venosa, DC, RVP e componente LF da PAS e nem entre função endotelial venosa com DC e RVP. (Continua)(Continuação) Pode-se concluir que, na população de hipertensos estudada, há uma coexistência entre disfunção endotelial venosa e menor complacência venosa, porém não se evidenciaram correlações significativas entre estas variáveis, com os métodos utilizados no presente estudo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.04.2011
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      FERREIRA FILHO, Júlio César Ayres; COLOMBO, Fernanda Marciano Consolim. Repercussão funcional da disfunção endotelial venosa na hipertensão arterial sistêmica: correlação entre função endotelial e complacência venosas e débito cardíaco. 2011.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-20072011-174052/ >.
    • APA

      Ferreira Filho, J. C. A., & Colombo, F. M. C. (2011). Repercussão funcional da disfunção endotelial venosa na hipertensão arterial sistêmica: correlação entre função endotelial e complacência venosas e débito cardíaco. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-20072011-174052/
    • NLM

      Ferreira Filho JCA, Colombo FMC. Repercussão funcional da disfunção endotelial venosa na hipertensão arterial sistêmica: correlação entre função endotelial e complacência venosas e débito cardíaco [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-20072011-174052/
    • Vancouver

      Ferreira Filho JCA, Colombo FMC. Repercussão funcional da disfunção endotelial venosa na hipertensão arterial sistêmica: correlação entre função endotelial e complacência venosas e débito cardíaco [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-20072011-174052/

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