Análise dos aspectos clínico-laboratoriais, epidemiológicos e evolutivos da infecção crônica pelo vírus da hepatite B (2011)
- Authors:
- Autor USP: FERREIRA, SANDRO DA COSTA - FMRP
- Unidade: FMRP
- Sigla do Departamento: RCM
- Subjects: HEPATITE B; FIBROSE CÍSTICA; FATORES DE RISCO
- Language: Português
- Abstract: A hepatite B crônica representa um grave problema de saúde pública mundial com percentual significativo de casos que evolui para formas mais graves da doença tais como cirrose hepática e carcinoma hepatocelular. Os objetivos deste estudo foram realizar levantamento e análise descritiva dos aspectos epidemiológicos, clínico-laboratoriais e evolutivos dos casos de infecção crônica pelo vírus da hepatite B, bem como fazer comparações entre as diferentes formas de apresentação da doença, em pacientes atendidos nos Ambulatórios Gastroenterologia e Hepatites do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP USP), no período de Janeiro de 1992 a Setembro de 2008. Foram avaliados 549 pacientes com hepatite B crônica quanto a parâmetros epidemiológicos, clínicos, bioquímicos, histológicos [fibroso (F1-F4), atividade necro-inflamatória (HAI)] e evolutivos (surgimento de carcinoma hepatocelular, soroconversão espontânea do HBsAg e óbito). Resultados: Houve predomínio do sexo masculino (61,1%) com média (‘+ou-’ desvio padrão) de idade de 37,7 ‘+ou-’ 13,3 anos. Quanto à fonte de encaminhamento serviços médicos (primários, secundários ou terciários) foram responsáveis por 38,4% dos casos. Transmissão vertical foi o fator de risco mais evidente estando presente em 184 pacientes (33,5%). Em relação aos aspectos clínicos 95,1% dos pacientes apresentaram-se de forma compensada à consulta inicial. Hepatite B crônica HBeAg negativo replicante predominou como forma evolutiva mais comum da doença sendo responsável por 51,4% dos casos. Cirrose hepática foi evidenciada em 74 pacientes (13,5%) e o carcinoma hepatocelular foi diagnosticado em 15 pacientes (2,7%). Transplante hepático foi realizado em 7 pacientes (1,3%) enquanto que 13 pacientes (2,4%) foram à óbito devido a complicações da doença hepática. Soroconversão espontânea do HBsAg foi observada em 40 (7,3%) pacientesno decorrer dos 15 anos e 9 meses de seguimento. Biópsia hepática foi realizada em 260 pacientes com a maioria dos casos (53,8%) apresentando estádio de fibroso F1. Ao compararmos pacientes HBeAg positivos com pacientes HBeAg negativos nenhuma associação significativa foi observada em relação a: fonte de encaminhamento, ingestão etílica, descompensação da doença, fatores de risco e ocorrência de cirrose hepática. Idade mais avançada esteve significativamente associada com o grupo de pacientes HBeAg negativos (p=0,049). Sexo masculino (p=0,007), fibrosa hepática grave (p=O, 035), níveis séricos mais elevados de ALT (p=O,0001), de AST (p=0,0002) e de HBV-DNA (p=0,0036) foram significativamente associados com hepatite B crônica HBeAg positivo. Ao compararmos pacientes com hepatite B crônica replicante com portadores inativos do HBV nenhuma associação significativa foi observada em relação a: fonte de encaminhamento, ingestão etílica, fatores de risco e idade. Sexo masculino (p=0,021) e surgimento de carcinoma hepatocelular (p=0,004) no decorrer do seguimento estiveram significativamente associados com hepatite B crônica replicante em relação ao grupo de portadores inativos. Soroconversão espontânea do HBsAg esteve significativamente associada com o grupo de portadores inativos (62,5% vs. 37,5%) em relação ao grupo de pacientes com hepatite B crônica replicaste (p=0,00001). Conclusão: Na nossa casuística observou-se predomínio do sexo masculino e da hepatite B crônica HBeAg negativo como forma evolutiva mais comum. Cirrose hepática foi evidenciada em 13,5% dos pacientes. Lesão hepática grave foi associada à hepatite B crônica HBeAg positivo. Soroconversão espontânea do HBsAg representou um evento raro estando associada ao estado de portador inativo do HBV
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2011
- Data da defesa: 14.02.2011
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ABNT
FERREIRA, Sandro da Costa. Análise dos aspectos clínico-laboratoriais, epidemiológicos e evolutivos da infecção crônica pelo vírus da hepatite B. 2011. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011. . Acesso em: 28 fev. 2026. -
APA
Ferreira, S. da C. (2011). Análise dos aspectos clínico-laboratoriais, epidemiológicos e evolutivos da infecção crônica pelo vírus da hepatite B (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. -
NLM
Ferreira S da C. Análise dos aspectos clínico-laboratoriais, epidemiológicos e evolutivos da infecção crônica pelo vírus da hepatite B. 2011 ;[citado 2026 fev. 28 ] -
Vancouver
Ferreira S da C. Análise dos aspectos clínico-laboratoriais, epidemiológicos e evolutivos da infecção crônica pelo vírus da hepatite B. 2011 ;[citado 2026 fev. 28 ] - Avaliação do papel dos polimorfismos de citocinas e moléculas não clássicas do HLA na gravidade de lesão hepática, suscetibilidade à infecção e formas evolutivas da doença em pacientes com infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV)
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